SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR
Continuo a discorrer sobre os e as prefeituráveis de Salvador.
Como prometido, dou continuidade com os que nunca foram ocupantes do Thomé de Souza. Depois de Nelson Pelegrino do PT, discorro agora sobre: Olívia Santana.
Olívia Santana, “a negona da cidade” conforme seu slogan de campanha. Vereadora de Salvador pelo Partido Comunista do Brasil, PC do B, disputou e venceu com a maior votação, sendo a primeira colocada dentro da coligação PT/PC do B/ PV das eleições de 2004 ao posto na Câmara Municipal.
Com a vitória de João Henrique e com o apoio que seu partido deu ao mesmo, licenciou-se da Câmara para assumir a pasta de Secretária de Educação e Cultura do município. Onde pôde implementar na grade curricular de nossas crianças a educação de história e cultura africana. Licenciou-se e foi disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2006 numa coligação com PT/PTB/PRB e seu PC do B. Não venceu e voltou à Câmara de Salvador, onde assumiu a presidência da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer do legislativo soteropolitano.
Depois de uma discussão interna do PC do B, que definiu que teria candidatura em Salvador, e após ter seu nome confirmado após o levantamento da hipótese de ser a Deputada Federal Alice Portugal, Olívia teve seu nome referendado. O que causou um pavoroso dentro do movimento negro. O negro na prefeitura? Uma mulher e negra na chefia do maior posto da cidade de maior população negra fora da África? O sentimento foi talvez maior do que à proporção que se divulgou a notícia e assim se levantou a possibilidade da sua candidatura.
Nas iniciais pesquisas Olívia tem oscilado entre 1% e 3%. Inexpressivos ante o número de mulheres e negros aptos a votarem na cidade do Salvador. O sentimento é grande, a importância de uma mulher negra na prefeitura é imensa, mas não se transferiu até agora, esse mesmo sentimento em votos.
A verdade é que PT e PC do B sempre caminharam juntos e até por isso os quadros (poucos) do PC do B não ganharam força na cidade além do ser legislador. Olívia, Alice e Daniel Almeida, além do monstro sagrado da política baiana, Haroldo Lima, ganharam força, mas para legislar em casas municipais, estaduais e nacional. Outra verdade que é dada, é que para o próprio PC do B é melhor ter Olívia como candidata a vereadora (embora sua presença como vice prefeita em uma chapa, enriqueceria e abrilhantaria qualquer candidato a prefeito, tal qual um do PT) é muito mais vantajoso. Ela pode repetir a votação de 2004, pode superar-se e ainda puxar mais um ou até dois vereadores comunistas. Por isso, não creio que terá vida longa essa candidatura de Olívia Santana ao Thomé de Souza.
Acredito sinceramente, que na hora H, Olívia retira sua candidatura, apóia uma do PT e sai como candidata à reeleição a Câmara soteropolitana. Agora, 2010 vêm ai, ela pode ser Deputada Estadual ou Federal e muito mais breve que se pensa, poderá ser sim a primeira mulher negra e do PC do B a ocupar o comando do executivo da capital da Bahia.
É só aguardar. Êia povo Negro!!! Não será em 2008 mais será bem breve.
Próxima análise será sobre a candidatura ou não do polêmico apresentador de TV Raimundo Varela, do Partido Republicano Brasileiro, o PRB de José Alencar (Vice Presidente do Brasil) e do Senador Marcelo Crivella (líder político da Igreja Universal do Reino de Deus) e candidato a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Observação: Também discorrerei sobre os candidatos e candidatas a Prefeitura de São Paulo, Rio de Janeiro, Camaçari e Porto Alegre.
Aguardem!!! Lembrando: na parte 3 dos Prefeiturvéis de Salvador: Raimundo Varela.
terça-feira, 18 de março de 2008
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR, BAHIA
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR
Começo a discorrer aqui uma série sobre cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Palácio Thomé de Souza, nas eleições de outubro de 2008.
A lista é grande: Nelson Pelegrino (PT), Lídice da Mata (PSB), Antônio Imbassahy (PSDB), Olívia Santana (PC do B), ACM Neto (DEM), Luiz Alberto (PT), Raimundo Varela (PRB), Edvaldo Brito (PTB), Walter Pinheiro (PT), Gerdan Rosário (PTC) e João Henrique (PMDB) atual prefeito.
Destes, João está no Thomé de Souza, Lídice, Imbassahy e Edvaldo já estiveram e Nelson Pelegrino, Luiz Alberto, Walter Pinheiro (todos do PT), ACM Neto, Olívia Santana, Gerdan e Varela nunca ocuparam. Gerdan e Varela nem legislar nunca legislaram, diga-se passagem.
Dou inicio com os que nunca estiveram e querem estar no comando desta cidade. A primeira capital do país e hoje terceira maior. Lembro-me de um ditado dos antigos, “quem nunca viu quer ver, quem já viu quer correr”, mas não se serve muito para os que já viram como Lídice, Imbassahy, João e Edvaldo.
Desta lista dou o ponta-pé inicial começando por Nelson Vicente Portela Pelegrino.
Nelson Pelegrino é Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores, PT. Já presidiu o PT e pelo mesmo disputou o Thomé de Souza em 1996, 2000 e 2004. Quase em 2004 chegou ao 2º turno enfrentando o atual prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.
Pelegrino tenta disputar pela quarta vez tal qual Lula disputou a Presidência (1989, 1994, 1998 e 2002). É super popular na cidade. Conhece-a como suas mãos. É indiscutivelmente o maior quadro político de Salvador, da Bahia, do Nordeste e com destaque nacional e internacional, podendo despontar ainda mais no cenário nacional.
Militante árduo dos direitos humanos e da causa do trabalhador tem seus méritos para poder assumir a prefeitura. Mas dentro do PT não tem unanimidade em torno de si, como ocorre na cidade quando comparado aos outros nomes colocados dentro do PT. Ainda não está tão bem colocado em pesquisas iniciais, mas de longe supera Walter Pinheiro, Luiz Alberto (deputado federal e secretário de Estado, respectivamente) e Olívia Santana, vereadora comunista. É de longe o nome realmente do Campo da Esquerda, Democrática e Popular desta cidade, o que reúne em um só bloco e lugar o PT, PSB, PC do B, PV, PPS, PCB, PMN e tendo espaço ainda para a inclusão do PDT.
Acredito piamente na capacidade, paixão e força de vontade existentes em Pelegrino para disputar, ganhar e gerir de maneira séria, justa, igualitária e humana esta cidade negra que mata seus negros e negras. Está cidade desigual e desumana. Está cidade realmente dividida em Cidade Alta (elitista, bonita, asfaltada, bem cuidada) e a Cidade Baixa (sofrida, destruída, pobre, feia, suja e sem segurança) que vai além da Ribeira, Uruguai e Jardim Cruzeiro. Passa por todo o subúrbio ferroviário: Coutos, Paripe, Periperi, Lobato, Alto do Cabrito e passa por Pirajá (rua velha e nova) até as Cajazeiras, sem esquecer do Nordeste de Amaralina, Pau da Lima, Boa Vista de São Caetano e etc. Mas considero que qualquer um, não só Pelegrino, comete um ato de “loucura” ao querer disputar essa prefeitura. Salvador hoje, mais do que ontem, está quebrada e o prefeito ou prefeita, ganhará uma bomba relógio.
O que Nelson Pelegrino precisa é convencer o seu PT a cumprir o papel que sempre cumpriu. De ser e estar na cabeça da campanha. Pois do contrário, dificilmente sairá para esta quarta disputa.
Com o apoio de Lula e Wagner, e óbvio, com um projeto para Salvador de toda gente, como pregou em sua última campanha, torna-se mais atraente votar em Nelson do que qualquer outro. Líder experiente, competente e que tem realmente interesse na disputa, não quer marcar terreno.
Dependendo do que o PT decidir e de uma ajuda real (algo que duvido que tenha) de Lula e principalmente de Wagner, pode deslanchar. Encerro essa análise afirmando que é um ótimo nome (dentro do PT o melhor) para disputar a Prefeitura de Salvador. Mas, modéstia aparte preferiria tê-lo desenvolvendo mais e mais seu mandato de deputado Federal e depois galgando uma vaga de Senador em 2010. O que sem dúvidas engrandeceria a Bahia, que nunca teve um Senador de verdade que corresponda ao seu tamanho. Nem mesmo nos tempos de Rui Barbosa e ACM o tivemos. Tanto Rui quanto ACM foram importantes Senadores para a Bahia, mas Nelson Pelegrino pode de fato representar essa terra com a grandiosidade que tem em si e que corresponde com a desta terra. O problema ai agora, é convencer a Nelson de que seria melhor ir para o Senado Federal do que o Thomé de Souza e depois do Senado o Palácio de Ondina.
Quem conseguir convencê-lo ganha um doce. Mas que venha a disputa e veremos se eleito, um futuro grande Prefeito desta cidade.
Começo a discorrer aqui uma série sobre cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Palácio Thomé de Souza, nas eleições de outubro de 2008.
A lista é grande: Nelson Pelegrino (PT), Lídice da Mata (PSB), Antônio Imbassahy (PSDB), Olívia Santana (PC do B), ACM Neto (DEM), Luiz Alberto (PT), Raimundo Varela (PRB), Edvaldo Brito (PTB), Walter Pinheiro (PT), Gerdan Rosário (PTC) e João Henrique (PMDB) atual prefeito.
Destes, João está no Thomé de Souza, Lídice, Imbassahy e Edvaldo já estiveram e Nelson Pelegrino, Luiz Alberto, Walter Pinheiro (todos do PT), ACM Neto, Olívia Santana, Gerdan e Varela nunca ocuparam. Gerdan e Varela nem legislar nunca legislaram, diga-se passagem.
Dou inicio com os que nunca estiveram e querem estar no comando desta cidade. A primeira capital do país e hoje terceira maior. Lembro-me de um ditado dos antigos, “quem nunca viu quer ver, quem já viu quer correr”, mas não se serve muito para os que já viram como Lídice, Imbassahy, João e Edvaldo.
Desta lista dou o ponta-pé inicial começando por Nelson Vicente Portela Pelegrino.
Nelson Pelegrino é Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores, PT. Já presidiu o PT e pelo mesmo disputou o Thomé de Souza em 1996, 2000 e 2004. Quase em 2004 chegou ao 2º turno enfrentando o atual prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.
Pelegrino tenta disputar pela quarta vez tal qual Lula disputou a Presidência (1989, 1994, 1998 e 2002). É super popular na cidade. Conhece-a como suas mãos. É indiscutivelmente o maior quadro político de Salvador, da Bahia, do Nordeste e com destaque nacional e internacional, podendo despontar ainda mais no cenário nacional.
Militante árduo dos direitos humanos e da causa do trabalhador tem seus méritos para poder assumir a prefeitura. Mas dentro do PT não tem unanimidade em torno de si, como ocorre na cidade quando comparado aos outros nomes colocados dentro do PT. Ainda não está tão bem colocado em pesquisas iniciais, mas de longe supera Walter Pinheiro, Luiz Alberto (deputado federal e secretário de Estado, respectivamente) e Olívia Santana, vereadora comunista. É de longe o nome realmente do Campo da Esquerda, Democrática e Popular desta cidade, o que reúne em um só bloco e lugar o PT, PSB, PC do B, PV, PPS, PCB, PMN e tendo espaço ainda para a inclusão do PDT.
Acredito piamente na capacidade, paixão e força de vontade existentes em Pelegrino para disputar, ganhar e gerir de maneira séria, justa, igualitária e humana esta cidade negra que mata seus negros e negras. Está cidade desigual e desumana. Está cidade realmente dividida em Cidade Alta (elitista, bonita, asfaltada, bem cuidada) e a Cidade Baixa (sofrida, destruída, pobre, feia, suja e sem segurança) que vai além da Ribeira, Uruguai e Jardim Cruzeiro. Passa por todo o subúrbio ferroviário: Coutos, Paripe, Periperi, Lobato, Alto do Cabrito e passa por Pirajá (rua velha e nova) até as Cajazeiras, sem esquecer do Nordeste de Amaralina, Pau da Lima, Boa Vista de São Caetano e etc. Mas considero que qualquer um, não só Pelegrino, comete um ato de “loucura” ao querer disputar essa prefeitura. Salvador hoje, mais do que ontem, está quebrada e o prefeito ou prefeita, ganhará uma bomba relógio.
O que Nelson Pelegrino precisa é convencer o seu PT a cumprir o papel que sempre cumpriu. De ser e estar na cabeça da campanha. Pois do contrário, dificilmente sairá para esta quarta disputa.
Com o apoio de Lula e Wagner, e óbvio, com um projeto para Salvador de toda gente, como pregou em sua última campanha, torna-se mais atraente votar em Nelson do que qualquer outro. Líder experiente, competente e que tem realmente interesse na disputa, não quer marcar terreno.
Dependendo do que o PT decidir e de uma ajuda real (algo que duvido que tenha) de Lula e principalmente de Wagner, pode deslanchar. Encerro essa análise afirmando que é um ótimo nome (dentro do PT o melhor) para disputar a Prefeitura de Salvador. Mas, modéstia aparte preferiria tê-lo desenvolvendo mais e mais seu mandato de deputado Federal e depois galgando uma vaga de Senador em 2010. O que sem dúvidas engrandeceria a Bahia, que nunca teve um Senador de verdade que corresponda ao seu tamanho. Nem mesmo nos tempos de Rui Barbosa e ACM o tivemos. Tanto Rui quanto ACM foram importantes Senadores para a Bahia, mas Nelson Pelegrino pode de fato representar essa terra com a grandiosidade que tem em si e que corresponde com a desta terra. O problema ai agora, é convencer a Nelson de que seria melhor ir para o Senado Federal do que o Thomé de Souza e depois do Senado o Palácio de Ondina.
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Elis "Rainha"
Ela nasceu aos 17 de março de 1945, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nome: Elis Regina Carvalho Costa. Regina que lhe foi dado por Dona Ercy apenas porque Elis é um nome que servia tanto para garotas como para garotos e preocupado com problemas para registrar sua primogênita, mandou logo um Regina pra evitar qualquer barulho desnecessário.
