Raimundo Varela e sua Candidatura
O apresentador da TV Itapoan / Rede Record de Televisão, assim como nas eleições de 2004 apresentou agora em 2008 a sua pré-disposição para disputar a vaga de maior mandatário da cidade do Salvador.
Muitos acreditavam que tal em 2004 Varela retiraria a sua candidatura, mas o cenário realmente é outro. A não presença de ACM é um fator também a ser levado em conta para o bem e para o mal (até parafraseando o próprio “Faraó” da política baiana). Em outros tempos quis ACM que Varela fosse candidato pelo PFL, hoje Democratas, mas o mesmo não quis. Seria de fato naquele tempo um fator de peso se Varela fosse o candidato de “Toninho Malvadeza”.
Depois da morte do mesmo muitas mudanças aconteceram, até apresentadores da TV Bahia mudaram de casa. E Varela é candidato não pelo partido de ACM e nem mais pelo seu antigo partido o PTC. Agora é candidato do recém-fundado e não menos desprestigiado Partido Republicano Brasileiro, PRB, que já nasceu com o Vice Presidente da República José de Alencar como filiado e Presidente de Honra e o Senador Marcelo Crivella do Estado do Rio de Janeiro e líder político da Igreja Universal do Reino de Deus, possivelmente o novo Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, uma vez que pelo o que as pesquisas mostram o mesmo tem grande chances de ocupar o cargo que Varela quer aqui, lá na cidade da dengue e dos homicídios.
A candidatura de Varela, por ser um homem do rádio e TV e viver batendo nos governos, mostrando as falhas do mesmo e povoando os lares de soteropolitanos e baianos de sensacionalismo barato, coloca-o em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mas todos nós atuantes militantes políticos, cientistas e jornalistas e mesmo os leigos, sabemos que intenção não é voto garantido. Voto é voto quando o mesmo está na urna e é contado ao fim da mesma.
De qualquer forma, sua campanha tem capilaridade, mesmo com pouco ou nenhum tempo de TV e rádio para apresentar suas propostas, (se é que as tem) no contato da campanha com o povo, no dia a dia da mesma, garantirá ao mesmo, ser o grande incomodo dos políticos de carreira e que já exerceram ou exercem cargos no legislativo e executivo. Varela vive ainda o imbróglio de não saber se terá o PR do Bispo Márcio Marinho e do Deputado Maurício Trindade (aquele do escândalo do leite quando ia ser vice de João Henrique em 2004 e estava no PSDB, hoje de Imbassahy que era do PFL de César Borges que hoje é o presidente do PR deste mesmo Maurício conhecido por ligar as trompas de mulheres em bairros da periferia de Salvador e que hoje quer ser vice de ACM Neto, do DEM, ex-PFL, quanto coisa não?) como seu vice, o que lhe garantiria tempo de TV e rádio.
Vamos aguardar para ver no que dará essa candidatura de Varela que alguns ainda crêem que ele retirará, eu particularmente não. De qualquer sorte, é sabido também que a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus certamente mesmo que o PR de Marinho entre de vice de ACM Neto e mesmo tendo Tia Eron candidata a vereadora pelo DEM junto com outros vereadores, à exceção de Sildevan que é do PRB, fará campanha e votará em Varela, a não ser e ainda sim, não sei, se Marcio Marinho for o vice de ACM Neto. Para a IURD será melhor ter o vice Prefeito de Salvador que é membro da Igreja e seu líder político estadual do que ter o Prefeito que não é fiel da Igreja e pode não ser tão fiel a Igreja quando chegar ao Thomé de Souza.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Olíva queria entregar Prêmio Beleza Negra, mas...
Soube-se que a vereadora e prefeiturável Olívia Santana quis entregar o Prêmio da Beleza Negra e teria ido pessoalmente fazer este pedido a Vovô do Illê, mas o mesmo indagou qual a contribuição que a "Negona da Cidade" teria dado ao Illê nesses mais de 30 anos de história e assim sendo, Olívia foi embora sem nada mais ser preciso dizer.
Lídice cada vez mais distante de sair para a disputa
Soube por fonte segura que a Deputada Federal e Presidenta Estadual do Partido Socialista Brasileiro Lídice da Mata está cada vez mais distante de realmente sair candidata a Prefeita de Salvador por questões internas de seu partido.
Segundo a fonte, o PSB virou comissão provisória (perante a Executiva Nacional) e isso exigirá da socialista que dedique-se de corpo, alma e espiríto a rearticular o PSB baiano para que a mesma não perca a legenda. Com isso, fica difícil trabalhar o PSB e disputar a Prefeitura do Salvador. Além do que, há uma disputa pelo controle da legenda no Estado e como Leonelli está no governo, resta a Lídice a tarefa de não perder as rédeas do Partido.
Será então que a Frente de Esquerda idealizada por Pelegrino poderá ganhar capilaridade?
Sem Lídice candidata, o PSB não tem nome para apresentar numa real disputa, caberia então apoiar o PT ou o PC do B, caso Olívia mantenha sua candidatura realmente.
Segundo a fonte, o PSB virou comissão provisória (perante a Executiva Nacional) e isso exigirá da socialista que dedique-se de corpo, alma e espiríto a rearticular o PSB baiano para que a mesma não perca a legenda. Com isso, fica difícil trabalhar o PSB e disputar a Prefeitura do Salvador. Além do que, há uma disputa pelo controle da legenda no Estado e como Leonelli está no governo, resta a Lídice a tarefa de não perder as rédeas do Partido.
Será então que a Frente de Esquerda idealizada por Pelegrino poderá ganhar capilaridade?
Sem Lídice candidata, o PSB não tem nome para apresentar numa real disputa, caberia então apoiar o PT ou o PC do B, caso Olívia mantenha sua candidatura realmente.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Cântico Para Minha Morte!
Vou morrer!
Vou morrer e falo da morte com tranqüilidade e paz de natureza.
Podem me chamar de fúnebre ou para me honrar comparem-me a Augusto.
Sou hipocondriacamente fúnebre!
Sou frio e não olho a morte como inimiga.
Não a quero longe e sim perto.
Venha Senhora Morte, venha, pois te quero.
Morrerei e não me importa à hora e nem a causa, mas sei qual será o efeito.
O efeito será a lembrança.
Lembraram de mim numa música, num lugar a exemplo da Ponta de Humaitá, nas fotos, lembraram de mim numa piada, numa gostosa gargalhada.
Lembrarão “Law se foi...” Irão lembrar de mim cada vez que se realizar um Encontro de Estudantes de Letras e lembrarão também das brigas. Sentirá falta até de minhas brigas. Sentirão falta de meu temperamento e natureza (frio, fúnebre e calculista); Mas depois hão de esquecer e só vão lembrar num dardo momento, esporadicamente.
Não o farão sempre, afinal que graça tem lembrar de um morto sempre? Haverá aqueles e aquelas que em meu enterro chorarão, outros ignorarão o meu momento (maior momento) de ápice. Meu encontro com a morte!
Depois me esquecerão!
Já não estarei nem ai para nada. Finalmente descansarei.
Depois de buscar incessantemente à morte, no então esperado encontro refugiar-me-ei em teu esconderijo. Afinal, onde esconde a morte os seus mortos?
Ninguém lembrará mais de mim. Ufa! Que graça tinha ser lembrando (importunado) sempre?
Disse um dia Raul Seixas “Oh! Morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem...” Sou esse gato. Sou o negro gato. Sou o rato, sou o verme que espera por me comer com a mesma ânsia com a qual espero eu pelo beijo da morte.
Venha morte com seus lábios frios. Com seus braços longos e gelados. Venha, pois por ti espero dia e noite. Noite e dia. Durmo pensando em morrer no dia seguinte. Durmo pensando em morrer e não acordar.
Depois de morto desfrutarei de um prazer que vivo nenhum pôde provar. Privilégio de morto. Tinha que ter um né?
Voltarei um dia! Não reencarnado! Não creio em reencarnação. Voltarei morto, pois, os Escritos Sagrados dizem: “Deus irá requerer da morte os seus mortos”. Voltarei morto e serei julgado e espero no céu poder morar. Pois lá entrarei porque de mãos dadas com a morte já hei de estar.
Texto escrito na noite de 7 de abril de 2008 após assistir o Sarau do XVIII (Theatro XVIII, no Pelourinho, Salvador, Bahia) sobre obra de Augusto dos Anjos e Ana Cristina César.
Vou morrer e falo da morte com tranqüilidade e paz de natureza.
Podem me chamar de fúnebre ou para me honrar comparem-me a Augusto.
Sou hipocondriacamente fúnebre!
Sou frio e não olho a morte como inimiga.
Não a quero longe e sim perto.
Venha Senhora Morte, venha, pois te quero.
Morrerei e não me importa à hora e nem a causa, mas sei qual será o efeito.
O efeito será a lembrança.
Lembraram de mim numa música, num lugar a exemplo da Ponta de Humaitá, nas fotos, lembraram de mim numa piada, numa gostosa gargalhada.
Lembrarão “Law se foi...” Irão lembrar de mim cada vez que se realizar um Encontro de Estudantes de Letras e lembrarão também das brigas. Sentirá falta até de minhas brigas. Sentirão falta de meu temperamento e natureza (frio, fúnebre e calculista); Mas depois hão de esquecer e só vão lembrar num dardo momento, esporadicamente.
Não o farão sempre, afinal que graça tem lembrar de um morto sempre? Haverá aqueles e aquelas que em meu enterro chorarão, outros ignorarão o meu momento (maior momento) de ápice. Meu encontro com a morte!
Depois me esquecerão!