Regina que significa em Latim Rainha. E não é que Dona Ercy e a exigência do cartório valeram à pena? O que foi Elis Regina se não uma rainha? A maior e mais consagrada das rainhas desta terra. O maior nome da música do Brasil que atravessou mares e céus e nunca deixou seu brasileirismo de lado. Dizia "Agente tem um orgulho lascado de ser brasileiro" e dava a sua senhora gargalhada.
Partiu como num rabo de foguete em 19 de janeiro de 1982, em São Paulo. Já estava consagrada, embora ainda jovem. Faria 63 anos de vida se aqui estivesse. E estaria cantando muito. Dando um trabalho danado e gostoso a diversos compositores como seus preferidos: João Bosco & Aldir Blanc, Chico Buarque, Milton Nascimento, dentre outros.
Parabéns Rainha Elis!
Parabéns Elis Regina!
Parabéns Elis Rainha!
Regina que significa em Latim Rainha. E não é que Dona Ercy e a exigência do cartório valeram à pena? O que foi Elis Regina se não uma rainha? A maior e mais consagrada das rainhas desta terra. O maior nome da música do Brasil que atravessou mares e céus e nunca deixou seu brasileirismo de lado. Dizia "Agente tem um orgulho lascado de ser brasileiro" e dava a sua senhora gargalhada.
Partiu como num rabo de foguete em 19 de janeiro de 1982, em São Paulo. Já estava consagrada, embora ainda jovem. Faria 63 anos de vida se aqui estivesse. E estaria cantando muito. Dando um trabalho danado e gostoso a diversos compositores como seus preferidos: João Bosco & Aldir Blanc, Chico Buarque, Milton Nascimento, dentre outros.
Parabéns Rainha Elis!
Parabéns Elis Regina!
Parabéns Elis Rainha!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Dia Internacional da Mulher: Dia de lutas e conquistas
Por Law Araújo*
O Dia Internacional da Mulher tem sua origem unicamente em um fato político. O primeiro dia dedicado às mulheres deu-se em virtude do protesto organizado por trabalhadoras de fábricas de vestuário e indústria têxtil em 8 de março de 1857 em Nova Iorque. Essas mulheres protestavam contra as más condições de trabalho e os reduzidos salários (desde aquela época e até os dias de hoje, essa falsa dicotomia de que mulheres devem ganhar menos que homens é existente). Esse dado é fundamental para que possamos saber de onde vem o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher, não tendo nada haver com o incêndio na fábrica Triangler Shirtwaist, que ocorreu em Nova Iorque onde 146 trabalhadoras morreram queimadas. Este incêndio aconteceu em 25 de março de 1911 e segundo a versão muito difundida as trabalhadoras protestavam e foram queimadas vivas. O fato é que esse protesto (segundo a história) nunca aconteceu e essas mulheres morreram por falta de segurança no trabalho.
Por tanto o dia internacional da Mulher nasce da luta organizada das mulheres trabalhadoras que reivindicaram os seus direitos e o incêndio na fábrica têxtil pode ser apontado como o primeiro ato de violência contra as mulheres trabalhadoras, uma vez que, a direção da empresa não investiu em segurança para as suas trabalhadoras. Ao longo dos anos as mulheres sempre tiveram que lutar e lutaram para conseguir qualquer coisa. Todos os direitos hoje assegurados são frutos das lutas de diversas lutadoras de diferentes épocas e nacionalidades, cores e visões criticas e religiosas.
Mas um motivo de luta das mulheres que até hoje reina na pauta de reivindicações é justamente o direito à vida, o direito a ter sua integridade física garantida e respeitada. A luta contra a violência feminina vem sendo motivo dessa saga diária em todas as partes do mundo. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo (2001) revelou na pesquisa quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 4 por minuto e uma a cada 15 segundos. E está intimamente relacionada ao aspecto cultural: a existência de diversas formas de agressão contra as mulheres e meninas são mais freqüentes em países de uma cultura masculina e menos incidentes em sociedades que buscam a equidade de gênero (Blay/ 2003). Até por isso, a grande necessidade de implantação de políticas públicas voltadas para as mulheres, em âmbito de direitos humanos tornam-se fundamentais. Por isso mesmo, é necessário à participação das mulheres no cenário de poder. No Legislativo e no Executivo destas políticas públicas voltadas ao gênero feminista.
Hoje no Brasil, no seu Parlamento, temos os seguintes e insuficientes números: Câmara de Deputados- 513 no total de parlamentares, 457 homens e apenas 46 mulheres, que significa 9%; no Senado Federal, uma Casa conhecida inclusive por ser ocupada por homens e mais velhos, os chamados "raposas-velhas da política" temos os seguintes números: das 81 cadeiras as mulheres ocupam apenas 10 num total de 12,3%, enquanto os senadores somam 71 cadeiras. Nas Assembléias Legislativas 126 mulheres como deputadas num universo de 1059 deputados estaduais, as mulheres representação assim 11,9% e no Poder Executivo dos 26 Estados mais o Distrito Federal, as mulheres governadoras são apenas 3, uma na região nordeste, outra na região norte e a outra na região sul. Não chega nem a uma por região.
Por isso, faz-se imprescindível a tomada do poder pelas mulheres. Fazendo suas vozes ecoarem nas direções partidárias em todas as instâncias, municipal, estadual e nacional, dentro das Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e no Congresso Nacional: Câmara e Senado. Além é óbvio do poder executivo, prefeituras, governos estaduais e a Presidência da República. Não dá para aceitar, que onde as mulheres são maioria de votantes, não tenhamos no Brasil, uma mulher Presidente. Se rompemos o ciclo de presidentes elitistas, doutores e bem formados e colocamos um homem sem diploma universitário faz-se necessário agora termos uma mulher na Presidência. Uma mulher que independente de seu partido, seja realmente a porta-voz da nação brasileira como um todo, que governe para todos, mas que implemente as políticas femininas e derrube de uma vez com o sentimento machista e atrasado. As mulheres precisam assumir a tarefa de fiscalizar e implementar ações e leis como a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que passou a vigorar em setembro do referido ano. Que 2008 e 2010 sejam anos de avanços na participação feminina na política institucional, uma vez que por lei, 30% das vagas devem ser destinadas às mulheres nas disputas proporcionais, ou seja, vereadora, deputadas estadual e federal e senadoras.
Que as mulheres façam valer sua força e assim como em seus lares, comandem com suas mãos de ferro as ações e políticas do dia a dia. No bairro, na escola, na igreja, nos partidos, nas associações e ONGS e em todos os espaços existentes e ainda vagos de suas importantíssimas presenças como, por exemplo, na própria Executiva nacional das/dos Estudantes de Letras, um curso historicamente cuja presença feminina é predominante, é fundamental que nos encontros estaduais, regionais e nacional as estudantes assumam as tarefas e principalmente no ENEL possam disputar e assumir a direção da entidade.
Salve as mulheres, salve as mães, as filhas, as professoras, as amantes carinhosas e dedicadas, compreensivas e amadas. Salve a todas as "Marias, a todas as Clarices" **, a todas as Anas, a todas "essas mulheres que de manhã cedo acordam, arrumam-se, botam a mesa" *** e vão à luta por um mundo mais justo, honesto, igual, solidário, feminista e realmente amoroso. Um mundo realmente humano.
* Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas da UCSal.
** Trecho de "O bêbado e a equilibrista", música de João Bosco e Aldir Blanc.
*** Trecho de "Essa Mulher", música de Joyce e Ana Terra, ambas gravadas por Elis Regina Carvalho Costa.
O Dia Internacional da Mulher tem sua origem unicamente em um fato político. O primeiro dia dedicado às mulheres deu-se em virtude do protesto organizado por trabalhadoras de fábricas de vestuário e indústria têxtil em 8 de março de 1857 em Nova Iorque. Essas mulheres protestavam contra as más condições de trabalho e os reduzidos salários (desde aquela época e até os dias de hoje, essa falsa dicotomia de que mulheres devem ganhar menos que homens é existente). Esse dado é fundamental para que possamos saber de onde vem o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher, não tendo nada haver com o incêndio na fábrica Triangler Shirtwaist, que ocorreu em Nova Iorque onde 146 trabalhadoras morreram queimadas. Este incêndio aconteceu em 25 de março de 1911 e segundo a versão muito difundida as trabalhadoras protestavam e foram queimadas vivas. O fato é que esse protesto (segundo a história) nunca aconteceu e essas mulheres morreram por falta de segurança no trabalho.
Por tanto o dia internacional da Mulher nasce da luta organizada das mulheres trabalhadoras que reivindicaram os seus direitos e o incêndio na fábrica têxtil pode ser apontado como o primeiro ato de violência contra as mulheres trabalhadoras, uma vez que, a direção da empresa não investiu em segurança para as suas trabalhadoras. Ao longo dos anos as mulheres sempre tiveram que lutar e lutaram para conseguir qualquer coisa. Todos os direitos hoje assegurados são frutos das lutas de diversas lutadoras de diferentes épocas e nacionalidades, cores e visões criticas e religiosas.
Mas um motivo de luta das mulheres que até hoje reina na pauta de reivindicações é justamente o direito à vida, o direito a ter sua integridade física garantida e respeitada. A luta contra a violência feminina vem sendo motivo dessa saga diária em todas as partes do mundo. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo (2001) revelou na pesquisa quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 4 por minuto e uma a cada 15 segundos. E está intimamente relacionada ao aspecto cultural: a existência de diversas formas de agressão contra as mulheres e meninas são mais freqüentes em países de uma cultura masculina e menos incidentes em sociedades que buscam a equidade de gênero (Blay/ 2003). Até por isso, a grande necessidade de implantação de políticas públicas voltadas para as mulheres, em âmbito de direitos humanos tornam-se fundamentais. Por isso mesmo, é necessário à participação das mulheres no cenário de poder. No Legislativo e no Executivo destas políticas públicas voltadas ao gênero feminista.
Hoje no Brasil, no seu Parlamento, temos os seguintes e insuficientes números: Câmara de Deputados- 513 no total de parlamentares, 457 homens e apenas 46 mulheres, que significa 9%; no Senado Federal, uma Casa conhecida inclusive por ser ocupada por homens e mais velhos, os chamados "raposas-velhas da política" temos os seguintes números: das 81 cadeiras as mulheres ocupam apenas 10 num total de 12,3%, enquanto os senadores somam 71 cadeiras. Nas Assembléias Legislativas 126 mulheres como deputadas num universo de 1059 deputados estaduais, as mulheres representação assim 11,9% e no Poder Executivo dos 26 Estados mais o Distrito Federal, as mulheres governadoras são apenas 3, uma na região nordeste, outra na região norte e a outra na região sul. Não chega nem a uma por região.
Por isso, faz-se imprescindível a tomada do poder pelas mulheres. Fazendo suas vozes ecoarem nas direções partidárias em todas as instâncias, municipal, estadual e nacional, dentro das Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e no Congresso Nacional: Câmara e Senado. Além é óbvio do poder executivo, prefeituras, governos estaduais e a Presidência da República. Não dá para aceitar, que onde as mulheres são maioria de votantes, não tenhamos no Brasil, uma mulher Presidente. Se rompemos o ciclo de presidentes elitistas, doutores e bem formados e colocamos um homem sem diploma universitário faz-se necessário agora termos uma mulher na Presidência. Uma mulher que independente de seu partido, seja realmente a porta-voz da nação brasileira como um todo, que governe para todos, mas que implemente as políticas femininas e derrube de uma vez com o sentimento machista e atrasado. As mulheres precisam assumir a tarefa de fiscalizar e implementar ações e leis como a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que passou a vigorar em setembro do referido ano. Que 2008 e 2010 sejam anos de avanços na participação feminina na política institucional, uma vez que por lei, 30% das vagas devem ser destinadas às mulheres nas disputas proporcionais, ou seja, vereadora, deputadas estadual e federal e senadoras.
Que as mulheres façam valer sua força e assim como em seus lares, comandem com suas mãos de ferro as ações e políticas do dia a dia. No bairro, na escola, na igreja, nos partidos, nas associações e ONGS e em todos os espaços existentes e ainda vagos de suas importantíssimas presenças como, por exemplo, na própria Executiva nacional das/dos Estudantes de Letras, um curso historicamente cuja presença feminina é predominante, é fundamental que nos encontros estaduais, regionais e nacional as estudantes assumam as tarefas e principalmente no ENEL possam disputar e assumir a direção da entidade.
Salve as mulheres, salve as mães, as filhas, as professoras, as amantes carinhosas e dedicadas, compreensivas e amadas. Salve a todas as "Marias, a todas as Clarices" **, a todas as Anas, a todas "essas mulheres que de manhã cedo acordam, arrumam-se, botam a mesa" *** e vão à luta por um mundo mais justo, honesto, igual, solidário, feminista e realmente amoroso. Um mundo realmente humano.
* Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas da UCSal.
** Trecho de "O bêbado e a equilibrista", música de João Bosco e Aldir Blanc.
*** Trecho de "Essa Mulher", música de Joyce e Ana Terra, ambas gravadas por Elis Regina Carvalho Costa.
terça-feira, 4 de março de 2008
A Desgraça da Universidade do Século XXI
A desgraça da Universidade do século XXI é justamente o fato de que os seus estudantes não estão voltados à pesquisa e nem a criação de nada. Temos visto cada vez mais universitários e universitárias que acordam, arrumam-se, entram e saem das suas Universidades, sejam elas públicas ou privadas, e só. Não fazem pesquisas e nem são estimulados a tal, não criam nada, nem mesmos nos cursos tradicionalmente voltados à criação tais quais Letras, Músicas, Artes, Filosofia.
Posso assistir, por exemplo, Universidade Federal da Bahia, a UFBa, que um dia foi a escola de Tom Zé e nada mais depois de Tom Zé foi mostrado a Bahia, ao Brasil e ao mundo. O que a Escola de Música e Artes da Federal da Bahia tem produzido? Onde estão os seus talentos? Onde estão os novos e as novas “Tom Zés”? O curso de Letras tanto da Bahia (UCSal, UFBa, UNEB, UNFACS e outras) como dos demais estados brasileiros, que nada mostram ao país, exceto, uma ou outra que realiza pesquisas cientificas e ainda guardam vivas e bem acessas a chama do porquê existe Universidade, fora essas não temos visto nada. Os estudantes entram nas bibliotecas, pegam livros e vão estudar para o que cairá na prova e simplesmente estudam, decoram, fazem à prova e “tchau e bênção”, “morreu Maria-preá”. Onde está o debate lingüístico? Onde estão os debates sociolingüísticos e literários? Nem na roda dos estudantes de Letras você encontra.