Já não estarei nem ai para nada. Finalmente descansarei.
Depois de buscar incessantemente à morte, no então esperado encontro refugiar-me-ei em teu esconderijo. Afinal, onde esconde a morte os seus mortos?
Ninguém lembrará mais de mim. Ufa! Que graça tinha ser lembrando (importunado) sempre?
Disse um dia Raul Seixas “Oh! Morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem...” Sou esse gato. Sou o negro gato. Sou o rato, sou o verme que espera por me comer com a mesma ânsia com a qual espero eu pelo beijo da morte.
Venha morte com seus lábios frios. Com seus braços longos e gelados. Venha, pois por ti espero dia e noite. Noite e dia. Durmo pensando em morrer no dia seguinte. Durmo pensando em morrer e não acordar.
Depois de morto desfrutarei de um prazer que vivo nenhum pôde provar. Privilégio de morto. Tinha que ter um né?
Voltarei um dia! Não reencarnado! Não creio em reencarnação. Voltarei morto, pois, os Escritos Sagrados dizem: “Deus irá requerer da morte os seus mortos”. Voltarei morto e serei julgado e espero no céu poder morar. Pois lá entrarei porque de mãos dadas com a morte já hei de estar.
Texto escrito na noite de 7 de abril de 2008 após assistir o Sarau do XVIII (Theatro XVIII, no Pelourinho, Salvador, Bahia) sobre obra de Augusto dos Anjos e Ana Cristina César.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
50 Anos de Cazuza
Neste 4 de Abril de 2008 estaria completando 50 anos, incrivelmente, pois como ele mesmo disse “O tempo não pára”, o grande “garoto que queria mudar o mundo: Cazuza.Faço esse registro porque Cazuza foi e ainda é o maior poeta da década de 80, que continua a nos embalar.Nascido em Abril assim como eu e com um temperamento explosivo e de um caráter verdadeiro tais quais os meus, Cazuza não pôde passar despercebidamente. Fez e aconteceu, aprontou tudo o que pôde aprontar.Deixou um legado poético e musical imensurável. Foi um dos maiores nomes da nossa música que infelizmente partiu cedo. Fez-nos feliz, porque “não só as mães são felizes”.
Viva a memória de Cazuza!!!
“Grande Pátria desimportante, em nenhum instante eu vou te trair!!!!!”
Viva a memória de Cazuza!!!
“Grande Pátria desimportante, em nenhum instante eu vou te trair!!!!!”
40 anos sem Martin Luther King Júnior
40 anos sem Martin Luther King Júnior
Por Law Araújo*
Em 4 de abril de 1968 é silenciada a voz do Reverendo (Pastor) Martin Luther King Júnior. Doutor Martin, pois recebeu PhD em em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston, sempre lutu pelos direitos civis de negros e mulheres. Pastor da Igreja Batista, King que era casado e pai de quatro filhos passou para os mesmos o desejo, ou melhor, o sonho de um mundo justo, igualitário e sem racismo e machismo.
Sabiamente, o Pastor Martin Luther King Júnior, ao qual ninguém pode acusar de covarde ou charlatão, lutou até o último segundo de sua vida para ver o sonho, que ele proferiu no célebre discurso de "Eu tenho um sonho" (conforme segue a tradução em português abaixo**) de ver irmãos negros de mãos dadas com irmãos brancos.
Esse sonho, ainda hoje não podemos entregar em memória do Doutor King. Mas o exemplo de luta do mesmo permanece vivo em nossas mentes e corações servindo de farol a nunca perder de vistas. A sociedade brasileira, americana e mundial livre de preconceitos, racismo, machismos, homofobia e todos e quaisqueres sentimentos mesquinhos e vils era o sonho dele e é hoje o meu, como fora o de Zumbi, como é de Vovô do Illê Ayê, bloco afro da Bahia, sonho de Valdina Pinto, Abdias do Nascimento, Geraldo Cândido, sonho dos heróis e heroínas da Revolta dos Malês e dos Buzius, sonho dos heróis e heroínas do 2 de Julho da Bahia, data magna do povo baiano.
Esse sonho nunca se perederá. Esse sonho se concretizará pois como cantava um baiano retado, mestre do verdadeiro rock in roll Raul Seixas, "***sonho que se sonha só, é um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". Então camarada, junte-se a nós nessa luta por igualdade e pelo fim do racismo e sexcismo e toda a opressão. Vamos sonhar como sonhou Luther King, vamos às ruas e no seu silêncio soltar nosso grito roco de esperança, de sede de justiça e verdadeiras condições de vida para negros, mulheres, índios, GLBTT e nordestinos tão vítimas de um sistema tolo. Um sistema que juntos, como determinou o Reverendo, Doutor Martin Luther King Júnior durante o curto período que viveu aqui nessa terra, podemos e vamos vencer.
Vivas a Luther King e todos os nossos heróis e heroínas negras!!!
Saudações Quilombolas!!!!!!!
Axé!!!!!!!!
Segue discurso "Eu tenho um Sonho"
EU TENHO UM SONHODiscurso de Martin Luther King (28/08/1963)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."
Fonte: colaboração de Hernani Francisco da Silva, da Missão Quilombos.
Martin Luther King - 15/01/1929
· *Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas na Universidade Católica do Salvador, UCSal, Bahia, militante do Movimento Negro e Ativista de Direitos Civis.
· **texto extraído de: http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/discursoking.htm
· *** Trecho da música "Prelúdio" composição Raul Seixas.
Por Law Araújo*
Em 4 de abril de 1968 é silenciada a voz do Reverendo (Pastor) Martin Luther King Júnior. Doutor Martin, pois recebeu PhD em em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston, sempre lutu pelos direitos civis de negros e mulheres. Pastor da Igreja Batista, King que era casado e pai de quatro filhos passou para os mesmos o desejo, ou melhor, o sonho de um mundo justo, igualitário e sem racismo e machismo.
Sabiamente, o Pastor Martin Luther King Júnior, ao qual ninguém pode acusar de covarde ou charlatão, lutou até o último segundo de sua vida para ver o sonho, que ele proferiu no célebre discurso de "Eu tenho um sonho" (conforme segue a tradução em português abaixo**) de ver irmãos negros de mãos dadas com irmãos brancos.
Esse sonho, ainda hoje não podemos entregar em memória do Doutor King. Mas o exemplo de luta do mesmo permanece vivo em nossas mentes e corações servindo de farol a nunca perder de vistas. A sociedade brasileira, americana e mundial livre de preconceitos, racismo, machismos, homofobia e todos e quaisqueres sentimentos mesquinhos e vils era o sonho dele e é hoje o meu, como fora o de Zumbi, como é de Vovô do Illê Ayê, bloco afro da Bahia, sonho de Valdina Pinto, Abdias do Nascimento, Geraldo Cândido, sonho dos heróis e heroínas da Revolta dos Malês e dos Buzius, sonho dos heróis e heroínas do 2 de Julho da Bahia, data magna do povo baiano.
Esse sonho nunca se perederá. Esse sonho se concretizará pois como cantava um baiano retado, mestre do verdadeiro rock in roll Raul Seixas, "***sonho que se sonha só, é um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". Então camarada, junte-se a nós nessa luta por igualdade e pelo fim do racismo e sexcismo e toda a opressão. Vamos sonhar como sonhou Luther King, vamos às ruas e no seu silêncio soltar nosso grito roco de esperança, de sede de justiça e verdadeiras condições de vida para negros, mulheres, índios, GLBTT e nordestinos tão vítimas de um sistema tolo. Um sistema que juntos, como determinou o Reverendo, Doutor Martin Luther King Júnior durante o curto período que viveu aqui nessa terra, podemos e vamos vencer.
Vivas a Luther King e todos os nossos heróis e heroínas negras!!!
Saudações Quilombolas!!!!!!!
Axé!!!!!!!!
Segue discurso "Eu tenho um Sonho"
EU TENHO UM SONHODiscurso de Martin Luther King (28/08/1963)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Vocês são os veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade. E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."
Fonte: colaboração de Hernani Francisco da Silva, da Missão Quilombos.
Martin Luther King - 15/01/1929
· *Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas na Universidade Católica do Salvador, UCSal, Bahia, militante do Movimento Negro e Ativista de Direitos Civis.
· **texto extraído de: http://www.portalafro.com.br/religioes/evangelicos/discursoking.htm
· *** Trecho da música "Prelúdio" composição Raul Seixas.
terça-feira, 18 de março de 2008
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR - parte 2
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR
Continuo a discorrer sobre os e as prefeituráveis de Salvador.
Como prometido, dou continuidade com os que nunca foram ocupantes do Thomé de Souza. Depois de Nelson Pelegrino do PT, discorro agora sobre: Olívia Santana.
Olívia Santana, “a negona da cidade” conforme seu slogan de campanha. Vereadora de Salvador pelo Partido Comunista do Brasil, PC do B, disputou e venceu com a maior votação, sendo a primeira colocada dentro da coligação PT/PC do B/ PV das eleições de 2004 ao posto na Câmara Municipal.
Com a vitória de João Henrique e com o apoio que seu partido deu ao mesmo, licenciou-se da Câmara para assumir a pasta de Secretária de Educação e Cultura do município. Onde pôde implementar na grade curricular de nossas crianças a educação de história e cultura africana. Licenciou-se e foi disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2006 numa coligação com PT/PTB/PRB e seu PC do B. Não venceu e voltou à Câmara de Salvador, onde assumiu a presidência da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer do legislativo soteropolitano.
Depois de uma discussão interna do PC do B, que definiu que teria candidatura em Salvador, e após ter seu nome confirmado após o levantamento da hipótese de ser a Deputada Federal Alice Portugal, Olívia teve seu nome referendado. O que causou um pavoroso dentro do movimento negro. O negro na prefeitura? Uma mulher e negra na chefia do maior posto da cidade de maior população negra fora da África? O sentimento foi talvez maior do que à proporção que se divulgou a notícia e assim se levantou a possibilidade da sua candidatura.
Nas iniciais pesquisas Olívia tem oscilado entre 1% e 3%. Inexpressivos ante o número de mulheres e negros aptos a votarem na cidade do Salvador. O sentimento é grande, a importância de uma mulher negra na prefeitura é imensa, mas não se transferiu até agora, esse mesmo sentimento em votos.
A verdade é que PT e PC do B sempre caminharam juntos e até por isso os quadros (poucos) do PC do B não ganharam força na cidade além do ser legislador. Olívia, Alice e Daniel Almeida, além do monstro sagrado da política baiana, Haroldo Lima, ganharam força, mas para legislar em casas municipais, estaduais e nacional. Outra verdade que é dada, é que para o próprio PC do B é melhor ter Olívia como candidata a vereadora (embora sua presença como vice prefeita em uma chapa, enriqueceria e abrilhantaria qualquer candidato a prefeito, tal qual um do PT) é muito mais vantajoso. Ela pode repetir a votação de 2004, pode superar-se e ainda puxar mais um ou até dois vereadores comunistas. Por isso, não creio que terá vida longa essa candidatura de Olívia Santana ao Thomé de Souza.
Acredito sinceramente, que na hora H, Olívia retira sua candidatura, apóia uma do PT e sai como candidata à reeleição a Câmara soteropolitana. Agora, 2010 vêm ai, ela pode ser Deputada Estadual ou Federal e muito mais breve que se pensa, poderá ser sim a primeira mulher negra e do PC do B a ocupar o comando do executivo da capital da Bahia.
É só aguardar. Êia povo Negro!!! Não será em 2008 mais será bem breve.
Próxima análise será sobre a candidatura ou não do polêmico apresentador de TV Raimundo Varela, do Partido Republicano Brasileiro, o PRB de José Alencar (Vice Presidente do Brasil) e do Senador Marcelo Crivella (líder político da Igreja Universal do Reino de Deus) e candidato a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Observação: Também discorrerei sobre os candidatos e candidatas a Prefeitura de São Paulo, Rio de Janeiro, Camaçari e Porto Alegre.
Aguardem!!! Lembrando: na parte 3 dos Prefeiturvéis de Salvador: Raimundo Varela.
Continuo a discorrer sobre os e as prefeituráveis de Salvador.
Como prometido, dou continuidade com os que nunca foram ocupantes do Thomé de Souza. Depois de Nelson Pelegrino do PT, discorro agora sobre: Olívia Santana.
Olívia Santana, “a negona da cidade” conforme seu slogan de campanha. Vereadora de Salvador pelo Partido Comunista do Brasil, PC do B, disputou e venceu com a maior votação, sendo a primeira colocada dentro da coligação PT/PC do B/ PV das eleições de 2004 ao posto na Câmara Municipal.
Com a vitória de João Henrique e com o apoio que seu partido deu ao mesmo, licenciou-se da Câmara para assumir a pasta de Secretária de Educação e Cultura do município. Onde pôde implementar na grade curricular de nossas crianças a educação de história e cultura africana. Licenciou-se e foi disputar uma vaga na Câmara Federal nas eleições de 2006 numa coligação com PT/PTB/PRB e seu PC do B. Não venceu e voltou à Câmara de Salvador, onde assumiu a presidência da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer do legislativo soteropolitano.
Depois de uma discussão interna do PC do B, que definiu que teria candidatura em Salvador, e após ter seu nome confirmado após o levantamento da hipótese de ser a Deputada Federal Alice Portugal, Olívia teve seu nome referendado. O que causou um pavoroso dentro do movimento negro. O negro na prefeitura? Uma mulher e negra na chefia do maior posto da cidade de maior população negra fora da África? O sentimento foi talvez maior do que à proporção que se divulgou a notícia e assim se levantou a possibilidade da sua candidatura.
Nas iniciais pesquisas Olívia tem oscilado entre 1% e 3%. Inexpressivos ante o número de mulheres e negros aptos a votarem na cidade do Salvador. O sentimento é grande, a importância de uma mulher negra na prefeitura é imensa, mas não se transferiu até agora, esse mesmo sentimento em votos.
A verdade é que PT e PC do B sempre caminharam juntos e até por isso os quadros (poucos) do PC do B não ganharam força na cidade além do ser legislador. Olívia, Alice e Daniel Almeida, além do monstro sagrado da política baiana, Haroldo Lima, ganharam força, mas para legislar em casas municipais, estaduais e nacional. Outra verdade que é dada, é que para o próprio PC do B é melhor ter Olívia como candidata a vereadora (embora sua presença como vice prefeita em uma chapa, enriqueceria e abrilhantaria qualquer candidato a prefeito, tal qual um do PT) é muito mais vantajoso. Ela pode repetir a votação de 2004, pode superar-se e ainda puxar mais um ou até dois vereadores comunistas. Por isso, não creio que terá vida longa essa candidatura de Olívia Santana ao Thomé de Souza.
Acredito sinceramente, que na hora H, Olívia retira sua candidatura, apóia uma do PT e sai como candidata à reeleição a Câmara soteropolitana. Agora, 2010 vêm ai, ela pode ser Deputada Estadual ou Federal e muito mais breve que se pensa, poderá ser sim a primeira mulher negra e do PC do B a ocupar o comando do executivo da capital da Bahia.
É só aguardar. Êia povo Negro!!! Não será em 2008 mais será bem breve.
Próxima análise será sobre a candidatura ou não do polêmico apresentador de TV Raimundo Varela, do Partido Republicano Brasileiro, o PRB de José Alencar (Vice Presidente do Brasil) e do Senador Marcelo Crivella (líder político da Igreja Universal do Reino de Deus) e candidato a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Observação: Também discorrerei sobre os candidatos e candidatas a Prefeitura de São Paulo, Rio de Janeiro, Camaçari e Porto Alegre.
Aguardem!!! Lembrando: na parte 3 dos Prefeiturvéis de Salvador: Raimundo Varela.
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR, BAHIA
SÉRIE PREFEITURAVÉIS: SALVADOR
Começo a discorrer aqui uma série sobre cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Palácio Thomé de Souza, nas eleições de outubro de 2008.
A lista é grande: Nelson Pelegrino (PT), Lídice da Mata (PSB), Antônio Imbassahy (PSDB), Olívia Santana (PC do B), ACM Neto (DEM), Luiz Alberto (PT), Raimundo Varela (PRB), Edvaldo Brito (PTB), Walter Pinheiro (PT), Gerdan Rosário (PTC) e João Henrique (PMDB) atual prefeito.
Destes, João está no Thomé de Souza, Lídice, Imbassahy e Edvaldo já estiveram e Nelson Pelegrino, Luiz Alberto, Walter Pinheiro (todos do PT), ACM Neto, Olívia Santana, Gerdan e Varela nunca ocuparam. Gerdan e Varela nem legislar nunca legislaram, diga-se passagem.
Dou inicio com os que nunca estiveram e querem estar no comando desta cidade. A primeira capital do país e hoje terceira maior. Lembro-me de um ditado dos antigos, “quem nunca viu quer ver, quem já viu quer correr”, mas não se serve muito para os que já viram como Lídice, Imbassahy, João e Edvaldo.
Desta lista dou o ponta-pé inicial começando por Nelson Vicente Portela Pelegrino.
Nelson Pelegrino é Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores, PT. Já presidiu o PT e pelo mesmo disputou o Thomé de Souza em 1996, 2000 e 2004. Quase em 2004 chegou ao 2º turno enfrentando o atual prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.
Pelegrino tenta disputar pela quarta vez tal qual Lula disputou a Presidência (1989, 1994, 1998 e 2002). É super popular na cidade. Conhece-a como suas mãos. É indiscutivelmente o maior quadro político de Salvador, da Bahia, do Nordeste e com destaque nacional e internacional, podendo despontar ainda mais no cenário nacional.
Militante árduo dos direitos humanos e da causa do trabalhador tem seus méritos para poder assumir a prefeitura. Mas dentro do PT não tem unanimidade em torno de si, como ocorre na cidade quando comparado aos outros nomes colocados dentro do PT. Ainda não está tão bem colocado em pesquisas iniciais, mas de longe supera Walter Pinheiro, Luiz Alberto (deputado federal e secretário de Estado, respectivamente) e Olívia Santana, vereadora comunista. É de longe o nome realmente do Campo da Esquerda, Democrática e Popular desta cidade, o que reúne em um só bloco e lugar o PT, PSB, PC do B, PV, PPS, PCB, PMN e tendo espaço ainda para a inclusão do PDT.
Acredito piamente na capacidade, paixão e força de vontade existentes em Pelegrino para disputar, ganhar e gerir de maneira séria, justa, igualitária e humana esta cidade negra que mata seus negros e negras. Está cidade desigual e desumana. Está cidade realmente dividida em Cidade Alta (elitista, bonita, asfaltada, bem cuidada) e a Cidade Baixa (sofrida, destruída, pobre, feia, suja e sem segurança) que vai além da Ribeira, Uruguai e Jardim Cruzeiro. Passa por todo o subúrbio ferroviário: Coutos, Paripe, Periperi, Lobato, Alto do Cabrito e passa por Pirajá (rua velha e nova) até as Cajazeiras, sem esquecer do Nordeste de Amaralina, Pau da Lima, Boa Vista de São Caetano e etc. Mas considero que qualquer um, não só Pelegrino, comete um ato de “loucura” ao querer disputar essa prefeitura. Salvador hoje, mais do que ontem, está quebrada e o prefeito ou prefeita, ganhará uma bomba relógio.