A verdade é que as Universidades de hoje estão apenas fabricando diplomas e a cada dia absorvendo mais e mais pessoas em busca desses diplomas. Não estão em busca do conhecimento, de promover o conhecimento e muito menos de compartilhá-lo. A decadência estudantil é vista a cada dia e cada dia mais ficamos inertes a ela. O movimento estudantil não é igual, não luta da mesma maneira e com a mesma gana. Vemos o individualismo falar alto cada vez mais. Onde ficou perdido o sentimento de justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade tão peculiar aos jovens e aos universitários? Dias desses, há algum tempo já, meses ou anos... Não sei. Vi uma matéria na TV onde Tom Zé, cantor, compositor e que para mim está mil anos luz a nossa frente sempre e por isso, é tão incompreendido e pouco divulgado entre a minha e as novas gerações mesmo aqui na Bahia, sua terra natal. Ele fala dessa inquietude que o incomodava. Por que nós jovens de hoje, somos tão egos centristas e não damos a mínima para o negro que é discriminado, mesmo sendo também negro? Por que não damos valor algum à causa da mulher? Dos evangélicos e religiosos em geral? Pouco importa o número de jovens negros que são exterminados e pouco importa o número de gays, lésbicas que morrem só porque querem ser gays e lésbicas. Assim tem se portado a nossa geração, que diz ter esperança no amanhã e quer trazer outra geração a este mundo, que não estamos construindo, estamos sim deformando cada vez mais.
A sala de aula deixou de ser o local para este e outros debates. A pedagogia de hoje em escolas e Universidades tem sido cada vez mais louca, eu ensino (finjo pelo menos), vocês aprendem (fingem também) e vamos fazer tudo isso rápido porque temos hora a cumprir. O saber com hora marcada para começar e terminar. Onde já se viu? O saber não tem tempo determinado. Não existe demarcação de tempo no mar do saber e do conhecimento. No mar das descobertas. Da troca, professor X estudante. No mar da busca pelo conhecimento, das pesquisas, -que é para isso que se propõe a existência das Universidades- o tempo não é senhor. Não pára mais também não passa com a obrigatoriedade do façamos rápido, façamos por fazer. Eis ai, a verdadeira desgraça da Universidade brasileira. Perdeu-se o seu real sentido. Virou fábrica de diplomas e seus estudantes, cientistas, pesquisadores, passaram a ser meros clientes e nada mais.
Law Araújo, Estudante de Letras Vernáculas da Universidade Católica do Salvador, UCSal, filiado do PT de Salvador, membro da Corrente Interna EDP- Esquerda Democrática e Popular.
Posso assistir, por exemplo, Universidade Federal da Bahia, a UFBa, que um dia foi a escola de Tom Zé e nada mais depois de Tom Zé foi mostrado a Bahia, ao Brasil e ao mundo. O que a Escola de Música e Artes da Federal da Bahia tem produzido? Onde estão os seus talentos? Onde estão os novos e as novas “Tom Zés”? O curso de Letras tanto da Bahia (UCSal, UFBa, UNEB, UNFACS e outras) como dos demais estados brasileiros, que nada mostram ao país, exceto, uma ou outra que realiza pesquisas cientificas e ainda guardam vivas e bem acessas a chama do porquê existe Universidade, fora essas não temos visto nada. Os estudantes entram nas bibliotecas, pegam livros e vão estudar para o que cairá na prova e simplesmente estudam, decoram, fazem à prova e “tchau e bênção”, “morreu Maria-preá”. Onde está o debate lingüístico? Onde estão os debates sociolingüísticos e literários? Nem na roda dos estudantes de Letras você encontra.
A verdade é que as Universidades de hoje estão apenas fabricando diplomas e a cada dia absorvendo mais e mais pessoas em busca desses diplomas. Não estão em busca do conhecimento, de promover o conhecimento e muito menos de compartilhá-lo. A decadência estudantil é vista a cada dia e cada dia mais ficamos inertes a ela. O movimento estudantil não é igual, não luta da mesma maneira e com a mesma gana. Vemos o individualismo falar alto cada vez mais. Onde ficou perdido o sentimento de justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade tão peculiar aos jovens e aos universitários? Dias desses, há algum tempo já, meses ou anos... Não sei. Vi uma matéria na TV onde Tom Zé, cantor, compositor e que para mim está mil anos luz a nossa frente sempre e por isso, é tão incompreendido e pouco divulgado entre a minha e as novas gerações mesmo aqui na Bahia, sua terra natal. Ele fala dessa inquietude que o incomodava. Por que nós jovens de hoje, somos tão egos centristas e não damos a mínima para o negro que é discriminado, mesmo sendo também negro? Por que não damos valor algum à causa da mulher? Dos evangélicos e religiosos em geral? Pouco importa o número de jovens negros que são exterminados e pouco importa o número de gays, lésbicas que morrem só porque querem ser gays e lésbicas. Assim tem se portado a nossa geração, que diz ter esperança no amanhã e quer trazer outra geração a este mundo, que não estamos construindo, estamos sim deformando cada vez mais.
A sala de aula deixou de ser o local para este e outros debates. A pedagogia de hoje em escolas e Universidades tem sido cada vez mais louca, eu ensino (finjo pelo menos), vocês aprendem (fingem também) e vamos fazer tudo isso rápido porque temos hora a cumprir. O saber com hora marcada para começar e terminar. Onde já se viu? O saber não tem tempo determinado. Não existe demarcação de tempo no mar do saber e do conhecimento. No mar das descobertas. Da troca, professor X estudante. No mar da busca pelo conhecimento, das pesquisas, -que é para isso que se propõe a existência das Universidades- o tempo não é senhor. Não pára mais também não passa com a obrigatoriedade do façamos rápido, façamos por fazer. Eis ai, a verdadeira desgraça da Universidade brasileira. Perdeu-se o seu real sentido. Virou fábrica de diplomas e seus estudantes, cientistas, pesquisadores, passaram a ser meros clientes e nada mais.
Law Araújo, Estudante de Letras Vernáculas da Universidade Católica do Salvador, UCSal, filiado do PT de Salvador, membro da Corrente Interna EDP- Esquerda Democrática e Popular.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
QUERO
Estou vivendo essa fase agora, assim estou e assim melhor tenho me achado.
Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca sem pó, nem
fumaça
Quero um mundo feito sem porta ou
vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaço em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodar nas asas do girassol
Fazer cristais com gotas de orvalho
Cobrir de flores campos de aço
Beijar de leve a face da lua
Interpretação: Elis Regina, maior nome da música mundial; Composição: Thomas Roth
Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca sem pó, nem
fumaça
Quero um mundo feito sem porta ou
vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaço em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodar nas asas do girassol
Fazer cristais com gotas de orvalho
Cobrir de flores campos de aço
Beijar de leve a face da lua
Interpretação: Elis Regina, maior nome da música mundial; Composição: Thomas Roth
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Comentário sobre Cuba
Comentário sobre Cuba
Por Edízio Nunes
A revolução Cubana de 1959 foi um dos principais movimentos revolucionários do mundo, pela sua ousadia e tenacidade de seu líder Fidel Castro. Contrariando os elementos da teoria marxista clássica, do amadurecimento das forças objetivas e subjetivas, uma vanguarda militar coordena a tomada do poder na Ilha e transforma-se em referência para toda América Latina e Caribe. Raul, seu irmão, inclusive já membro do partido comunista cubano, achava aquela tarefa um vanguardismo.
No Brasil algumas organizações de esquerda tentam adotar o modelo cubano na década de 60 - a teoria da tomada do campo pela cidade - a guerrilha do Araguaia é um exemplo. Isso não deu certo, pois o Brasil é outra realidade histórica e cultural.
Fidel é o grande líder desse processo, mas o povo cubano tinha um sentimento de pertencimento muito aguçado e esse elemento de ser humilhado, pisoteado pelos norte-americanos, dava todo um charme a idéia de identidade cultural e de classe com os guerrilheiros da Sierra Maestra, o que levou as massas a gradativamente irem aderindo aos revolucionários. Mas Cuba não é revolução de Fidel. Este homem é quem consegue captar o sentimento do povo e traduzi-lo em ação revolucionária. Mesmo numa Ilha onde o principal fundamento econômico era cana de açúcar, os cassinos e bordéis freqüentados pelos seguidores de Fugêncio Batista e a burguesia marginal dos EUA.
Entretanto o afastamento de Fidel do posto de comandante em chefe de Cuba é hoje, essencial para revigorar o processo da revolução, que tem de ser capaz de, por dentro do sistema, renovar-se, repensar modelos, experimentar uma transição que não signifique retorno ao capitalismo.
Grande gesto de Fidel que, mais uma vez, dá uma lição à história dos Estados Unidos com sua democracia representativa, sustentada pelos dólares usurpados dos povos oprimidos da América Latina e África.
A experiência cubana é singular, mas não nos serve de modelo, pois não acredito em modelos, e sim, em processos construídos à luz de cada realidade histórica, mas serve de referência de ousadia de socialistas que em condições piores, foram capazes de ousar.
Por Edízio Nunes
A revolução Cubana de 1959 foi um dos principais movimentos revolucionários do mundo, pela sua ousadia e tenacidade de seu líder Fidel Castro. Contrariando os elementos da teoria marxista clássica, do amadurecimento das forças objetivas e subjetivas, uma vanguarda militar coordena a tomada do poder na Ilha e transforma-se em referência para toda América Latina e Caribe. Raul, seu irmão, inclusive já membro do partido comunista cubano, achava aquela tarefa um vanguardismo.
No Brasil algumas organizações de esquerda tentam adotar o modelo cubano na década de 60 - a teoria da tomada do campo pela cidade - a guerrilha do Araguaia é um exemplo. Isso não deu certo, pois o Brasil é outra realidade histórica e cultural.
Fidel é o grande líder desse processo, mas o povo cubano tinha um sentimento de pertencimento muito aguçado e esse elemento de ser humilhado, pisoteado pelos norte-americanos, dava todo um charme a idéia de identidade cultural e de classe com os guerrilheiros da Sierra Maestra, o que levou as massas a gradativamente irem aderindo aos revolucionários. Mas Cuba não é revolução de Fidel. Este homem é quem consegue captar o sentimento do povo e traduzi-lo em ação revolucionária. Mesmo numa Ilha onde o principal fundamento econômico era cana de açúcar, os cassinos e bordéis freqüentados pelos seguidores de Fugêncio Batista e a burguesia marginal dos EUA.
Entretanto o afastamento de Fidel do posto de comandante em chefe de Cuba é hoje, essencial para revigorar o processo da revolução, que tem de ser capaz de, por dentro do sistema, renovar-se, repensar modelos, experimentar uma transição que não signifique retorno ao capitalismo.
Grande gesto de Fidel que, mais uma vez, dá uma lição à história dos Estados Unidos com sua democracia representativa, sustentada pelos dólares usurpados dos povos oprimidos da América Latina e África.
A experiência cubana é singular, mas não nos serve de modelo, pois não acredito em modelos, e sim, em processos construídos à luz de cada realidade histórica, mas serve de referência de ousadia de socialistas que em condições piores, foram capazes de ousar.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Fidel: O Grande e eterno Líder
Foi com profundo sentimento de tristeza e inconformismo que recebi a notícia da renúncia do grande líder Fidel Castro do poder em Cuba. Entendo sua frágil saúde, mas não aceito a saída do líder de cena.
Revolta-me ainda mais ver Bush dizer que agora terá democracia em Cuba. Igual a que ele implantou no Iraque? Deus queira que nunca, mesmo sem Fidel no poder, os EUA consigam chegar perto de Cuba e tentar qualquer coisa contra aquele povo. Fica também uma prova, Bush e os EUA nunca foram e nem serão páreos para Fidel. Só o nome e a presença de Fidel fazem os inimigos do mundo tremerem.
Uma breve possível e segura recuperação a Fidel Castro. Solidariedade ao povo cubano e sempre: Vivas a Fidel!!! Viva a Cuba!!! E Vivas ao Socialismo!!!!
Revolta-me ainda mais ver Bush dizer que agora terá democracia em Cuba. Igual a que ele implantou no Iraque? Deus queira que nunca, mesmo sem Fidel no poder, os EUA consigam chegar perto de Cuba e tentar qualquer coisa contra aquele povo. Fica também uma prova, Bush e os EUA nunca foram e nem serão páreos para Fidel. Só o nome e a presença de Fidel fazem os inimigos do mundo tremerem.
Uma breve possível e segura recuperação a Fidel Castro. Solidariedade ao povo cubano e sempre: Vivas a Fidel!!! Viva a Cuba!!! E Vivas ao Socialismo!!!!
A IURD e a Imprensa
A Igreja Universal do Reino de Deus, IURD, Igreja Evangélica que mais cresceu nos últimos anos, exatos 30 anos desde sua fundação em 1977 no Estado do Rio de janeiro, pelo então Pastor Edir Macedo. Depois de muitas acusações e sem direito de resposta, resolveu processar e contra-atacar a imprensa que a calunia.
Várias ações foram e estão sendo movidas na Justiça por fiéis e pastores da IURD do Brasil contra os Jornais O Globo, Folha de São Paulo e A Tarde, de Salvador, na Bahia. Apoio a iniciativa da Igreja e não vejo tentativa de coibir, inibir ou impedir que a liberdade de imprensa seja respeitada. A Igreja Universal, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja católica e todas as outras têm todo o direito de reagir quando forem insultadas e sentirem-se ultrajadas. O Bispo Edir Macedo tem todo o direito de defender-se e processar aqueles que sem provas o acusam disso ou aquilo outro.
Os jornalistas, a imprensa brasileira tem que ter mais cuidado com o que fala, escrevem e principalmente como administra o direito de resposta, que inúmeras vezes é negada. Certa também está a IURD e o Bispo Macedo de fazerem uso da Rede Record de Televisão e dos demais meios de comunicação da Igreja. Não é primeira vez que a imprensa do Brasil, em especial das organizações Globo e da família Civita acusam e bancam os inocentes. É preciso saber melhor compreender as duas faces da moeda.