O que Nelson Pelegrino precisa é convencer o seu PT a cumprir o papel que sempre cumpriu. De ser e estar na cabeça da campanha. Pois do contrário, dificilmente sairá para esta quarta disputa.
Com o apoio de Lula e Wagner, e óbvio, com um projeto para Salvador de toda gente, como pregou em sua última campanha, torna-se mais atraente votar em Nelson do que qualquer outro. Líder experiente, competente e que tem realmente interesse na disputa, não quer marcar terreno.
Dependendo do que o PT decidir e de uma ajuda real (algo que duvido que tenha) de Lula e principalmente de Wagner, pode deslanchar. Encerro essa análise afirmando que é um ótimo nome (dentro do PT o melhor) para disputar a Prefeitura de Salvador. Mas, modéstia aparte preferiria tê-lo desenvolvendo mais e mais seu mandato de deputado Federal e depois galgando uma vaga de Senador em 2010. O que sem dúvidas engrandeceria a Bahia, que nunca teve um Senador de verdade que corresponda ao seu tamanho. Nem mesmo nos tempos de Rui Barbosa e ACM o tivemos. Tanto Rui quanto ACM foram importantes Senadores para a Bahia, mas Nelson Pelegrino pode de fato representar essa terra com a grandiosidade que tem em si e que corresponde com a desta terra. O problema ai agora, é convencer a Nelson de que seria melhor ir para o Senado Federal do que o Thomé de Souza e depois do Senado o Palácio de Ondina.
Quem conseguir convencê-lo ganha um doce. Mas que venha a disputa e veremos se eleito, um futuro grande Prefeito desta cidade.
Começo a discorrer aqui uma série sobre cada um dos pré-candidatos e pré-candidatas ao Palácio Thomé de Souza, nas eleições de outubro de 2008.
A lista é grande: Nelson Pelegrino (PT), Lídice da Mata (PSB), Antônio Imbassahy (PSDB), Olívia Santana (PC do B), ACM Neto (DEM), Luiz Alberto (PT), Raimundo Varela (PRB), Edvaldo Brito (PTB), Walter Pinheiro (PT), Gerdan Rosário (PTC) e João Henrique (PMDB) atual prefeito.
Destes, João está no Thomé de Souza, Lídice, Imbassahy e Edvaldo já estiveram e Nelson Pelegrino, Luiz Alberto, Walter Pinheiro (todos do PT), ACM Neto, Olívia Santana, Gerdan e Varela nunca ocuparam. Gerdan e Varela nem legislar nunca legislaram, diga-se passagem.
Dou inicio com os que nunca estiveram e querem estar no comando desta cidade. A primeira capital do país e hoje terceira maior. Lembro-me de um ditado dos antigos, “quem nunca viu quer ver, quem já viu quer correr”, mas não se serve muito para os que já viram como Lídice, Imbassahy, João e Edvaldo.
Desta lista dou o ponta-pé inicial começando por Nelson Vicente Portela Pelegrino.
Nelson Pelegrino é Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores, PT. Já presidiu o PT e pelo mesmo disputou o Thomé de Souza em 1996, 2000 e 2004. Quase em 2004 chegou ao 2º turno enfrentando o atual prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.
Pelegrino tenta disputar pela quarta vez tal qual Lula disputou a Presidência (1989, 1994, 1998 e 2002). É super popular na cidade. Conhece-a como suas mãos. É indiscutivelmente o maior quadro político de Salvador, da Bahia, do Nordeste e com destaque nacional e internacional, podendo despontar ainda mais no cenário nacional.
Militante árduo dos direitos humanos e da causa do trabalhador tem seus méritos para poder assumir a prefeitura. Mas dentro do PT não tem unanimidade em torno de si, como ocorre na cidade quando comparado aos outros nomes colocados dentro do PT. Ainda não está tão bem colocado em pesquisas iniciais, mas de longe supera Walter Pinheiro, Luiz Alberto (deputado federal e secretário de Estado, respectivamente) e Olívia Santana, vereadora comunista. É de longe o nome realmente do Campo da Esquerda, Democrática e Popular desta cidade, o que reúne em um só bloco e lugar o PT, PSB, PC do B, PV, PPS, PCB, PMN e tendo espaço ainda para a inclusão do PDT.
Acredito piamente na capacidade, paixão e força de vontade existentes em Pelegrino para disputar, ganhar e gerir de maneira séria, justa, igualitária e humana esta cidade negra que mata seus negros e negras. Está cidade desigual e desumana. Está cidade realmente dividida em Cidade Alta (elitista, bonita, asfaltada, bem cuidada) e a Cidade Baixa (sofrida, destruída, pobre, feia, suja e sem segurança) que vai além da Ribeira, Uruguai e Jardim Cruzeiro. Passa por todo o subúrbio ferroviário: Coutos, Paripe, Periperi, Lobato, Alto do Cabrito e passa por Pirajá (rua velha e nova) até as Cajazeiras, sem esquecer do Nordeste de Amaralina, Pau da Lima, Boa Vista de São Caetano e etc. Mas considero que qualquer um, não só Pelegrino, comete um ato de “loucura” ao querer disputar essa prefeitura. Salvador hoje, mais do que ontem, está quebrada e o prefeito ou prefeita, ganhará uma bomba relógio.
O que Nelson Pelegrino precisa é convencer o seu PT a cumprir o papel que sempre cumpriu. De ser e estar na cabeça da campanha. Pois do contrário, dificilmente sairá para esta quarta disputa.
Com o apoio de Lula e Wagner, e óbvio, com um projeto para Salvador de toda gente, como pregou em sua última campanha, torna-se mais atraente votar em Nelson do que qualquer outro. Líder experiente, competente e que tem realmente interesse na disputa, não quer marcar terreno.
Dependendo do que o PT decidir e de uma ajuda real (algo que duvido que tenha) de Lula e principalmente de Wagner, pode deslanchar. Encerro essa análise afirmando que é um ótimo nome (dentro do PT o melhor) para disputar a Prefeitura de Salvador. Mas, modéstia aparte preferiria tê-lo desenvolvendo mais e mais seu mandato de deputado Federal e depois galgando uma vaga de Senador em 2010. O que sem dúvidas engrandeceria a Bahia, que nunca teve um Senador de verdade que corresponda ao seu tamanho. Nem mesmo nos tempos de Rui Barbosa e ACM o tivemos. Tanto Rui quanto ACM foram importantes Senadores para a Bahia, mas Nelson Pelegrino pode de fato representar essa terra com a grandiosidade que tem em si e que corresponde com a desta terra. O problema ai agora, é convencer a Nelson de que seria melhor ir para o Senado Federal do que o Thomé de Souza e depois do Senado o Palácio de Ondina.
Quem conseguir convencê-lo ganha um doce. Mas que venha a disputa e veremos se eleito, um futuro grande Prefeito desta cidade.
OLGA
OLGA
Orgulhosa
Linda
Gostosa
Amiga
OLGA!
Oferecida
Lambisgóia
Galinha
Atrevida
OLGA!
Ordinária
Levada
Grossa
Amorosa
OLGA!
Oferecida
Linda
Grossa
Amiga
OLGA!
Orgulhosa
Linda
Gostosa
Amiga
OLGA!
Oferecida
Lambisgóia
Galinha
Atrevida
OLGA!
Ordinária
Levada
Grossa
Amorosa
OLGA!
Oferecida
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Grossa
Amiga
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Elis "Rainha"
Ela nasceu aos 17 de março de 1945, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nome: Elis Regina Carvalho Costa. Regina que lhe foi dado por Dona Ercy apenas porque Elis é um nome que servia tanto para garotas como para garotos e preocupado com problemas para registrar sua primogênita, mandou logo um Regina pra evitar qualquer barulho desnecessário.
Regina que significa em Latim Rainha. E não é que Dona Ercy e a exigência do cartório valeram à pena? O que foi Elis Regina se não uma rainha? A maior e mais consagrada das rainhas desta terra. O maior nome da música do Brasil que atravessou mares e céus e nunca deixou seu brasileirismo de lado. Dizia "Agente tem um orgulho lascado de ser brasileiro" e dava a sua senhora gargalhada.
Partiu como num rabo de foguete em 19 de janeiro de 1982, em São Paulo. Já estava consagrada, embora ainda jovem. Faria 63 anos de vida se aqui estivesse. E estaria cantando muito. Dando um trabalho danado e gostoso a diversos compositores como seus preferidos: João Bosco & Aldir Blanc, Chico Buarque, Milton Nascimento, dentre outros.
Parabéns Rainha Elis!
Parabéns Elis Regina!
Parabéns Elis Rainha!
Regina que significa em Latim Rainha. E não é que Dona Ercy e a exigência do cartório valeram à pena? O que foi Elis Regina se não uma rainha? A maior e mais consagrada das rainhas desta terra. O maior nome da música do Brasil que atravessou mares e céus e nunca deixou seu brasileirismo de lado. Dizia "Agente tem um orgulho lascado de ser brasileiro" e dava a sua senhora gargalhada.
Partiu como num rabo de foguete em 19 de janeiro de 1982, em São Paulo. Já estava consagrada, embora ainda jovem. Faria 63 anos de vida se aqui estivesse. E estaria cantando muito. Dando um trabalho danado e gostoso a diversos compositores como seus preferidos: João Bosco & Aldir Blanc, Chico Buarque, Milton Nascimento, dentre outros.