Várias ações foram e estão sendo movidas na Justiça por fiéis e pastores da IURD do Brasil contra os Jornais O Globo, Folha de São Paulo e A Tarde, de Salvador, na Bahia. Apoio a iniciativa da Igreja e não vejo tentativa de coibir, inibir ou impedir que a liberdade de imprensa seja respeitada. A Igreja Universal, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja católica e todas as outras têm todo o direito de reagir quando forem insultadas e sentirem-se ultrajadas. O Bispo Edir Macedo tem todo o direito de defender-se e processar aqueles que sem provas o acusam disso ou aquilo outro.
Os jornalistas, a imprensa brasileira tem que ter mais cuidado com o que fala, escrevem e principalmente como administra o direito de resposta, que inúmeras vezes é negada. Certa também está a IURD e o Bispo Macedo de fazerem uso da Rede Record de Televisão e dos demais meios de comunicação da Igreja. Não é primeira vez que a imprensa do Brasil, em especial das organizações Globo e da família Civita acusam e bancam os inocentes. É preciso saber melhor compreender as duas faces da moeda.
A Memória de Thiago Almeida "Ratinho"
É com profunda tristeza que escrevo à memória de um grande amigo, irmão, companheiro e primo que adotei nesta vida louca vida, como cantou o poeta um dia. Thiago Almeida, o Thiago "Ratinho" como era carinhosamente conhecido por nós, nos deixou neste mês de fevereiro. Infelizmente. E nos deixou porque perdemos um amigo para as drogas, para as facilidades que o mundo do trafico oferece.
Ratinho, 19 anos, pai de um filho de 2 anos, era a figura e não porque morreu, mais engraçada que conheci em toda a minha existência. Quantas vezes ri com a dança dele, com as piadas e histórias de uma vida já sofrida. A verdade é que, pouco viveu e muito viveu. Viveu pouco em números. Foram apenas 19 anos de idade. Faria 20 anos dia 22 de Fevereiro agora. E como será dolorido este aniversário. Como será dolorido este 2 de Julho, sem ele na caminhada pelas ruas históricas desta cidade do Salvador.
Mas Ratinho viveu muito, muitas misérias e sofrimentos e muitas alegrias que teve e principalmente, que deu a nós, seus amigos. Acho que nos fez mais feliz que foi. A saudade, o inconformismo, a dor, a vontade de chorar que não passa, o choro que não sai, o choro que vem e eu não derramo, tudo isso, um conflito dramático, me dói e dói muito. Como queria que ele estivesse aqui. Como queria ouvi-lo me chamar de "boneco de macumba". Gostaria de poder abraçá-lo neste aniversário dele.
Thiago morreu e não mais tinha tido a chance de falar com ele. Não me recordo a última vez que estive com ele. Mas me recordo das alegrias, brincadeiras. Me recordo da gente juntos, eu, ele, Silas e Joilson "Jiló" na Ponta de Humaitá, na Cidade baixa. Reunidos na Praia da Ribeira. Dia feliz, o nosso "happy day". Escrevo só para desabafo d'alma. A dor que sinto é maior que estas linhas poderá fazer você que lê entender e sentir. Sem medo de ser feliz, sem medo dos preconceitos e acusações, digo que eu verdadeiramente tinha um profundo respeito e consideração por Thiago Ratinho. Tinha amor por este cara. Amor de quem quer ver o amigo se dando bem, e até por isso, lutei para ajudá-lo a voltar a estudar. Quanto quis que ele fosse para o Landulfo Alves (Colégio) e lá comandasse o Grêmio estudantil.
Amigo você realmente não sabe a falta que faz. Não sabe a dor que deixou com sua prematura ida. Eu perdi um grande amigo porque o mesmo foi seduzido pelo mundo do tráfico, a vida fácil. Ganhava bem vendendo drogas e assim achou que seria melhor sua vida. Eis que o emprego rentável trousse a morte como brinde. É sempre assim, morre-se cedo nesta vida. Nunca se aprendi. A mim sobrou o dever de pôr em letras o que sinto. Não conseguindo devida minha incompetência, registro apenas essas humildes "Memórias". Memórias de um ser especial que mesmo tendo ido para o crime, que não apoio e nem incentivo que ninguém vá, são as memórias daquele amigo para o qual abri a porta de minha vida. Que me deu alegria. Não te crucifico cara. Queria sim que estivesse ainda aqui, infelizmente não está, mas saiba onde quer que esteja e que todos e todas que lerem possam saber, eu o considerava muito. Admirava demais, só esqueci de dizer isso em vida. Deixei para semana que vinha e essa não veio. agora entendo o que Pitty diz com: "*Diga sempre tudo o que precisa dizer, arrisque mais para não se arrepender, nós não temos todo tempo do mundo e o tempo já passou". Ele arriscou e eu não disse o que precisava dizer. Fica o adeus. Adeus meu amigo e irmão.
*Trecho da música Semana que vem de Pitty, CD Admirável Chip Novo.
Ratinho, 19 anos, pai de um filho de 2 anos, era a figura e não porque morreu, mais engraçada que conheci em toda a minha existência. Quantas vezes ri com a dança dele, com as piadas e histórias de uma vida já sofrida. A verdade é que, pouco viveu e muito viveu. Viveu pouco em números. Foram apenas 19 anos de idade. Faria 20 anos dia 22 de Fevereiro agora. E como será dolorido este aniversário. Como será dolorido este 2 de Julho, sem ele na caminhada pelas ruas históricas desta cidade do Salvador.
Mas Ratinho viveu muito, muitas misérias e sofrimentos e muitas alegrias que teve e principalmente, que deu a nós, seus amigos. Acho que nos fez mais feliz que foi. A saudade, o inconformismo, a dor, a vontade de chorar que não passa, o choro que não sai, o choro que vem e eu não derramo, tudo isso, um conflito dramático, me dói e dói muito. Como queria que ele estivesse aqui. Como queria ouvi-lo me chamar de "boneco de macumba". Gostaria de poder abraçá-lo neste aniversário dele.
Thiago morreu e não mais tinha tido a chance de falar com ele. Não me recordo a última vez que estive com ele. Mas me recordo das alegrias, brincadeiras. Me recordo da gente juntos, eu, ele, Silas e Joilson "Jiló" na Ponta de Humaitá, na Cidade baixa. Reunidos na Praia da Ribeira. Dia feliz, o nosso "happy day". Escrevo só para desabafo d'alma. A dor que sinto é maior que estas linhas poderá fazer você que lê entender e sentir. Sem medo de ser feliz, sem medo dos preconceitos e acusações, digo que eu verdadeiramente tinha um profundo respeito e consideração por Thiago Ratinho. Tinha amor por este cara. Amor de quem quer ver o amigo se dando bem, e até por isso, lutei para ajudá-lo a voltar a estudar. Quanto quis que ele fosse para o Landulfo Alves (Colégio) e lá comandasse o Grêmio estudantil.
Amigo você realmente não sabe a falta que faz. Não sabe a dor que deixou com sua prematura ida. Eu perdi um grande amigo porque o mesmo foi seduzido pelo mundo do tráfico, a vida fácil. Ganhava bem vendendo drogas e assim achou que seria melhor sua vida. Eis que o emprego rentável trousse a morte como brinde. É sempre assim, morre-se cedo nesta vida. Nunca se aprendi. A mim sobrou o dever de pôr em letras o que sinto. Não conseguindo devida minha incompetência, registro apenas essas humildes "Memórias". Memórias de um ser especial que mesmo tendo ido para o crime, que não apoio e nem incentivo que ninguém vá, são as memórias daquele amigo para o qual abri a porta de minha vida. Que me deu alegria. Não te crucifico cara. Queria sim que estivesse ainda aqui, infelizmente não está, mas saiba onde quer que esteja e que todos e todas que lerem possam saber, eu o considerava muito. Admirava demais, só esqueci de dizer isso em vida. Deixei para semana que vinha e essa não veio. agora entendo o que Pitty diz com: "*Diga sempre tudo o que precisa dizer, arrisque mais para não se arrepender, nós não temos todo tempo do mundo e o tempo já passou". Ele arriscou e eu não disse o que precisava dizer. Fica o adeus. Adeus meu amigo e irmão.
*Trecho da música Semana que vem de Pitty, CD Admirável Chip Novo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Frase de Luther King Júnior
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Reverndo Martin Luther King Jr.
Reverndo Martin Luther King Jr.
Kaká, o dinheiro, a Igreja e a Fé
Até onde podemos nos intrometer, divulgar e execrar publicamente a vida de uma pessoa? Tem a mídia e a Justiça direito de se intrometer no que diz respeito à vida e o dinheiro de uma pessoa, mesmo sendo este famoso?
Um promotor, pelo simples fato do jogador, melhor do mundo, diga-se de passagem, ter entregado um troféu que ganhou de melhor do mundo a Igreja que freqüenta resolveu investigá-lo e expor sua vida a mídia desocupada deste país.
Kaká tem o direito de ter fé e acredita no que quiser. Tem o direito de dar quanto quiser por mês ou ano a sua Igreja e ninguém tem nada haver com isso. O dinheiro é dele e o troféu foi entregue a ele. Ele deu uma camisa ao Presidente Lula, foi certo ou errado? Vamos opinar? Não. A Igreja Católica Apostólica Romana recebe ajuda dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. A Igreja Renascer em Cristo (freqüentada por Kaká e sua esposa), a Igreja Universal do Reino de Deus, as Igrejas Batista, a Igreja do Sétimo Dia não recebem ajuda dos governos e só tem os fiéis, aqueles que crêem no que essas Igrejas pregam para doar e mantê-las de portas abertas.
É um absurdo e de indignar a qualquer pessoa o que a Justiça brasileira e a mídia tem se prestado a fazer. Parabéns a Kaká por ser o melhor do mundo em que vivemos e será certamente o melhor do mundo por vir, para aqueles que crêem no mundo por vir. Fica aqui o repúdio ao promotor e a mídia.
Um promotor, pelo simples fato do jogador, melhor do mundo, diga-se de passagem, ter entregado um troféu que ganhou de melhor do mundo a Igreja que freqüenta resolveu investigá-lo e expor sua vida a mídia desocupada deste país.
Kaká tem o direito de ter fé e acredita no que quiser. Tem o direito de dar quanto quiser por mês ou ano a sua Igreja e ninguém tem nada haver com isso. O dinheiro é dele e o troféu foi entregue a ele. Ele deu uma camisa ao Presidente Lula, foi certo ou errado? Vamos opinar? Não. A Igreja Católica Apostólica Romana recebe ajuda dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. A Igreja Renascer em Cristo (freqüentada por Kaká e sua esposa), a Igreja Universal do Reino de Deus, as Igrejas Batista, a Igreja do Sétimo Dia não recebem ajuda dos governos e só tem os fiéis, aqueles que crêem no que essas Igrejas pregam para doar e mantê-las de portas abertas.
É um absurdo e de indignar a qualquer pessoa o que a Justiça brasileira e a mídia tem se prestado a fazer. Parabéns a Kaká por ser o melhor do mundo em que vivemos e será certamente o melhor do mundo por vir, para aqueles que crêem no mundo por vir. Fica aqui o repúdio ao promotor e a mídia.
Raça Negra
NEGRITUDE E EDUCAÇÃO
“Eu conheço nossa história, sempre trago na memória, as mentiras da escola, embrulhei e foi pro lixo...”. Edson Gomes.
A história do povo negro sempre foi contada conforme o “olhar branco”. Nunca na escola interessou-se a ensinar sobre os negros e as negras realmente. O que a escola nos ensina é que no dia 13 de maio a Princesa Isabel, imbuída de grande generosidade e cansada de ver os negros e as negras levando chibatadas, resolveu por assim dizer, liberta-los. Ora, “Santa” Isabel.
O Movimento Negro e seus ativistas rejeitam a data 13 de maio. Comemoram então a data 20 de novembro. Dia de Zumbi. E quem foi Zumbi? Nas escolas pouco se fala, e onde se fala, resume-se a um negro que fugiu da Senzala e levou consigo outros negros e negras e lá montaram o seu Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Por que falar de Zumbi? Ignoram. Negro e nordestino, realmente os “donos” da educação e da história acham que é desnecessário.
A questão racial passa inseparadamente pela discussão educacional. É na escola, que as crianças negras aprendem nos livros escolares sem desenhos e ou fotos de negros. Quando ouvem falar de negro é na aula de literatura onde ainda, infelizmente ensina-se Monteiro Lobato, o maior racista de nossa literatura e da literatura mundial (porque assim não o dizer?). Um sítio, onde uma velhinha boa e branca vive com seus netos brancos, com uma boneca falante que não perde a chance de humilhar a negra da história, a empregada, que generosamente é chamada de “tia”. A boneca que ganha vida é o centro das atenções e suas vontades têm que ser respeitada pela negra serviçal.
A implantação do ensino da história da África nas escolas públicas e privadas deste país é uma ação louvável conseguida assim como a libertação dos escravos graças ao povo negro e sua luta. Não foi Isabel quem deu o presente há anos atrás e da mesma forma não foi Lula quem deu hoje. Foi luta. O entendimento de que se deve olhar com especial atenção para a educação infantil é fundamental, pois, nessa fase surgem os apelidos, as brincadeiras preconceituosas e a “síndrome de inferioridade”. Crianças se acham inferior por sua cor, devido a professoras racistas e despreparadas que não dão a mínima para o que as crianças racistas, filhas de racistas fazem na sala de aula com os e as colegas.
Partindo de uma conscientização de igualdade racial na escola, pré-escola, colabora para que no ensino médio e universidade tenhamos pessoas negras conhecedoras de sua história e prontas para enfrentar o racismo que existe e que sofremos todos os dias, de segunda a sexta, incluindo sábados, domingos e feriados. O racismo não tira férias. O natal é racista, o carnaval é racista. Por esses motivos realmente não há educação plena sem educação racial, conscientização e ensino da real história dos negros e das negras. A história de Zumbi, de Martin Luther King, de Rosa Parckson, de Valdina Pinto, Luíza Mahim e tantos outros e outras do passado e contemporâneos.