Parabéns Rainha Elis!
Parabéns Elis Regina!
Parabéns Elis Rainha!
sexta-feira, 7 de março de 2008
Dia Internacional da Mulher: Dia de lutas e conquistas
Por Law Araújo*
O Dia Internacional da Mulher tem sua origem unicamente em um fato político. O primeiro dia dedicado às mulheres deu-se em virtude do protesto organizado por trabalhadoras de fábricas de vestuário e indústria têxtil em 8 de março de 1857 em Nova Iorque. Essas mulheres protestavam contra as más condições de trabalho e os reduzidos salários (desde aquela época e até os dias de hoje, essa falsa dicotomia de que mulheres devem ganhar menos que homens é existente). Esse dado é fundamental para que possamos saber de onde vem o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher, não tendo nada haver com o incêndio na fábrica Triangler Shirtwaist, que ocorreu em Nova Iorque onde 146 trabalhadoras morreram queimadas. Este incêndio aconteceu em 25 de março de 1911 e segundo a versão muito difundida as trabalhadoras protestavam e foram queimadas vivas. O fato é que esse protesto (segundo a história) nunca aconteceu e essas mulheres morreram por falta de segurança no trabalho.
Por tanto o dia internacional da Mulher nasce da luta organizada das mulheres trabalhadoras que reivindicaram os seus direitos e o incêndio na fábrica têxtil pode ser apontado como o primeiro ato de violência contra as mulheres trabalhadoras, uma vez que, a direção da empresa não investiu em segurança para as suas trabalhadoras. Ao longo dos anos as mulheres sempre tiveram que lutar e lutaram para conseguir qualquer coisa. Todos os direitos hoje assegurados são frutos das lutas de diversas lutadoras de diferentes épocas e nacionalidades, cores e visões criticas e religiosas.
Mas um motivo de luta das mulheres que até hoje reina na pauta de reivindicações é justamente o direito à vida, o direito a ter sua integridade física garantida e respeitada. A luta contra a violência feminina vem sendo motivo dessa saga diária em todas as partes do mundo. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo (2001) revelou na pesquisa quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 4 por minuto e uma a cada 15 segundos. E está intimamente relacionada ao aspecto cultural: a existência de diversas formas de agressão contra as mulheres e meninas são mais freqüentes em países de uma cultura masculina e menos incidentes em sociedades que buscam a equidade de gênero (Blay/ 2003). Até por isso, a grande necessidade de implantação de políticas públicas voltadas para as mulheres, em âmbito de direitos humanos tornam-se fundamentais. Por isso mesmo, é necessário à participação das mulheres no cenário de poder. No Legislativo e no Executivo destas políticas públicas voltadas ao gênero feminista.
Hoje no Brasil, no seu Parlamento, temos os seguintes e insuficientes números: Câmara de Deputados- 513 no total de parlamentares, 457 homens e apenas 46 mulheres, que significa 9%; no Senado Federal, uma Casa conhecida inclusive por ser ocupada por homens e mais velhos, os chamados "raposas-velhas da política" temos os seguintes números: das 81 cadeiras as mulheres ocupam apenas 10 num total de 12,3%, enquanto os senadores somam 71 cadeiras. Nas Assembléias Legislativas 126 mulheres como deputadas num universo de 1059 deputados estaduais, as mulheres representação assim 11,9% e no Poder Executivo dos 26 Estados mais o Distrito Federal, as mulheres governadoras são apenas 3, uma na região nordeste, outra na região norte e a outra na região sul. Não chega nem a uma por região.
Por isso, faz-se imprescindível a tomada do poder pelas mulheres. Fazendo suas vozes ecoarem nas direções partidárias em todas as instâncias, municipal, estadual e nacional, dentro das Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e no Congresso Nacional: Câmara e Senado. Além é óbvio do poder executivo, prefeituras, governos estaduais e a Presidência da República. Não dá para aceitar, que onde as mulheres são maioria de votantes, não tenhamos no Brasil, uma mulher Presidente. Se rompemos o ciclo de presidentes elitistas, doutores e bem formados e colocamos um homem sem diploma universitário faz-se necessário agora termos uma mulher na Presidência. Uma mulher que independente de seu partido, seja realmente a porta-voz da nação brasileira como um todo, que governe para todos, mas que implemente as políticas femininas e derrube de uma vez com o sentimento machista e atrasado. As mulheres precisam assumir a tarefa de fiscalizar e implementar ações e leis como a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que passou a vigorar em setembro do referido ano. Que 2008 e 2010 sejam anos de avanços na participação feminina na política institucional, uma vez que por lei, 30% das vagas devem ser destinadas às mulheres nas disputas proporcionais, ou seja, vereadora, deputadas estadual e federal e senadoras.
Que as mulheres façam valer sua força e assim como em seus lares, comandem com suas mãos de ferro as ações e políticas do dia a dia. No bairro, na escola, na igreja, nos partidos, nas associações e ONGS e em todos os espaços existentes e ainda vagos de suas importantíssimas presenças como, por exemplo, na própria Executiva nacional das/dos Estudantes de Letras, um curso historicamente cuja presença feminina é predominante, é fundamental que nos encontros estaduais, regionais e nacional as estudantes assumam as tarefas e principalmente no ENEL possam disputar e assumir a direção da entidade.
Salve as mulheres, salve as mães, as filhas, as professoras, as amantes carinhosas e dedicadas, compreensivas e amadas. Salve a todas as "Marias, a todas as Clarices" **, a todas as Anas, a todas "essas mulheres que de manhã cedo acordam, arrumam-se, botam a mesa" *** e vão à luta por um mundo mais justo, honesto, igual, solidário, feminista e realmente amoroso. Um mundo realmente humano.
* Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas da UCSal.
** Trecho de "O bêbado e a equilibrista", música de João Bosco e Aldir Blanc.
*** Trecho de "Essa Mulher", música de Joyce e Ana Terra, ambas gravadas por Elis Regina Carvalho Costa.
O Dia Internacional da Mulher tem sua origem unicamente em um fato político. O primeiro dia dedicado às mulheres deu-se em virtude do protesto organizado por trabalhadoras de fábricas de vestuário e indústria têxtil em 8 de março de 1857 em Nova Iorque. Essas mulheres protestavam contra as más condições de trabalho e os reduzidos salários (desde aquela época e até os dias de hoje, essa falsa dicotomia de que mulheres devem ganhar menos que homens é existente). Esse dado é fundamental para que possamos saber de onde vem o dia 8 de março como dia Internacional da Mulher, não tendo nada haver com o incêndio na fábrica Triangler Shirtwaist, que ocorreu em Nova Iorque onde 146 trabalhadoras morreram queimadas. Este incêndio aconteceu em 25 de março de 1911 e segundo a versão muito difundida as trabalhadoras protestavam e foram queimadas vivas. O fato é que esse protesto (segundo a história) nunca aconteceu e essas mulheres morreram por falta de segurança no trabalho.
Por tanto o dia internacional da Mulher nasce da luta organizada das mulheres trabalhadoras que reivindicaram os seus direitos e o incêndio na fábrica têxtil pode ser apontado como o primeiro ato de violência contra as mulheres trabalhadoras, uma vez que, a direção da empresa não investiu em segurança para as suas trabalhadoras. Ao longo dos anos as mulheres sempre tiveram que lutar e lutaram para conseguir qualquer coisa. Todos os direitos hoje assegurados são frutos das lutas de diversas lutadoras de diferentes épocas e nacionalidades, cores e visões criticas e religiosas.
Mas um motivo de luta das mulheres que até hoje reina na pauta de reivindicações é justamente o direito à vida, o direito a ter sua integridade física garantida e respeitada. A luta contra a violência feminina vem sendo motivo dessa saga diária em todas as partes do mundo. Segundo dados da Fundação Perseu Abramo (2001) revelou na pesquisa quase 2,1 milhões de mulheres são espancadas por ano, sendo 175 mil por mês, 5,8 mil por dia, 4 por minuto e uma a cada 15 segundos. E está intimamente relacionada ao aspecto cultural: a existência de diversas formas de agressão contra as mulheres e meninas são mais freqüentes em países de uma cultura masculina e menos incidentes em sociedades que buscam a equidade de gênero (Blay/ 2003). Até por isso, a grande necessidade de implantação de políticas públicas voltadas para as mulheres, em âmbito de direitos humanos tornam-se fundamentais. Por isso mesmo, é necessário à participação das mulheres no cenário de poder. No Legislativo e no Executivo destas políticas públicas voltadas ao gênero feminista.
Hoje no Brasil, no seu Parlamento, temos os seguintes e insuficientes números: Câmara de Deputados- 513 no total de parlamentares, 457 homens e apenas 46 mulheres, que significa 9%; no Senado Federal, uma Casa conhecida inclusive por ser ocupada por homens e mais velhos, os chamados "raposas-velhas da política" temos os seguintes números: das 81 cadeiras as mulheres ocupam apenas 10 num total de 12,3%, enquanto os senadores somam 71 cadeiras. Nas Assembléias Legislativas 126 mulheres como deputadas num universo de 1059 deputados estaduais, as mulheres representação assim 11,9% e no Poder Executivo dos 26 Estados mais o Distrito Federal, as mulheres governadoras são apenas 3, uma na região nordeste, outra na região norte e a outra na região sul. Não chega nem a uma por região.
Por isso, faz-se imprescindível a tomada do poder pelas mulheres. Fazendo suas vozes ecoarem nas direções partidárias em todas as instâncias, municipal, estadual e nacional, dentro das Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e no Congresso Nacional: Câmara e Senado. Além é óbvio do poder executivo, prefeituras, governos estaduais e a Presidência da República. Não dá para aceitar, que onde as mulheres são maioria de votantes, não tenhamos no Brasil, uma mulher Presidente. Se rompemos o ciclo de presidentes elitistas, doutores e bem formados e colocamos um homem sem diploma universitário faz-se necessário agora termos uma mulher na Presidência. Uma mulher que independente de seu partido, seja realmente a porta-voz da nação brasileira como um todo, que governe para todos, mas que implemente as políticas femininas e derrube de uma vez com o sentimento machista e atrasado. As mulheres precisam assumir a tarefa de fiscalizar e implementar ações e leis como a Lei 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, que passou a vigorar em setembro do referido ano. Que 2008 e 2010 sejam anos de avanços na participação feminina na política institucional, uma vez que por lei, 30% das vagas devem ser destinadas às mulheres nas disputas proporcionais, ou seja, vereadora, deputadas estadual e federal e senadoras.
Que as mulheres façam valer sua força e assim como em seus lares, comandem com suas mãos de ferro as ações e políticas do dia a dia. No bairro, na escola, na igreja, nos partidos, nas associações e ONGS e em todos os espaços existentes e ainda vagos de suas importantíssimas presenças como, por exemplo, na própria Executiva nacional das/dos Estudantes de Letras, um curso historicamente cuja presença feminina é predominante, é fundamental que nos encontros estaduais, regionais e nacional as estudantes assumam as tarefas e principalmente no ENEL possam disputar e assumir a direção da entidade.
Salve as mulheres, salve as mães, as filhas, as professoras, as amantes carinhosas e dedicadas, compreensivas e amadas. Salve a todas as "Marias, a todas as Clarices" **, a todas as Anas, a todas "essas mulheres que de manhã cedo acordam, arrumam-se, botam a mesa" *** e vão à luta por um mundo mais justo, honesto, igual, solidário, feminista e realmente amoroso. Um mundo realmente humano.
* Law Araújo é estudante de Letras Vernáculas da UCSal.
** Trecho de "O bêbado e a equilibrista", música de João Bosco e Aldir Blanc.
*** Trecho de "Essa Mulher", música de Joyce e Ana Terra, ambas gravadas por Elis Regina Carvalho Costa.
terça-feira, 4 de março de 2008
A Desgraça da Universidade do Século XXI
A desgraça da Universidade do século XXI é justamente o fato de que os seus estudantes não estão voltados à pesquisa e nem a criação de nada. Temos visto cada vez mais universitários e universitárias que acordam, arrumam-se, entram e saem das suas Universidades, sejam elas públicas ou privadas, e só. Não fazem pesquisas e nem são estimulados a tal, não criam nada, nem mesmos nos cursos tradicionalmente voltados à criação tais quais Letras, Músicas, Artes, Filosofia.
Posso assistir, por exemplo, Universidade Federal da Bahia, a UFBa, que um dia foi a escola de Tom Zé e nada mais depois de Tom Zé foi mostrado a Bahia, ao Brasil e ao mundo. O que a Escola de Música e Artes da Federal da Bahia tem produzido? Onde estão os seus talentos? Onde estão os novos e as novas “Tom Zés”? O curso de Letras tanto da Bahia (UCSal, UFBa, UNEB, UNFACS e outras) como dos demais estados brasileiros, que nada mostram ao país, exceto, uma ou outra que realiza pesquisas cientificas e ainda guardam vivas e bem acessas a chama do porquê existe Universidade, fora essas não temos visto nada. Os estudantes entram nas bibliotecas, pegam livros e vão estudar para o que cairá na prova e simplesmente estudam, decoram, fazem à prova e “tchau e bênção”, “morreu Maria-preá”. Onde está o debate lingüístico? Onde estão os debates sociolingüísticos e literários? Nem na roda dos estudantes de Letras você encontra.
A verdade é que as Universidades de hoje estão apenas fabricando diplomas e a cada dia absorvendo mais e mais pessoas em busca desses diplomas. Não estão em busca do conhecimento, de promover o conhecimento e muito menos de compartilhá-lo. A decadência estudantil é vista a cada dia e cada dia mais ficamos inertes a ela. O movimento estudantil não é igual, não luta da mesma maneira e com a mesma gana. Vemos o individualismo falar alto cada vez mais. Onde ficou perdido o sentimento de justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade tão peculiar aos jovens e aos universitários? Dias desses, há algum tempo já, meses ou anos... Não sei. Vi uma matéria na TV onde Tom Zé, cantor, compositor e que para mim está mil anos luz a nossa frente sempre e por isso, é tão incompreendido e pouco divulgado entre a minha e as novas gerações mesmo aqui na Bahia, sua terra natal. Ele fala dessa inquietude que o incomodava. Por que nós jovens de hoje, somos tão egos centristas e não damos a mínima para o negro que é discriminado, mesmo sendo também negro? Por que não damos valor algum à causa da mulher? Dos evangélicos e religiosos em geral? Pouco importa o número de jovens negros que são exterminados e pouco importa o número de gays, lésbicas que morrem só porque querem ser gays e lésbicas. Assim tem se portado a nossa geração, que diz ter esperança no amanhã e quer trazer outra geração a este mundo, que não estamos construindo, estamos sim deformando cada vez mais.
A sala de aula deixou de ser o local para este e outros debates. A pedagogia de hoje em escolas e Universidades tem sido cada vez mais louca, eu ensino (finjo pelo menos), vocês aprendem (fingem também) e vamos fazer tudo isso rápido porque temos hora a cumprir. O saber com hora marcada para começar e terminar. Onde já se viu? O saber não tem tempo determinado. Não existe demarcação de tempo no mar do saber e do conhecimento. No mar das descobertas. Da troca, professor X estudante. No mar da busca pelo conhecimento, das pesquisas, -que é para isso que se propõe a existência das Universidades- o tempo não é senhor. Não pára mais também não passa com a obrigatoriedade do façamos rápido, façamos por fazer. Eis ai, a verdadeira desgraça da Universidade brasileira. Perdeu-se o seu real sentido. Virou fábrica de diplomas e seus estudantes, cientistas, pesquisadores, passaram a ser meros clientes e nada mais.
Law Araújo, Estudante de Letras Vernáculas da Universidade Católica do Salvador, UCSal, filiado do PT de Salvador, membro da Corrente Interna EDP- Esquerda Democrática e Popular.
Posso assistir, por exemplo, Universidade Federal da Bahia, a UFBa, que um dia foi a escola de Tom Zé e nada mais depois de Tom Zé foi mostrado a Bahia, ao Brasil e ao mundo. O que a Escola de Música e Artes da Federal da Bahia tem produzido? Onde estão os seus talentos? Onde estão os novos e as novas “Tom Zés”? O curso de Letras tanto da Bahia (UCSal, UFBa, UNEB, UNFACS e outras) como dos demais estados brasileiros, que nada mostram ao país, exceto, uma ou outra que realiza pesquisas cientificas e ainda guardam vivas e bem acessas a chama do porquê existe Universidade, fora essas não temos visto nada. Os estudantes entram nas bibliotecas, pegam livros e vão estudar para o que cairá na prova e simplesmente estudam, decoram, fazem à prova e “tchau e bênção”, “morreu Maria-preá”. Onde está o debate lingüístico? Onde estão os debates sociolingüísticos e literários? Nem na roda dos estudantes de Letras você encontra.
A verdade é que as Universidades de hoje estão apenas fabricando diplomas e a cada dia absorvendo mais e mais pessoas em busca desses diplomas. Não estão em busca do conhecimento, de promover o conhecimento e muito menos de compartilhá-lo. A decadência estudantil é vista a cada dia e cada dia mais ficamos inertes a ela. O movimento estudantil não é igual, não luta da mesma maneira e com a mesma gana. Vemos o individualismo falar alto cada vez mais. Onde ficou perdido o sentimento de justiça, igualdade, fraternidade, solidariedade tão peculiar aos jovens e aos universitários? Dias desses, há algum tempo já, meses ou anos... Não sei. Vi uma matéria na TV onde Tom Zé, cantor, compositor e que para mim está mil anos luz a nossa frente sempre e por isso, é tão incompreendido e pouco divulgado entre a minha e as novas gerações mesmo aqui na Bahia, sua terra natal. Ele fala dessa inquietude que o incomodava. Por que nós jovens de hoje, somos tão egos centristas e não damos a mínima para o negro que é discriminado, mesmo sendo também negro? Por que não damos valor algum à causa da mulher? Dos evangélicos e religiosos em geral? Pouco importa o número de jovens negros que são exterminados e pouco importa o número de gays, lésbicas que morrem só porque querem ser gays e lésbicas. Assim tem se portado a nossa geração, que diz ter esperança no amanhã e quer trazer outra geração a este mundo, que não estamos construindo, estamos sim deformando cada vez mais.
A sala de aula deixou de ser o local para este e outros debates. A pedagogia de hoje em escolas e Universidades tem sido cada vez mais louca, eu ensino (finjo pelo menos), vocês aprendem (fingem também) e vamos fazer tudo isso rápido porque temos hora a cumprir. O saber com hora marcada para começar e terminar. Onde já se viu? O saber não tem tempo determinado. Não existe demarcação de tempo no mar do saber e do conhecimento. No mar das descobertas. Da troca, professor X estudante. No mar da busca pelo conhecimento, das pesquisas, -que é para isso que se propõe a existência das Universidades- o tempo não é senhor. Não pára mais também não passa com a obrigatoriedade do façamos rápido, façamos por fazer. Eis ai, a verdadeira desgraça da Universidade brasileira. Perdeu-se o seu real sentido. Virou fábrica de diplomas e seus estudantes, cientistas, pesquisadores, passaram a ser meros clientes e nada mais.