OS LÍDERES E AS LÍDERES NEGR@S
“Deve ser legal, ser negão em Senegal” Chico César.
Zumbi dos Palmares é o maior referencial na galeria de líderes negros deste país e das Américas. A exemplo dele teve Luíza Mahim, Lélia Gonzáles ambas no Brasil, Rosa Parckson e o reverendo Pastor Martin Luther King Júnior nos Estados Unidos e temos Nelson Mandela na África.
Luíza Mahim - que lutou contra desigualdade racial na Cidade Baixa de Salvador. Rosa Parckson - mulher negra e corajosa que se negou a levantar do banco do ônibus para deixar o homem branco sentar, conforme era a “lei” e todos cumpriam. Rosa disse não. O ônibus então foi levado para a delegacia e Rosa presa. O povo negro foi às ruas e clamou pela libertação de Rosa que saiu e virou exemplo de luta. Dali para frente os negros e as negras passaram a pensaram muito antes de levantar do banco de um ônibus para deixar um homem branco ou uma mulher branca sentar. Era o grito de igualdade saindo das mentes e ecoando nas ruas, praças e avenidas. Igrejas, escolas e restaurantes. Subúrbios, bairros de luxo e nos guetos. Ecoou entre mulheres como Rosa e homens como Luther King. Ecoou entre jovens e idosos e crianças.
Mandela - Nelson Mandela, líder negro, homem preso, Presidente do povo, busto do bairro da Liberdade, bairro de maior população negra dentro de Salvador. Nem é preciso falar muito, a tirania teve que cair diante da humildade e carisma deste líder. Homem que o povo elegeu para mais do que presidir a Nação. Elegeu para pôr no maior posto do País, aquele que melhor poderia exercer tal tarefa.
Martin Luther King Júnior – Reverendo Pastor Evangélico das Igrejas Batistas Americanas, conhecidas por um alto número de fiéis negros e por sua música gospel forte e de melhor qualidade. Luther King ficou conhecido, pois assim como Gandhy, lutou sem armas. Quem não conhece a celebre frase proferida no discurso que fez diante de mais de cinqüenta mil pessoas “Eu tenho um sonho”. Quando depois de inúmeras agressões sofridas, todos esperavam que este homem revidasse. Convocasse as pessoas para a luta armada, “olho por olho dente por dente”. Mas ao invés disso, King disse ter um sonho, um sonho de igualdade. Um sonho de uma sociedade sem separação de cor. Dizia ele querer “que as crianças do Alabama (estado americano mais racista) negras e brancas dessem as mãos e vivessem em paz”. King morreu assassinado e não viu as crianças de cores diferentes crescerem unidas. Veremos nós em Salvador, na Bahia, no Brasil e no Mundo o sonho de Luther King realizado?
EXTERMÍNIO DO POVO E EM ESPECIAL DO JOVEM NEGRO
“... O guri no mato acha que rindo, acho que ta lindo de papo pro ar, desde o começo seu moço, eu não disse que ele chegava lá. Olha ai, olha ai é o meu guri olha ai.” Chico Buarque de Holanda.
Assistimos há anos atrás os grupos de extermínio da Bahia (embora existam os que acham que na Bahia não tem grupo de extermínio e crime organizado) matar o povo negro desta terra. Houve um tempo que parou e voltou agora? Não. Ele sempre esteve ai. Uma vez matando mais e outra vez matando menos. Mas sempre esteve do nosso lado. Bem perto.
Quem não conhece um amigo jovem negro que foi surrado pela polícia que o abordou, pediu documentos e depois só acharam o corpo. Dados estatísticos comprovam que até os 24 anos o jovem negro está em idade de risco e os que chegam e passam dos 25 são considerados sobreviventes. Iraque isso? Afeganistão? Estados Unidos da época de Luther King ou agora do governo Bush? Não! Isso é Brasil, Bahia, Salvador, terra negra, construída por negros. Com o sangue deste povo e agora, estão requerendo o sangue do povo negro de novo.
A juventude negra precisa de uma atenção voltada para si não por dó ou por caridade. A juventude negra precisa viver. Como qualquer ser humano independente de sua cor, raça, sexo, credo religioso, opção sexual ou orientação política. Como enfrentar a luta contra o extermínio do povo negro? Temos hoje no Estado da Bahia, uma nova força política que durante anos e anos esteve na oposição propondo ações e hoje está no governo. Temos uma Secretaria voltada para o povo negro, que é fantasma, pois seu orçamento é irrelevante para o tamanho da causa. Em Salvador, temos uma Secretaria semelhante. Criada na gestão Antônio Imbassahy, no último ano de governo do mesmo, pois soube que um dos planos do então candidato do Partido dos Trabalhadores, Nelson Pelegrino era justamente criar a secretaria de Combate ao Racismo. Imbassahy fez a da Reparação. João Henrique deu continuidade e sem orçamento a oferecer aos dois secretários que ocuparam a pasta nesses quatro anos de gestão JH, ou melhor, repassando a Secretaria a irrelevante quantia de quinze mil/mês.
Em 12 dias quatro jovens negros tiveram suas mortes levadas ao conhecimento de todos e todas pela imprensa baiana. Um em Pirajá, outro no Pela - Porco e agora um mais recente, artista circense e que por ironia do destino prestou serviços para o gabinete do Presidente da Comissão de Direitos Humanos Yulo Oiticica deputado estadual do PT da Bahia. Os crimes aumentaram com Wagner no poder? Não! Estão sendo publicisados com mais freqüência. Mais de fato, nem de longe a política de Segurança Pública do Governo Jacques Wagner corresponde às expectativas de vida dos seres desta terra. Temos uma Secretaria de Promoção da Igualdade, temos uma de Direitos Humanos (ou desumanos) e esta da Segurança que não assegura à população e nem segura seus policiais assassinos. Todos que vestem farda matam? Não! Mas muitos que matam vestem farda.
Com isso, esse Campo tem que fazendo jus ao seu próprio nome, Ousar Ser Diferente dos discursos de Direitos Humanos e Reparação racial existentes e agir. Convocando os manos e as minas das quebradas, guetos e ruelas, avenidas e bairros periféricos e populares, para juntos, mostrarmos a “coisa preta” para esta cidade e Estado. Para o Prefeito, Governador, secretários de Políticas Raciais e a sociedade como um todo. A sociedade que quer ver os negros e as negras em baixa tem que ver os pretos e as pretas no Alto... Alto da pomba, Alto do cruzeiro, Alto do Cabrito junto com os da Baixa... Cidade Baixa, Baixa da Égua, Baixa da Jia, Baixa do Soronha, Baixa de Quintas, Baixa do Sapateiro mostrando seu orgulho, sua raça, sua beleza na Liberdade, Centro, nas Cajazeiras, no sul e sudeste da Bahia, Nordeste e Norte desta terra e mostrando para o Brasil o início da Re-Evolução Racial, consciente de que podemos mais, podemos tudo, podemos sonhar e transforma-lo em realidade.
Law Araújo,
22 anos, Negro, Estudante Universitário, Soteropolitano, Baiano, Nordestino e Brasileiro.
“Eu conheço nossa história, sempre trago na memória, as mentiras da escola, embrulhei e foi pro lixo...”. Edson Gomes.
A história do povo negro sempre foi contada conforme o “olhar branco”. Nunca na escola interessou-se a ensinar sobre os negros e as negras realmente. O que a escola nos ensina é que no dia 13 de maio a Princesa Isabel, imbuída de grande generosidade e cansada de ver os negros e as negras levando chibatadas, resolveu por assim dizer, liberta-los. Ora, “Santa” Isabel.
O Movimento Negro e seus ativistas rejeitam a data 13 de maio. Comemoram então a data 20 de novembro. Dia de Zumbi. E quem foi Zumbi? Nas escolas pouco se fala, e onde se fala, resume-se a um negro que fugiu da Senzala e levou consigo outros negros e negras e lá montaram o seu Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Por que falar de Zumbi? Ignoram. Negro e nordestino, realmente os “donos” da educação e da história acham que é desnecessário.
A questão racial passa inseparadamente pela discussão educacional. É na escola, que as crianças negras aprendem nos livros escolares sem desenhos e ou fotos de negros. Quando ouvem falar de negro é na aula de literatura onde ainda, infelizmente ensina-se Monteiro Lobato, o maior racista de nossa literatura e da literatura mundial (porque assim não o dizer?). Um sítio, onde uma velhinha boa e branca vive com seus netos brancos, com uma boneca falante que não perde a chance de humilhar a negra da história, a empregada, que generosamente é chamada de “tia”. A boneca que ganha vida é o centro das atenções e suas vontades têm que ser respeitada pela negra serviçal.
A implantação do ensino da história da África nas escolas públicas e privadas deste país é uma ação louvável conseguida assim como a libertação dos escravos graças ao povo negro e sua luta. Não foi Isabel quem deu o presente há anos atrás e da mesma forma não foi Lula quem deu hoje. Foi luta. O entendimento de que se deve olhar com especial atenção para a educação infantil é fundamental, pois, nessa fase surgem os apelidos, as brincadeiras preconceituosas e a “síndrome de inferioridade”. Crianças se acham inferior por sua cor, devido a professoras racistas e despreparadas que não dão a mínima para o que as crianças racistas, filhas de racistas fazem na sala de aula com os e as colegas.
Partindo de uma conscientização de igualdade racial na escola, pré-escola, colabora para que no ensino médio e universidade tenhamos pessoas negras conhecedoras de sua história e prontas para enfrentar o racismo que existe e que sofremos todos os dias, de segunda a sexta, incluindo sábados, domingos e feriados. O racismo não tira férias. O natal é racista, o carnaval é racista. Por esses motivos realmente não há educação plena sem educação racial, conscientização e ensino da real história dos negros e das negras. A história de Zumbi, de Martin Luther King, de Rosa Parckson, de Valdina Pinto, Luíza Mahim e tantos outros e outras do passado e contemporâneos.
OS LÍDERES E AS LÍDERES NEGR@S
“Deve ser legal, ser negão em Senegal” Chico César.
Zumbi dos Palmares é o maior referencial na galeria de líderes negros deste país e das Américas. A exemplo dele teve Luíza Mahim, Lélia Gonzáles ambas no Brasil, Rosa Parckson e o reverendo Pastor Martin Luther King Júnior nos Estados Unidos e temos Nelson Mandela na África.
Luíza Mahim - que lutou contra desigualdade racial na Cidade Baixa de Salvador. Rosa Parckson - mulher negra e corajosa que se negou a levantar do banco do ônibus para deixar o homem branco sentar, conforme era a “lei” e todos cumpriam. Rosa disse não. O ônibus então foi levado para a delegacia e Rosa presa. O povo negro foi às ruas e clamou pela libertação de Rosa que saiu e virou exemplo de luta. Dali para frente os negros e as negras passaram a pensaram muito antes de levantar do banco de um ônibus para deixar um homem branco ou uma mulher branca sentar. Era o grito de igualdade saindo das mentes e ecoando nas ruas, praças e avenidas. Igrejas, escolas e restaurantes. Subúrbios, bairros de luxo e nos guetos. Ecoou entre mulheres como Rosa e homens como Luther King. Ecoou entre jovens e idosos e crianças.
Mandela - Nelson Mandela, líder negro, homem preso, Presidente do povo, busto do bairro da Liberdade, bairro de maior população negra dentro de Salvador. Nem é preciso falar muito, a tirania teve que cair diante da humildade e carisma deste líder. Homem que o povo elegeu para mais do que presidir a Nação. Elegeu para pôr no maior posto do País, aquele que melhor poderia exercer tal tarefa.
Martin Luther King Júnior – Reverendo Pastor Evangélico das Igrejas Batistas Americanas, conhecidas por um alto número de fiéis negros e por sua música gospel forte e de melhor qualidade. Luther King ficou conhecido, pois assim como Gandhy, lutou sem armas. Quem não conhece a celebre frase proferida no discurso que fez diante de mais de cinqüenta mil pessoas “Eu tenho um sonho”. Quando depois de inúmeras agressões sofridas, todos esperavam que este homem revidasse. Convocasse as pessoas para a luta armada, “olho por olho dente por dente”. Mas ao invés disso, King disse ter um sonho, um sonho de igualdade. Um sonho de uma sociedade sem separação de cor. Dizia ele querer “que as crianças do Alabama (estado americano mais racista) negras e brancas dessem as mãos e vivessem em paz”. King morreu assassinado e não viu as crianças de cores diferentes crescerem unidas. Veremos nós em Salvador, na Bahia, no Brasil e no Mundo o sonho de Luther King realizado?
EXTERMÍNIO DO POVO E EM ESPECIAL DO JOVEM NEGRO
“... O guri no mato acha que rindo, acho que ta lindo de papo pro ar, desde o começo seu moço, eu não disse que ele chegava lá. Olha ai, olha ai é o meu guri olha ai.” Chico Buarque de Holanda.
Assistimos há anos atrás os grupos de extermínio da Bahia (embora existam os que acham que na Bahia não tem grupo de extermínio e crime organizado) matar o povo negro desta terra. Houve um tempo que parou e voltou agora? Não. Ele sempre esteve ai. Uma vez matando mais e outra vez matando menos. Mas sempre esteve do nosso lado. Bem perto.
Quem não conhece um amigo jovem negro que foi surrado pela polícia que o abordou, pediu documentos e depois só acharam o corpo. Dados estatísticos comprovam que até os 24 anos o jovem negro está em idade de risco e os que chegam e passam dos 25 são considerados sobreviventes. Iraque isso? Afeganistão? Estados Unidos da época de Luther King ou agora do governo Bush? Não! Isso é Brasil, Bahia, Salvador, terra negra, construída por negros. Com o sangue deste povo e agora, estão requerendo o sangue do povo negro de novo.