Law Araújo, Estudante de Letras Vernáculas da Universidade Católica do Salvador, UCSal, filiado do PT de Salvador, membro da Corrente Interna EDP- Esquerda Democrática e Popular.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
QUERO
Estou vivendo essa fase agora, assim estou e assim melhor tenho me achado.
Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca sem pó, nem
fumaça
Quero um mundo feito sem porta ou
vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaço em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodar nas asas do girassol
Fazer cristais com gotas de orvalho
Cobrir de flores campos de aço
Beijar de leve a face da lua
Interpretação: Elis Regina, maior nome da música mundial; Composição: Thomas Roth
Quero ver o sol atrás do muro
Quero um refúgio que seja seguro
Uma nuvem branca sem pó, nem
fumaça
Quero um mundo feito sem porta ou
vidraça
Quero uma estrada que leve à verdade
Quero a floresta em lugar da cidade
Uma estrela pura de ar respirável
Quero um lago limpo de água potável
Quero voar de mãos dadas com você
Ganhar o espaço em bolhas de sabão
Escorregar pelas cachoeiras
Pintar o mundo de arco-íris
Quero rodar nas asas do girassol
Fazer cristais com gotas de orvalho
Cobrir de flores campos de aço
Beijar de leve a face da lua
Interpretação: Elis Regina, maior nome da música mundial; Composição: Thomas Roth
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Comentário sobre Cuba
Comentário sobre Cuba
Por Edízio Nunes
A revolução Cubana de 1959 foi um dos principais movimentos revolucionários do mundo, pela sua ousadia e tenacidade de seu líder Fidel Castro. Contrariando os elementos da teoria marxista clássica, do amadurecimento das forças objetivas e subjetivas, uma vanguarda militar coordena a tomada do poder na Ilha e transforma-se em referência para toda América Latina e Caribe. Raul, seu irmão, inclusive já membro do partido comunista cubano, achava aquela tarefa um vanguardismo.
No Brasil algumas organizações de esquerda tentam adotar o modelo cubano na década de 60 - a teoria da tomada do campo pela cidade - a guerrilha do Araguaia é um exemplo. Isso não deu certo, pois o Brasil é outra realidade histórica e cultural.
Fidel é o grande líder desse processo, mas o povo cubano tinha um sentimento de pertencimento muito aguçado e esse elemento de ser humilhado, pisoteado pelos norte-americanos, dava todo um charme a idéia de identidade cultural e de classe com os guerrilheiros da Sierra Maestra, o que levou as massas a gradativamente irem aderindo aos revolucionários. Mas Cuba não é revolução de Fidel. Este homem é quem consegue captar o sentimento do povo e traduzi-lo em ação revolucionária. Mesmo numa Ilha onde o principal fundamento econômico era cana de açúcar, os cassinos e bordéis freqüentados pelos seguidores de Fugêncio Batista e a burguesia marginal dos EUA.
Entretanto o afastamento de Fidel do posto de comandante em chefe de Cuba é hoje, essencial para revigorar o processo da revolução, que tem de ser capaz de, por dentro do sistema, renovar-se, repensar modelos, experimentar uma transição que não signifique retorno ao capitalismo.
Grande gesto de Fidel que, mais uma vez, dá uma lição à história dos Estados Unidos com sua democracia representativa, sustentada pelos dólares usurpados dos povos oprimidos da América Latina e África.
A experiência cubana é singular, mas não nos serve de modelo, pois não acredito em modelos, e sim, em processos construídos à luz de cada realidade histórica, mas serve de referência de ousadia de socialistas que em condições piores, foram capazes de ousar.
Por Edízio Nunes
A revolução Cubana de 1959 foi um dos principais movimentos revolucionários do mundo, pela sua ousadia e tenacidade de seu líder Fidel Castro. Contrariando os elementos da teoria marxista clássica, do amadurecimento das forças objetivas e subjetivas, uma vanguarda militar coordena a tomada do poder na Ilha e transforma-se em referência para toda América Latina e Caribe. Raul, seu irmão, inclusive já membro do partido comunista cubano, achava aquela tarefa um vanguardismo.
No Brasil algumas organizações de esquerda tentam adotar o modelo cubano na década de 60 - a teoria da tomada do campo pela cidade - a guerrilha do Araguaia é um exemplo. Isso não deu certo, pois o Brasil é outra realidade histórica e cultural.
Fidel é o grande líder desse processo, mas o povo cubano tinha um sentimento de pertencimento muito aguçado e esse elemento de ser humilhado, pisoteado pelos norte-americanos, dava todo um charme a idéia de identidade cultural e de classe com os guerrilheiros da Sierra Maestra, o que levou as massas a gradativamente irem aderindo aos revolucionários. Mas Cuba não é revolução de Fidel. Este homem é quem consegue captar o sentimento do povo e traduzi-lo em ação revolucionária. Mesmo numa Ilha onde o principal fundamento econômico era cana de açúcar, os cassinos e bordéis freqüentados pelos seguidores de Fugêncio Batista e a burguesia marginal dos EUA.
Entretanto o afastamento de Fidel do posto de comandante em chefe de Cuba é hoje, essencial para revigorar o processo da revolução, que tem de ser capaz de, por dentro do sistema, renovar-se, repensar modelos, experimentar uma transição que não signifique retorno ao capitalismo.
Grande gesto de Fidel que, mais uma vez, dá uma lição à história dos Estados Unidos com sua democracia representativa, sustentada pelos dólares usurpados dos povos oprimidos da América Latina e África.
A experiência cubana é singular, mas não nos serve de modelo, pois não acredito em modelos, e sim, em processos construídos à luz de cada realidade histórica, mas serve de referência de ousadia de socialistas que em condições piores, foram capazes de ousar.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Fidel: O Grande e eterno Líder
Foi com profundo sentimento de tristeza e inconformismo que recebi a notícia da renúncia do grande líder Fidel Castro do poder em Cuba. Entendo sua frágil saúde, mas não aceito a saída do líder de cena.
Revolta-me ainda mais ver Bush dizer que agora terá democracia em Cuba. Igual a que ele implantou no Iraque? Deus queira que nunca, mesmo sem Fidel no poder, os EUA consigam chegar perto de Cuba e tentar qualquer coisa contra aquele povo. Fica também uma prova, Bush e os EUA nunca foram e nem serão páreos para Fidel. Só o nome e a presença de Fidel fazem os inimigos do mundo tremerem.
Uma breve possível e segura recuperação a Fidel Castro. Solidariedade ao povo cubano e sempre: Vivas a Fidel!!! Viva a Cuba!!! E Vivas ao Socialismo!!!!
Revolta-me ainda mais ver Bush dizer que agora terá democracia em Cuba. Igual a que ele implantou no Iraque? Deus queira que nunca, mesmo sem Fidel no poder, os EUA consigam chegar perto de Cuba e tentar qualquer coisa contra aquele povo. Fica também uma prova, Bush e os EUA nunca foram e nem serão páreos para Fidel. Só o nome e a presença de Fidel fazem os inimigos do mundo tremerem.
Uma breve possível e segura recuperação a Fidel Castro. Solidariedade ao povo cubano e sempre: Vivas a Fidel!!! Viva a Cuba!!! E Vivas ao Socialismo!!!!
A IURD e a Imprensa
A Igreja Universal do Reino de Deus, IURD, Igreja Evangélica que mais cresceu nos últimos anos, exatos 30 anos desde sua fundação em 1977 no Estado do Rio de janeiro, pelo então Pastor Edir Macedo. Depois de muitas acusações e sem direito de resposta, resolveu processar e contra-atacar a imprensa que a calunia.
Várias ações foram e estão sendo movidas na Justiça por fiéis e pastores da IURD do Brasil contra os Jornais O Globo, Folha de São Paulo e A Tarde, de Salvador, na Bahia. Apoio a iniciativa da Igreja e não vejo tentativa de coibir, inibir ou impedir que a liberdade de imprensa seja respeitada. A Igreja Universal, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja católica e todas as outras têm todo o direito de reagir quando forem insultadas e sentirem-se ultrajadas. O Bispo Edir Macedo tem todo o direito de defender-se e processar aqueles que sem provas o acusam disso ou aquilo outro.
Os jornalistas, a imprensa brasileira tem que ter mais cuidado com o que fala, escrevem e principalmente como administra o direito de resposta, que inúmeras vezes é negada. Certa também está a IURD e o Bispo Macedo de fazerem uso da Rede Record de Televisão e dos demais meios de comunicação da Igreja. Não é primeira vez que a imprensa do Brasil, em especial das organizações Globo e da família Civita acusam e bancam os inocentes. É preciso saber melhor compreender as duas faces da moeda.
Várias ações foram e estão sendo movidas na Justiça por fiéis e pastores da IURD do Brasil contra os Jornais O Globo, Folha de São Paulo e A Tarde, de Salvador, na Bahia. Apoio a iniciativa da Igreja e não vejo tentativa de coibir, inibir ou impedir que a liberdade de imprensa seja respeitada. A Igreja Universal, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja católica e todas as outras têm todo o direito de reagir quando forem insultadas e sentirem-se ultrajadas. O Bispo Edir Macedo tem todo o direito de defender-se e processar aqueles que sem provas o acusam disso ou aquilo outro.