A juventude negra precisa de uma atenção voltada para si não por dó ou por caridade. A juventude negra precisa viver. Como qualquer ser humano independente de sua cor, raça, sexo, credo religioso, opção sexual ou orientação política. Como enfrentar a luta contra o extermínio do povo negro? Temos hoje no Estado da Bahia, uma nova força política que durante anos e anos esteve na oposição propondo ações e hoje está no governo. Temos uma Secretaria voltada para o povo negro, que é fantasma, pois seu orçamento é irrelevante para o tamanho da causa. Em Salvador, temos uma Secretaria semelhante. Criada na gestão Antônio Imbassahy, no último ano de governo do mesmo, pois soube que um dos planos do então candidato do Partido dos Trabalhadores, Nelson Pelegrino era justamente criar a secretaria de Combate ao Racismo. Imbassahy fez a da Reparação. João Henrique deu continuidade e sem orçamento a oferecer aos dois secretários que ocuparam a pasta nesses quatro anos de gestão JH, ou melhor, repassando a Secretaria a irrelevante quantia de quinze mil/mês.
Em 12 dias quatro jovens negros tiveram suas mortes levadas ao conhecimento de todos e todas pela imprensa baiana. Um em Pirajá, outro no Pela - Porco e agora um mais recente, artista circense e que por ironia do destino prestou serviços para o gabinete do Presidente da Comissão de Direitos Humanos Yulo Oiticica deputado estadual do PT da Bahia. Os crimes aumentaram com Wagner no poder? Não! Estão sendo publicisados com mais freqüência. Mais de fato, nem de longe a política de Segurança Pública do Governo Jacques Wagner corresponde às expectativas de vida dos seres desta terra. Temos uma Secretaria de Promoção da Igualdade, temos uma de Direitos Humanos (ou desumanos) e esta da Segurança que não assegura à população e nem segura seus policiais assassinos. Todos que vestem farda matam? Não! Mas muitos que matam vestem farda.
Com isso, esse Campo tem que fazendo jus ao seu próprio nome, Ousar Ser Diferente dos discursos de Direitos Humanos e Reparação racial existentes e agir. Convocando os manos e as minas das quebradas, guetos e ruelas, avenidas e bairros periféricos e populares, para juntos, mostrarmos a “coisa preta” para esta cidade e Estado. Para o Prefeito, Governador, secretários de Políticas Raciais e a sociedade como um todo. A sociedade que quer ver os negros e as negras em baixa tem que ver os pretos e as pretas no Alto... Alto da pomba, Alto do cruzeiro, Alto do Cabrito junto com os da Baixa... Cidade Baixa, Baixa da Égua, Baixa da Jia, Baixa do Soronha, Baixa de Quintas, Baixa do Sapateiro mostrando seu orgulho, sua raça, sua beleza na Liberdade, Centro, nas Cajazeiras, no sul e sudeste da Bahia, Nordeste e Norte desta terra e mostrando para o Brasil o início da Re-Evolução Racial, consciente de que podemos mais, podemos tudo, podemos sonhar e transforma-lo em realidade.
Law Araújo,
22 anos, Negro, Estudante Universitário, Soteropolitano, Baiano, Nordestino e Brasileiro.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Marta Suplicy: 2008 e 2010
Sem dúvidas o futuro eleitoral do PT nas eleições de 2010, a primeira sem Lula, começa a ser decidido agora em 2008. E Marta Suplicy é peça fundamental neste tabuleiro e a mesma já começou a mexer nele.
Marta 2010!!!
O jogo de MartaA ministra do Turismo já decidiu que vai concorrer à Prefeitura de São Paulo e essa disputa pode definir a estratégia de 2010Por HUGO MARQUES
DISCRETA Marta evita discutir a candidatura em público para preservar cargo
A eleição para a Prefeitura de São Paulo este ano terá sapato alto, muita maquiagem e perfume francês. Marta Suplicy vem aí. A ministra do Turismo decidiu entrar na disputa para tentar retornar à prefeitura. “Eu sou candidata”, confirmou ela, dias atrás, em conversa reservada com a direção do Partido dos Trabalhadores. “Mas vamos esperar o momento certo para lançar a candidatura.” Marta pretende oficializar sua entrada na disputa no início de junho, quando termina o prazo de desincompatibilização do Ministério. Até lá, antes de se assumir, deve fazer de tudo para tentar se manter no armário. “Tenho até o dia 5 de junho para pensar”, disse à ISTOÉ, na quinta-feira 17. Com os gravadores desligados, contudo, os olhos azuis da ministra ganham novo brilho quando o assunto é prefeitura. Para garantir a eleição, Marta já articula nos bastidores do governo: envia emissários a possíveis aliados políticos, ensaia pactos com adversários, trabalha em dobro no Ministério para liberar o maior volume possível de verbas no menor espaço de tempo. “Nenhum outro candidato tem a mesma possibilidade de vitória que Marta”, avisa Tarso Genro, ministro da Justiça. “Ninguém vai confrontar com a popularidade dela.”
No Ministério do Turismo, Marta vem usando sua caneta Mont Blanc para fazer obras, fechar convênios e distribuir dinheiro para festas e eventos. Ela encerrou 2007 com execução orçamentária de 99%. Só para obras de infra- estrutura, liberou R$ 1,1 bilhão. Em convênios, foram assinados 750 em todo o País, 90 deles para São Paulo. A Associação da Parada do Orgulho dos Gays, Lésbicas e Transgêneros recebeu R$ 250 mil para o desfile de junho na avenida Paulista. O Centro de Tradições Nordestinas, de São Paulo, ganhou R$ 175 mil para o São João. Para a Festa da Mandioca de Santa Maria da Serra, R$ 46 mil. Outra dezena de prefeituras ganhou dinheiro para a Festa do Peão de Boiadeiro. Os convênios do Turismo somaram R$ 158 milhões. Elegante, como convém a uma Suplicy (por casamento), discretíssima, como se espera de uma neta do barão Smith de Vasconcellos, Marta proibiu a divulgação pelo Ministério da lista de convênios de seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Mas garante que houve aumento dos gastos desde que chegou à Pasta.
PUBLICAMENTE, MARTA DIZ QUE TEM ATÉ JUNHO PARA PENSAR. MAS ELA JÁ ARTICULA O APOIO DE PARTIDOS DA BASE ALIADA
Ora, se Marta está se saindo tão bem no governo, por que evita colocar sua candidatura na rua? Porque tem uma estratégia traçada com início, meio e fim. Agora ela tem um cargo a preservar. Se admitir que é candidata, disse a confidentes, inviabiliza sua gestão, criando um clima de constrangimento, por exemplo, nas inaugurações de obras de prefeituras de outros partidos. Marta também não pode ser candidata de si mesma. Ela vem de uma derrota sofrida; em 2004 perdeu a reeleição para José Serra. Agora precisa ser a candidata do PT. Necessita que o presidente Lula suba com vontade em seu palanque. Por isso vai esperar placidamente até que Lula lhe peça para entrar na luta. Ademais, Marta avalia que será uma eleição muito difícil, ou contra o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, ou contra o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM – ou ainda contra os dois ao mesmo tempo. Se perder em missão do partido, retorna para a Esplanada. Mas a razão principal para a protelação é política. Alckmin e Kassab estão se digladiando para saber quem será o candidato e essa briga pode implodir a tradicional aliança dos tucanos. Para Marta, quanto mais brigarem, melhor. Se oficializar sua candidatura agora, pode precipitar um acordo dos dois contra ela.
Qualquer que seja o cenário, a eleição paulistana será sangrenta. Pela última pesquisa do Ibope, de dezembro, Marta largaria na frente no primeiro turno, com 27% dos votos, contra 24% de Alckmin e 12% de Kassab. Mas na simulação do segundo turno, ela perderia feio para Alckmin, com 12 pontos percentuais de diferença, 50% contra 38%. A questão é que a batalha pela prefeitura paulistana é o fato político mais importante do ano. Seu resultado vai delinear a política brasileira dos próximos anos, até as eleições gerais de 2010. Quem vencer em São Paulo sairá em posição privilegiada para a grande disputa em jogo, o controle da Presidência da República. São Paulo tem oito milhões de eleitores e sua Prefeitura tem o terceiro maior orçamento do País. Hoje, o Estado de São Paulo inteiro é uma fortaleza de poder nas mãos da aliança de oposição a Lula, PSDB e DEM. Ganhando Alckmin ou Kassab, tanto faz, Serra terá uma catapulta à sua disposição em 2010. O PT, por sua vez, em 2006 levou uma surra dos eleitores paulistas e sulistas. Para o PT, é vital furar a resistência dos adversários e criar um encrave em São Paulo. Marta é a única petista com chances de vencer. “Essa eleição é o início do arranjo para a sustentação de um candidato de centro-esquerda que represente o presidente Lula”, avisa Tarso Genro.
Marta já colocou seu time de confiança em campo para fazer as articulações. No PT nacional, falam por ela os deputados federais Jilmar Tatto e Cândido Vacarezza. Em São Paulo, articulam no varejo o deputado estadual Rui Falcão e o vereador José Américo. O plano é garantir um grande arco de alianças ainda no primeiro turno. No momento, tentam abocanhar o “bloquinho de esquerda”: PSB, PDT e PCdoB. O bloquinho tem candidato: o deputado Aldo Rebello, do PCdoB. Marta pediu ajuda a Ciro Gomes, do PSB, para convencer Aldo a cerrar fileira com ela ainda no primeiro turno. Já lhe avisaram que será muito difícil. Aldo quer ir até o fim. Mas quem vai resolver a parada, na verdade, será o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. Ele é o vice de Aldo; e é só ele quem tem como arrumar dinheiro para financiar a campanha. “O objetivo agora é unificar em São Paulo os partidos da base do governo Lula”, diz o ministro da Previdência, Luiz Marinho.
Outro que está sendo cortejado é o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista. Tempos atrás, Marta declarou de público que Quércia “não é confiável”. Agora, está de olho nos quase cinco minutos que o PMDB terá no horário eleitoral. Como contrapartida, oferece o Ministério do Turismo para o ex-governador indicar algum aliado. Dois emissários de Marta procuraram Quércia. Perguntaram apenas se tem diálogo. “Tem”, respondeu. Nesta semana, Quércia conversa com Edinho Silva, presidente do PT paulista. “A situação com o PT não é boa”, avisa Quércia. “Eles não são santos do nosso altar.” Ele prefere fechar uma aliança com Kassab ou com Alckmin.
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab brigam para ver quem disputará a prefeitura. Marta assiste de camarote
Mas a indefinição entre tucanos e democratas deve prosseguir até junho. Como é público, Serra quer apoiar Kassab, enquanto Alckmin insiste em ser o candidato do PSDB. É inacreditável, mas até a noite da quinta-feira 17, Serra e Alckmin não haviam conversado uma única vez sobre a sucessão paulista. A um dirigente tucano, Serra disse que “já sabe da aspiração de Geraldo”, mas reclamou que “ele ainda não veio conversar comigo sobre isso”. Alckmin, por sua vez, reclama que Serra até agora não o convidou para discutir o assunto. Neste momento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen, do DEM, tentam negociar um bom acordo. A proposta deles é que Kassab seja candidacandidato a prefeito agora e Alckmin a governador em 2010 – e todos apóiem Serra para presidente da República. Alckmin disse que, a princípio, tudo bem. Mas exige que Serra lhe faça um convite oficial, com testemunhas. Disse que não confia em Serra e teme que, em 2010, acabe ungindo outro nome. Como se vê, uma eleição com muito salto alto. Depois que o Carnaval passar, FHC, Bornhausen e o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, planejam obrigar as partes a começar a dialogar. Pelos cálculos do trio, conseguirão arrancar um acordo por volta de maio ou junho. É justamente o tempo que Marta Suplicy precisa para preparar novos modelitos de campanha.
Extraído de:terra.com.br
Marta 2010!!!
O jogo de MartaA ministra do Turismo já decidiu que vai concorrer à Prefeitura de São Paulo e essa disputa pode definir a estratégia de 2010Por HUGO MARQUES
DISCRETA Marta evita discutir a candidatura em público para preservar cargo
A eleição para a Prefeitura de São Paulo este ano terá sapato alto, muita maquiagem e perfume francês. Marta Suplicy vem aí. A ministra do Turismo decidiu entrar na disputa para tentar retornar à prefeitura. “Eu sou candidata”, confirmou ela, dias atrás, em conversa reservada com a direção do Partido dos Trabalhadores. “Mas vamos esperar o momento certo para lançar a candidatura.” Marta pretende oficializar sua entrada na disputa no início de junho, quando termina o prazo de desincompatibilização do Ministério. Até lá, antes de se assumir, deve fazer de tudo para tentar se manter no armário. “Tenho até o dia 5 de junho para pensar”, disse à ISTOÉ, na quinta-feira 17. Com os gravadores desligados, contudo, os olhos azuis da ministra ganham novo brilho quando o assunto é prefeitura. Para garantir a eleição, Marta já articula nos bastidores do governo: envia emissários a possíveis aliados políticos, ensaia pactos com adversários, trabalha em dobro no Ministério para liberar o maior volume possível de verbas no menor espaço de tempo. “Nenhum outro candidato tem a mesma possibilidade de vitória que Marta”, avisa Tarso Genro, ministro da Justiça. “Ninguém vai confrontar com a popularidade dela.”
No Ministério do Turismo, Marta vem usando sua caneta Mont Blanc para fazer obras, fechar convênios e distribuir dinheiro para festas e eventos. Ela encerrou 2007 com execução orçamentária de 99%. Só para obras de infra- estrutura, liberou R$ 1,1 bilhão. Em convênios, foram assinados 750 em todo o País, 90 deles para São Paulo. A Associação da Parada do Orgulho dos Gays, Lésbicas e Transgêneros recebeu R$ 250 mil para o desfile de junho na avenida Paulista. O Centro de Tradições Nordestinas, de São Paulo, ganhou R$ 175 mil para o São João. Para a Festa da Mandioca de Santa Maria da Serra, R$ 46 mil. Outra dezena de prefeituras ganhou dinheiro para a Festa do Peão de Boiadeiro. Os convênios do Turismo somaram R$ 158 milhões. Elegante, como convém a uma Suplicy (por casamento), discretíssima, como se espera de uma neta do barão Smith de Vasconcellos, Marta proibiu a divulgação pelo Ministério da lista de convênios de seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Mas garante que houve aumento dos gastos desde que chegou à Pasta.
PUBLICAMENTE, MARTA DIZ QUE TEM ATÉ JUNHO PARA PENSAR. MAS ELA JÁ ARTICULA O APOIO DE PARTIDOS DA BASE ALIADA
Ora, se Marta está se saindo tão bem no governo, por que evita colocar sua candidatura na rua? Porque tem uma estratégia traçada com início, meio e fim. Agora ela tem um cargo a preservar. Se admitir que é candidata, disse a confidentes, inviabiliza sua gestão, criando um clima de constrangimento, por exemplo, nas inaugurações de obras de prefeituras de outros partidos. Marta também não pode ser candidata de si mesma. Ela vem de uma derrota sofrida; em 2004 perdeu a reeleição para José Serra. Agora precisa ser a candidata do PT. Necessita que o presidente Lula suba com vontade em seu palanque. Por isso vai esperar placidamente até que Lula lhe peça para entrar na luta. Ademais, Marta avalia que será uma eleição muito difícil, ou contra o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, ou contra o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM – ou ainda contra os dois ao mesmo tempo. Se perder em missão do partido, retorna para a Esplanada. Mas a razão principal para a protelação é política. Alckmin e Kassab estão se digladiando para saber quem será o candidato e essa briga pode implodir a tradicional aliança dos tucanos. Para Marta, quanto mais brigarem, melhor. Se oficializar sua candidatura agora, pode precipitar um acordo dos dois contra ela.
Qualquer que seja o cenário, a eleição paulistana será sangrenta. Pela última pesquisa do Ibope, de dezembro, Marta largaria na frente no primeiro turno, com 27% dos votos, contra 24% de Alckmin e 12% de Kassab. Mas na simulação do segundo turno, ela perderia feio para Alckmin, com 12 pontos percentuais de diferença, 50% contra 38%. A questão é que a batalha pela prefeitura paulistana é o fato político mais importante do ano. Seu resultado vai delinear a política brasileira dos próximos anos, até as eleições gerais de 2010. Quem vencer em São Paulo sairá em posição privilegiada para a grande disputa em jogo, o controle da Presidência da República. São Paulo tem oito milhões de eleitores e sua Prefeitura tem o terceiro maior orçamento do País. Hoje, o Estado de São Paulo inteiro é uma fortaleza de poder nas mãos da aliança de oposição a Lula, PSDB e DEM. Ganhando Alckmin ou Kassab, tanto faz, Serra terá uma catapulta à sua disposição em 2010. O PT, por sua vez, em 2006 levou uma surra dos eleitores paulistas e sulistas. Para o PT, é vital furar a resistência dos adversários e criar um encrave em São Paulo. Marta é a única petista com chances de vencer. “Essa eleição é o início do arranjo para a sustentação de um candidato de centro-esquerda que represente o presidente Lula”, avisa Tarso Genro.
Marta já colocou seu time de confiança em campo para fazer as articulações. No PT nacional, falam por ela os deputados federais Jilmar Tatto e Cândido Vacarezza. Em São Paulo, articulam no varejo o deputado estadual Rui Falcão e o vereador José Américo. O plano é garantir um grande arco de alianças ainda no primeiro turno. No momento, tentam abocanhar o “bloquinho de esquerda”: PSB, PDT e PCdoB. O bloquinho tem candidato: o deputado Aldo Rebello, do PCdoB. Marta pediu ajuda a Ciro Gomes, do PSB, para convencer Aldo a cerrar fileira com ela ainda no primeiro turno. Já lhe avisaram que será muito difícil. Aldo quer ir até o fim. Mas quem vai resolver a parada, na verdade, será o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. Ele é o vice de Aldo; e é só ele quem tem como arrumar dinheiro para financiar a campanha. “O objetivo agora é unificar em São Paulo os partidos da base do governo Lula”, diz o ministro da Previdência, Luiz Marinho.
Outro que está sendo cortejado é o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista. Tempos atrás, Marta declarou de público que Quércia “não é confiável”. Agora, está de olho nos quase cinco minutos que o PMDB terá no horário eleitoral. Como contrapartida, oferece o Ministério do Turismo para o ex-governador indicar algum aliado. Dois emissários de Marta procuraram Quércia. Perguntaram apenas se tem diálogo. “Tem”, respondeu. Nesta semana, Quércia conversa com Edinho Silva, presidente do PT paulista. “A situação com o PT não é boa”, avisa Quércia. “Eles não são santos do nosso altar.” Ele prefere fechar uma aliança com Kassab ou com Alckmin.
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab brigam para ver quem disputará a prefeitura. Marta assiste de camarote
Mas a indefinição entre tucanos e democratas deve prosseguir até junho. Como é público, Serra quer apoiar Kassab, enquanto Alckmin insiste em ser o candidato do PSDB. É inacreditável, mas até a noite da quinta-feira 17, Serra e Alckmin não haviam conversado uma única vez sobre a sucessão paulista. A um dirigente tucano, Serra disse que “já sabe da aspiração de Geraldo”, mas reclamou que “ele ainda não veio conversar comigo sobre isso”. Alckmin, por sua vez, reclama que Serra até agora não o convidou para discutir o assunto. Neste momento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen, do DEM, tentam negociar um bom acordo. A proposta deles é que Kassab seja candidacandidato a prefeito agora e Alckmin a governador em 2010 – e todos apóiem Serra para presidente da República. Alckmin disse que, a princípio, tudo bem. Mas exige que Serra lhe faça um convite oficial, com testemunhas. Disse que não confia em Serra e teme que, em 2010, acabe ungindo outro nome. Como se vê, uma eleição com muito salto alto. Depois que o Carnaval passar, FHC, Bornhausen e o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, planejam obrigar as partes a começar a dialogar. Pelos cálculos do trio, conseguirão arrancar um acordo por volta de maio ou junho. É justamente o tempo que Marta Suplicy precisa para preparar novos modelitos de campanha.
Extraído de:terra.com.br
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Deu Sérgio em Feira de Santana
Depois de um longo dia de prévias finalmente saiu o melhor resultado para o PT feirense. Sérgio Carneiro, Deputado Federal, filho do Senador João Durval (ex-prefeito de Feira e ex-governador da Bahia), ganhou as prévias realizadas ontem.
Derrotando assim Zé Neto, uma "estrela solitária" que tenta sempre operar por cima e conforme seus interesses. Membro da DS, aliado do ex-Campo Majoritário, Zé Neto disse no site de Samuel Celestino a célebre frase: "Criou-se muitas expectativas a minha volta". Derrotado no processo, espero agora que como um bom militante e homem público, reconhecedor de que a vontade das urnas deve sempre ser respeitada, ele participe da campanha de Sérgio a Prefeitura de Feira. Que dê apoio e vista a camisa do PT, nesta disputa, que sem dúvidas, será pesada e dura, pois, todos estão de olho na cidade de Feira. O Presidente estadual do DEM, ex-governador Paulo Souto, já disse que "a virada do DEM vem por Feira".
Portanto, é necessário que o derrotado e o seu grupo não tentem nenhuma operação grotesca e muito menos no popular, sabotagens a campanha que com certeza é vitoriosa como é a campanha do companheiro e futuro Prefeito de Feira de Santana, Sérgio Carneiro.
Vivas ao PT de Feira!!!
Vivas ao PT da Bahia!!!
Derrotando assim Zé Neto, uma "estrela solitária" que tenta sempre operar por cima e conforme seus interesses. Membro da DS, aliado do ex-Campo Majoritário, Zé Neto disse no site de Samuel Celestino a célebre frase: "Criou-se muitas expectativas a minha volta". Derrotado no processo, espero agora que como um bom militante e homem público, reconhecedor de que a vontade das urnas deve sempre ser respeitada, ele participe da campanha de Sérgio a Prefeitura de Feira. Que dê apoio e vista a camisa do PT, nesta disputa, que sem dúvidas, será pesada e dura, pois, todos estão de olho na cidade de Feira. O Presidente estadual do DEM, ex-governador Paulo Souto, já disse que "a virada do DEM vem por Feira".
Portanto, é necessário que o derrotado e o seu grupo não tentem nenhuma operação grotesca e muito menos no popular, sabotagens a campanha que com certeza é vitoriosa como é a campanha do companheiro e futuro Prefeito de Feira de Santana, Sérgio Carneiro.
Vivas ao PT de Feira!!!
Vivas ao PT da Bahia!!!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Carta aberta a Átila!!!
Ano novo, vida nova.
Neste ano de 2008 iniciamos sem uma figura que quem conheceu melhor do que eu, sabe muito bem, era uma figura extraordinária. Um cara engraçado, prestativo, amigo de verdade.
Desprendido de besteiras, de vaidades. Conheci Átila durante o Encontro baiano d@s estudantes de Letras na Universidade Federal de Feira de Santana. Lá ri bastante com ele, principalmente quando Cassiano me pôs no comando do refeitório, ele chegou atrasado um dia e eu não o deixei jantar. Ele passou o resto do EBEL dizendo, "tem gente ruim, me deixou com fome".
Pegou meu sabonete para tomar banho, sumiu, não tomou o banho e quase não me deixava tomar o meu. Um cara atrapalhado? Não, engraçado. Conversamos pouco, nos conhecemos pouco, vivemos pouco tempo juntos, ou será que Átila que viveu pouco? Não, ele viveu o tempo que era para viver e alegrar o dia a dia de cada um dos que passaram por sua vida. Quem conheceu Átila, foi privilegiado (a), foi merecedor de estar com ele. Agradeço a Deus por ele ter existido, agradeço a ele im memória por ter participado ativamente do EBEL 2007. Agradeço mais uma vez a Coordenação do EBEL por ter me deixado participar, ajudar e assim, conviver com Átila.
Hoje, inciamos 2008 sem esse cabra retado de Feira de Santana. A cidade mais próxima de tudo segundo Bira do "Sexteto do Jô". Perto de Roma, de Paris, da Venezuela, do Iraque, da Conchicina. Perto do coração de Átila que nos deixou nos últimos dias de 2007.
Mas para sempre será lembrado por nós estudantes de Letras da Bahia, de Sergipe e por seus amigos e familiares.
Adeus Átila!!!!!
Vá ao encontro de Deus na certeza de que sua missão na terra foi certa. Não foi em vão!!!!
Fica o resistro neste "BLOG" de seu novo e curto amigo, Law Araújo!!!!
Saudades!!!!! Átila!!!!!!!
Neste ano de 2008 iniciamos sem uma figura que quem conheceu melhor do que eu, sabe muito bem, era uma figura extraordinária. Um cara engraçado, prestativo, amigo de verdade.
Desprendido de besteiras, de vaidades. Conheci Átila durante o Encontro baiano d@s estudantes de Letras na Universidade Federal de Feira de Santana. Lá ri bastante com ele, principalmente quando Cassiano me pôs no comando do refeitório, ele chegou atrasado um dia e eu não o deixei jantar. Ele passou o resto do EBEL dizendo, "tem gente ruim, me deixou com fome".
Pegou meu sabonete para tomar banho, sumiu, não tomou o banho e quase não me deixava tomar o meu. Um cara atrapalhado? Não, engraçado. Conversamos pouco, nos conhecemos pouco, vivemos pouco tempo juntos, ou será que Átila que viveu pouco? Não, ele viveu o tempo que era para viver e alegrar o dia a dia de cada um dos que passaram por sua vida. Quem conheceu Átila, foi privilegiado (a), foi merecedor de estar com ele. Agradeço a Deus por ele ter existido, agradeço a ele im memória por ter participado ativamente do EBEL 2007. Agradeço mais uma vez a Coordenação do EBEL por ter me deixado participar, ajudar e assim, conviver com Átila.
Hoje, inciamos 2008 sem esse cabra retado de Feira de Santana. A cidade mais próxima de tudo segundo Bira do "Sexteto do Jô". Perto de Roma, de Paris, da Venezuela, do Iraque, da Conchicina. Perto do coração de Átila que nos deixou nos últimos dias de 2007.
Mas para sempre será lembrado por nós estudantes de Letras da Bahia, de Sergipe e por seus amigos e familiares.
Adeus Átila!!!!!
Vá ao encontro de Deus na certeza de que sua missão na terra foi certa. Não foi em vão!!!!
Fica o resistro neste "BLOG" de seu novo e curto amigo, Law Araújo!!!!
Saudades!!!!! Átila!!!!!!!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
DS: Direita Socialista parte II
A antiga Democracia Socialista, hoje ao meu ver, Direita Socialista, fez essa opção não ontem, mais bem antes do Processo de Eleições Direitas 2007 (PED). A postura da DS tem sido sempre de dialogar comas forças externas PCdoB e PSB e só depois, e leia-se, quando suas pretenções fracassam, é que procuram, lembram das forças internas.
Não quero aqui pregar um casamento super-inter-mega-hiper fiel da DS conosco da EDP ou com os/as companheir@s da AE, BS, TM, O Trabalho, Movimento PT e demais correntes, incluindo a Articulação Unidade na Luta. Quero apenas lembrar, que como corrente interna do Partido dos Trabalhadores, a DS teria (uso o passado, pois os membros da DS não pensam assim, ou se pensam, não agem da mesma maneira) que primeiro dialogar com as forças do PT, visto que eles são do PT, embora comportem-se como não sendo e ainda tenham a cara de pau de falar dos companheiros e das companheiras da Corrente O Trabalho, julgando-os como "O Trabalho comporta-se como se não fosse do PT". E qual é mesmo a postura da DS?
Vemos isso no Movimento Sindical, Estudantil: Universitário e Secundaristas e nos demais movimentos sociais e populares. Eu quero lembrar que respeito a forma de agir e pensar da DS, até porque tem esse sireito de optar pelo centro ou pela Direita e até porque, eu graças a Deus, quando entrei no PT, embora tenha sido convidado a conhecer a DS, não optei por ela e dela nunca fui e jamais serei membro. Mas tem certas coisas que ficam feias para o Partido dos Trabalhadores. Unir-se nas eleições internas com a Unidade na Luta, Reencantar e 2 de Julho, pode!!!! Tudo bem e normal, até porque é uma eleição interna e eles tem esse e outros direitos. O que não dá é na rua, no movimento sindical, estudantil, de mulheres, de negros e negras, glbtt e outros a DS viver de procurar o PCdoB e na juventude/M.E Estudantil a UJS e quando dá errado querer correr atrás das forças internas. O primeiro debate, a primeira discussão, a primeira proposta de composição tem que ser com as forças do PT. Se não dá para compor, ai procura-se os aliados de fora.
Posicionar-se como inimigo dos que militam sobre o mesmo teto (legenda) e amigar-se com os de fora é complicado e pega mal para o partido. A DS mostrou quando o deputado federal Walter Pinheiro fez -no momento em que o Governo Lula mais precisava e estava sendo (perdoe-me pelo gerundismo) espancado e desqualificado- uma plenária para decidir se saia ou ficava no PT, a corrente disse: "Vá Walter Pinheiro, nós ficamos", Pinheiro logo fez uma reflexão e permaneceu no Partido. Uma corrente que diante de outra e diversos companheir@s que sairam permanece, até mesmo sob a ameaça de perder seu deputado federal, sua repersentação no Congresso Nacional, diz que vai ficar, deve mostrar mais carinho e real amor pelo partido que optou em permanecer.
Não me assusta a posição da DS e nem me amedrontam as caras feias, discursos agressivos que tenho sofrido por parte de pessoas da DS e de sua Juventude. Continuo na minha linha de racíocio e não tiro uma vírgula do que disse (escrevi) antes e do que digo (escrevo) agora. Pois democraticamente tenho o direito de assim fazê-lo, pois a Constituição me garante e vivemos numa democracia a qual a Corrente DS renega em sua "aureliana" explicação, pois age e tem sido mais com "D" de Direita do que de Democracia.
Agora para finalizar é bom deixar explicito que: a DS não tem depois deste PED a menor condição e moral para cobrar apoio por exemplo no caso do DCE UCSal, onde tem gerido de forma péssima, onde a Universidade Católica do Salvador passa por mais uma (e talvez mais séria) crise querer que nós da EDP e da AE e de O Trabalho sejamos seus aliados, quando uma vez preferiram rachar deste a composição conosco e sairam com os "sem-partido" e nós, EDP, AE, O Trabalho e Reencantar (leia-se Paula Guerra e Tanan) fizemos uma chapa para o DCE e 50º CONUNE. Não posso olhar na cara de meus diversos e de minhas diversas amig@s de UCSal, sejam do meu curso Letras ou campus Lapa, ou sejam os de Pituaçu e Federação e diga para eles "O DCE trabalha, o DCE é bom" porque não é verdade e mentir para amig@s é que não vou. Entendo ser necessário também desde já uma reflexão dentro do DCE UFBa de como ficará esta relação e onde mais estejamos em parceria assistindo a forma DS de administrar seja o que for.
PT Saudações!!!!!!!!!
"As leis não bastam,
Os lírios não nascem das leis.
Meu nome é tumuto,
Escreve-se na pedra."
Carlos Drummond de Andrade.
Não quero aqui pregar um casamento super-inter-mega-hiper fiel da DS conosco da EDP ou com os/as companheir@s da AE, BS, TM, O Trabalho, Movimento PT e demais correntes, incluindo a Articulação Unidade na Luta. Quero apenas lembrar, que como corrente interna do Partido dos Trabalhadores, a DS teria (uso o passado, pois os membros da DS não pensam assim, ou se pensam, não agem da mesma maneira) que primeiro dialogar com as forças do PT, visto que eles são do PT, embora comportem-se como não sendo e ainda tenham a cara de pau de falar dos companheiros e das companheiras da Corrente O Trabalho, julgando-os como "O Trabalho comporta-se como se não fosse do PT". E qual é mesmo a postura da DS?
Vemos isso no Movimento Sindical, Estudantil: Universitário e Secundaristas e nos demais movimentos sociais e populares. Eu quero lembrar que respeito a forma de agir e pensar da DS, até porque tem esse sireito de optar pelo centro ou pela Direita e até porque, eu graças a Deus, quando entrei no PT, embora tenha sido convidado a conhecer a DS, não optei por ela e dela nunca fui e jamais serei membro. Mas tem certas coisas que ficam feias para o Partido dos Trabalhadores. Unir-se nas eleições internas com a Unidade na Luta, Reencantar e 2 de Julho, pode!!!! Tudo bem e normal, até porque é uma eleição interna e eles tem esse e outros direitos. O que não dá é na rua, no movimento sindical, estudantil, de mulheres, de negros e negras, glbtt e outros a DS viver de procurar o PCdoB e na juventude/M.E Estudantil a UJS e quando dá errado querer correr atrás das forças internas. O primeiro debate, a primeira discussão, a primeira proposta de composição tem que ser com as forças do PT. Se não dá para compor, ai procura-se os aliados de fora.
Posicionar-se como inimigo dos que militam sobre o mesmo teto (legenda) e amigar-se com os de fora é complicado e pega mal para o partido. A DS mostrou quando o deputado federal Walter Pinheiro fez -no momento em que o Governo Lula mais precisava e estava sendo (perdoe-me pelo gerundismo) espancado e desqualificado- uma plenária para decidir se saia ou ficava no PT, a corrente disse: "Vá Walter Pinheiro, nós ficamos", Pinheiro logo fez uma reflexão e permaneceu no Partido. Uma corrente que diante de outra e diversos companheir@s que sairam permanece, até mesmo sob a ameaça de perder seu deputado federal, sua repersentação no Congresso Nacional, diz que vai ficar, deve mostrar mais carinho e real amor pelo partido que optou em permanecer.
Não me assusta a posição da DS e nem me amedrontam as caras feias, discursos agressivos que tenho sofrido por parte de pessoas da DS e de sua Juventude. Continuo na minha linha de racíocio e não tiro uma vírgula do que disse (escrevi) antes e do que digo (escrevo) agora. Pois democraticamente tenho o direito de assim fazê-lo, pois a Constituição me garante e vivemos numa democracia a qual a Corrente DS renega em sua "aureliana" explicação, pois age e tem sido mais com "D" de Direita do que de Democracia.
Agora para finalizar é bom deixar explicito que: a DS não tem depois deste PED a menor condição e moral para cobrar apoio por exemplo no caso do DCE UCSal, onde tem gerido de forma péssima, onde a Universidade Católica do Salvador passa por mais uma (e talvez mais séria) crise querer que nós da EDP e da AE e de O Trabalho sejamos seus aliados, quando uma vez preferiram rachar deste a composição conosco e sairam com os "sem-partido" e nós, EDP, AE, O Trabalho e Reencantar (leia-se Paula Guerra e Tanan) fizemos uma chapa para o DCE e 50º CONUNE. Não posso olhar na cara de meus diversos e de minhas diversas amig@s de UCSal, sejam do meu curso Letras ou campus Lapa, ou sejam os de Pituaçu e Federação e diga para eles "O DCE trabalha, o DCE é bom" porque não é verdade e mentir para amig@s é que não vou. Entendo ser necessário também desde já uma reflexão dentro do DCE UFBa de como ficará esta relação e onde mais estejamos em parceria assistindo a forma DS de administrar seja o que for.
PT Saudações!!!!!!!!!
"As leis não bastam,
Os lírios não nascem das leis.
Meu nome é tumuto,
Escreve-se na pedra."
Carlos Drummond de Andrade.
CPI DO GRAMPO
CPI DO GRAMPO
O deputado federal Nelson Pellegrino (PT) foi escolhido para relatar a CPI que vai investigar escutas telefônicas no Supremo Tribunal Federal (STF). Pellegrino, que acompanha atento os últimos momentos das eleições internas do PT, confirmou que o ponto de partida dos trabalhos é a denúncia da revista Veja. "A idéia é seguirmos esse roteiro original e termos uma primeira reunião com a ministra Ellen Gracie para conversarmos sobre o procedimento de audiências públicas com os ministros do STF", disse. Fontes ligadas ao deputado acreditam que Pellegrino vai propor uma frente de trabalho para investigar o mal resolvido caso de 2002, quando a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi acionada para grampear uma "amante", o namorado dela e dezenas de adversários políticos do então senador ACM.
(Daniel Pinto)
extraído de: www.samuelcelestino .com.br
O deputado federal Nelson Pellegrino (PT) foi escolhido para relatar a CPI que vai investigar escutas telefônicas no Supremo Tribunal Federal (STF). Pellegrino, que acompanha atento os últimos momentos das eleições internas do PT, confirmou que o ponto de partida dos trabalhos é a denúncia da revista Veja. "A idéia é seguirmos esse roteiro original e termos uma primeira reunião com a ministra Ellen Gracie para conversarmos sobre o procedimento de audiências públicas com os ministros do STF", disse. Fontes ligadas ao deputado acreditam que Pellegrino vai propor uma frente de trabalho para investigar o mal resolvido caso de 2002, quando a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi acionada para grampear uma "amante", o namorado dela e dezenas de adversários políticos do então senador ACM.
(Daniel Pinto)
extraído de: www.samuelcelestino .com.br
Pelegrino defende pacto para solucionar impasse no PT
EXCLUSIVO: Pelegrino defende pacto para solucionar impasse no PT
O deputado federal Nelson Pelegrino disse que o PT precisa ter maturidade para construir um pacto que estabeleça um comando unitário para a legenda a partir de agora, independentemente do resultado eleitoral para as presidências estadual e municipal.
“O partido não pode continuar sangrando, se dilacerando publicamente. Não pode ficar neste nível de divisão”, disse o deputado a este Política Livre, defendendo uma negociação entre as tendências que disputam o comando do PT no plano estadual e municipal.
Para Pelegrino, é preciso reconhecer o direito à recontagem em Salvador e analisar os recursos “que estão aí” contra o resultado da eleição à presidência estadual. Ele disse que, no início do confronto, chegou a ligar para Rui Costa para defender uma negociação.
Secretário estadual de Relações Institucionais, Costa é apontado, na atualidade, como uma das principais forças petistas por trás das candidaturas presidenciais de Jonas Paulo, ao PT estadual, e da vereadora Wania Galvão, ao PT de Salvador.
Os dois são adversários de Marcelino Galo, atual presidente estadual e candidato à reeleição, e de Edísio Nunes - que perdeu a eleição ao PT municipal por um voto de diferença para a vereadora -, ambos ligados a Pelegrino.
Além de ter ligado para Costa, Pelegrino telefonou para o deputado federal Walter Pinheiro e para o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, que apóiam as candidaturas adversárias, propondo uma solução negociada.
“O partido tem que ter maturidade para sentar à mesa e, à luz da legalidade, tentar uma solução”, disse o parlamentar. Por trás da disputa, está principalmente a definição sobre se o PT terá ou não candidato a prefeito de Salvador, postulação cobiçada por Pelegrino.
Nova Executiva do PT mostra crescimento da esquerda do partido na Bahia
Apesar da indefinição com relação a quem vai comandar o PT baiano nos próximos dois anos, a nova correlação de forças internas do partido já foi estabelecida desde o primeiro turno do PED, onde a representação das chamadas esquerdas do partido aumentou em detrimento do ex-Campo Majoritário.
Desta forma, o grupo do atual presidente Marcelino Galo passou de três para cinco assentos na Executiva, onde as forças ligadas a Jonas Paulo, em torno de quem está agrupado o ex-Campo Majoritário, perderam duas vagas, ficando com quatro. A tendência Democracia Socialista, do deputado federal Walter Pinheiro, permaneceu com dois assentos.
Já o grupo do secretário estadual Rui Costa, o Coletivo Reencantar, cresceu de uma para duas vagas no colegiado. “A nova correlação de forças estabelecida no primeiro turno do PED mostra claramente o crescimento dos grupos de Marcelino Galo e de Rui Costa na Executiva, ao passo que um decréscimo do ex-Campo Majoritário”, diz uma fonte petista.
Extraído de: www.politicalivre. com.br
O deputado federal Nelson Pelegrino disse que o PT precisa ter maturidade para construir um pacto que estabeleça um comando unitário para a legenda a partir de agora, independentemente do resultado eleitoral para as presidências estadual e municipal.
“O partido não pode continuar sangrando, se dilacerando publicamente. Não pode ficar neste nível de divisão”, disse o deputado a este Política Livre, defendendo uma negociação entre as tendências que disputam o comando do PT no plano estadual e municipal.
Para Pelegrino, é preciso reconhecer o direito à recontagem em Salvador e analisar os recursos “que estão aí” contra o resultado da eleição à presidência estadual. Ele disse que, no início do confronto, chegou a ligar para Rui Costa para defender uma negociação.
Secretário estadual de Relações Institucionais, Costa é apontado, na atualidade, como uma das principais forças petistas por trás das candidaturas presidenciais de Jonas Paulo, ao PT estadual, e da vereadora Wania Galvão, ao PT de Salvador.
Os dois são adversários de Marcelino Galo, atual presidente estadual e candidato à reeleição, e de Edísio Nunes - que perdeu a eleição ao PT municipal por um voto de diferença para a vereadora -, ambos ligados a Pelegrino.
Além de ter ligado para Costa, Pelegrino telefonou para o deputado federal Walter Pinheiro e para o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, que apóiam as candidaturas adversárias, propondo uma solução negociada.
“O partido tem que ter maturidade para sentar à mesa e, à luz da legalidade, tentar uma solução”, disse o parlamentar. Por trás da disputa, está principalmente a definição sobre se o PT terá ou não candidato a prefeito de Salvador, postulação cobiçada por Pelegrino.
Nova Executiva do PT mostra crescimento da esquerda do partido na Bahia
Apesar da indefinição com relação a quem vai comandar o PT baiano nos próximos dois anos, a nova correlação de forças internas do partido já foi estabelecida desde o primeiro turno do PED, onde a representação das chamadas esquerdas do partido aumentou em detrimento do ex-Campo Majoritário.
Desta forma, o grupo do atual presidente Marcelino Galo passou de três para cinco assentos na Executiva, onde as forças ligadas a Jonas Paulo, em torno de quem está agrupado o ex-Campo Majoritário, perderam duas vagas, ficando com quatro. A tendência Democracia Socialista, do deputado federal Walter Pinheiro, permaneceu com dois assentos.
Já o grupo do secretário estadual Rui Costa, o Coletivo Reencantar, cresceu de uma para duas vagas no colegiado. “A nova correlação de forças estabelecida no primeiro turno do PED mostra claramente o crescimento dos grupos de Marcelino Galo e de Rui Costa na Executiva, ao passo que um decréscimo do ex-Campo Majoritário”, diz uma fonte petista.
Extraído de: www.politicalivre. com.br
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