Os jornalistas, a imprensa brasileira tem que ter mais cuidado com o que fala, escrevem e principalmente como administra o direito de resposta, que inúmeras vezes é negada. Certa também está a IURD e o Bispo Macedo de fazerem uso da Rede Record de Televisão e dos demais meios de comunicação da Igreja. Não é primeira vez que a imprensa do Brasil, em especial das organizações Globo e da família Civita acusam e bancam os inocentes. É preciso saber melhor compreender as duas faces da moeda.
A Memória de Thiago Almeida "Ratinho"
É com profunda tristeza que escrevo à memória de um grande amigo, irmão, companheiro e primo que adotei nesta vida louca vida, como cantou o poeta um dia. Thiago Almeida, o Thiago "Ratinho" como era carinhosamente conhecido por nós, nos deixou neste mês de fevereiro. Infelizmente. E nos deixou porque perdemos um amigo para as drogas, para as facilidades que o mundo do trafico oferece.
Ratinho, 19 anos, pai de um filho de 2 anos, era a figura e não porque morreu, mais engraçada que conheci em toda a minha existência. Quantas vezes ri com a dança dele, com as piadas e histórias de uma vida já sofrida. A verdade é que, pouco viveu e muito viveu. Viveu pouco em números. Foram apenas 19 anos de idade. Faria 20 anos dia 22 de Fevereiro agora. E como será dolorido este aniversário. Como será dolorido este 2 de Julho, sem ele na caminhada pelas ruas históricas desta cidade do Salvador.
Mas Ratinho viveu muito, muitas misérias e sofrimentos e muitas alegrias que teve e principalmente, que deu a nós, seus amigos. Acho que nos fez mais feliz que foi. A saudade, o inconformismo, a dor, a vontade de chorar que não passa, o choro que não sai, o choro que vem e eu não derramo, tudo isso, um conflito dramático, me dói e dói muito. Como queria que ele estivesse aqui. Como queria ouvi-lo me chamar de "boneco de macumba". Gostaria de poder abraçá-lo neste aniversário dele.
Thiago morreu e não mais tinha tido a chance de falar com ele. Não me recordo a última vez que estive com ele. Mas me recordo das alegrias, brincadeiras. Me recordo da gente juntos, eu, ele, Silas e Joilson "Jiló" na Ponta de Humaitá, na Cidade baixa. Reunidos na Praia da Ribeira. Dia feliz, o nosso "happy day". Escrevo só para desabafo d'alma. A dor que sinto é maior que estas linhas poderá fazer você que lê entender e sentir. Sem medo de ser feliz, sem medo dos preconceitos e acusações, digo que eu verdadeiramente tinha um profundo respeito e consideração por Thiago Ratinho. Tinha amor por este cara. Amor de quem quer ver o amigo se dando bem, e até por isso, lutei para ajudá-lo a voltar a estudar. Quanto quis que ele fosse para o Landulfo Alves (Colégio) e lá comandasse o Grêmio estudantil.
Amigo você realmente não sabe a falta que faz. Não sabe a dor que deixou com sua prematura ida. Eu perdi um grande amigo porque o mesmo foi seduzido pelo mundo do tráfico, a vida fácil. Ganhava bem vendendo drogas e assim achou que seria melhor sua vida. Eis que o emprego rentável trousse a morte como brinde. É sempre assim, morre-se cedo nesta vida. Nunca se aprendi. A mim sobrou o dever de pôr em letras o que sinto. Não conseguindo devida minha incompetência, registro apenas essas humildes "Memórias". Memórias de um ser especial que mesmo tendo ido para o crime, que não apoio e nem incentivo que ninguém vá, são as memórias daquele amigo para o qual abri a porta de minha vida. Que me deu alegria. Não te crucifico cara. Queria sim que estivesse ainda aqui, infelizmente não está, mas saiba onde quer que esteja e que todos e todas que lerem possam saber, eu o considerava muito. Admirava demais, só esqueci de dizer isso em vida. Deixei para semana que vinha e essa não veio. agora entendo o que Pitty diz com: "*Diga sempre tudo o que precisa dizer, arrisque mais para não se arrepender, nós não temos todo tempo do mundo e o tempo já passou". Ele arriscou e eu não disse o que precisava dizer. Fica o adeus. Adeus meu amigo e irmão.
*Trecho da música Semana que vem de Pitty, CD Admirável Chip Novo.
Ratinho, 19 anos, pai de um filho de 2 anos, era a figura e não porque morreu, mais engraçada que conheci em toda a minha existência. Quantas vezes ri com a dança dele, com as piadas e histórias de uma vida já sofrida. A verdade é que, pouco viveu e muito viveu. Viveu pouco em números. Foram apenas 19 anos de idade. Faria 20 anos dia 22 de Fevereiro agora. E como será dolorido este aniversário. Como será dolorido este 2 de Julho, sem ele na caminhada pelas ruas históricas desta cidade do Salvador.
Mas Ratinho viveu muito, muitas misérias e sofrimentos e muitas alegrias que teve e principalmente, que deu a nós, seus amigos. Acho que nos fez mais feliz que foi. A saudade, o inconformismo, a dor, a vontade de chorar que não passa, o choro que não sai, o choro que vem e eu não derramo, tudo isso, um conflito dramático, me dói e dói muito. Como queria que ele estivesse aqui. Como queria ouvi-lo me chamar de "boneco de macumba". Gostaria de poder abraçá-lo neste aniversário dele.
Thiago morreu e não mais tinha tido a chance de falar com ele. Não me recordo a última vez que estive com ele. Mas me recordo das alegrias, brincadeiras. Me recordo da gente juntos, eu, ele, Silas e Joilson "Jiló" na Ponta de Humaitá, na Cidade baixa. Reunidos na Praia da Ribeira. Dia feliz, o nosso "happy day". Escrevo só para desabafo d'alma. A dor que sinto é maior que estas linhas poderá fazer você que lê entender e sentir. Sem medo de ser feliz, sem medo dos preconceitos e acusações, digo que eu verdadeiramente tinha um profundo respeito e consideração por Thiago Ratinho. Tinha amor por este cara. Amor de quem quer ver o amigo se dando bem, e até por isso, lutei para ajudá-lo a voltar a estudar. Quanto quis que ele fosse para o Landulfo Alves (Colégio) e lá comandasse o Grêmio estudantil.
Amigo você realmente não sabe a falta que faz. Não sabe a dor que deixou com sua prematura ida. Eu perdi um grande amigo porque o mesmo foi seduzido pelo mundo do tráfico, a vida fácil. Ganhava bem vendendo drogas e assim achou que seria melhor sua vida. Eis que o emprego rentável trousse a morte como brinde. É sempre assim, morre-se cedo nesta vida. Nunca se aprendi. A mim sobrou o dever de pôr em letras o que sinto. Não conseguindo devida minha incompetência, registro apenas essas humildes "Memórias". Memórias de um ser especial que mesmo tendo ido para o crime, que não apoio e nem incentivo que ninguém vá, são as memórias daquele amigo para o qual abri a porta de minha vida. Que me deu alegria. Não te crucifico cara. Queria sim que estivesse ainda aqui, infelizmente não está, mas saiba onde quer que esteja e que todos e todas que lerem possam saber, eu o considerava muito. Admirava demais, só esqueci de dizer isso em vida. Deixei para semana que vinha e essa não veio. agora entendo o que Pitty diz com: "*Diga sempre tudo o que precisa dizer, arrisque mais para não se arrepender, nós não temos todo tempo do mundo e o tempo já passou". Ele arriscou e eu não disse o que precisava dizer. Fica o adeus. Adeus meu amigo e irmão.
*Trecho da música Semana que vem de Pitty, CD Admirável Chip Novo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Frase de Luther King Júnior
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Reverndo Martin Luther King Jr.
Reverndo Martin Luther King Jr.
Kaká, o dinheiro, a Igreja e a Fé
Até onde podemos nos intrometer, divulgar e execrar publicamente a vida de uma pessoa? Tem a mídia e a Justiça direito de se intrometer no que diz respeito à vida e o dinheiro de uma pessoa, mesmo sendo este famoso?
Um promotor, pelo simples fato do jogador, melhor do mundo, diga-se de passagem, ter entregado um troféu que ganhou de melhor do mundo a Igreja que freqüenta resolveu investigá-lo e expor sua vida a mídia desocupada deste país.
Kaká tem o direito de ter fé e acredita no que quiser. Tem o direito de dar quanto quiser por mês ou ano a sua Igreja e ninguém tem nada haver com isso. O dinheiro é dele e o troféu foi entregue a ele. Ele deu uma camisa ao Presidente Lula, foi certo ou errado? Vamos opinar? Não. A Igreja Católica Apostólica Romana recebe ajuda dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. A Igreja Renascer em Cristo (freqüentada por Kaká e sua esposa), a Igreja Universal do Reino de Deus, as Igrejas Batista, a Igreja do Sétimo Dia não recebem ajuda dos governos e só tem os fiéis, aqueles que crêem no que essas Igrejas pregam para doar e mantê-las de portas abertas.
É um absurdo e de indignar a qualquer pessoa o que a Justiça brasileira e a mídia tem se prestado a fazer. Parabéns a Kaká por ser o melhor do mundo em que vivemos e será certamente o melhor do mundo por vir, para aqueles que crêem no mundo por vir. Fica aqui o repúdio ao promotor e a mídia.
Um promotor, pelo simples fato do jogador, melhor do mundo, diga-se de passagem, ter entregado um troféu que ganhou de melhor do mundo a Igreja que freqüenta resolveu investigá-lo e expor sua vida a mídia desocupada deste país.
Kaká tem o direito de ter fé e acredita no que quiser. Tem o direito de dar quanto quiser por mês ou ano a sua Igreja e ninguém tem nada haver com isso. O dinheiro é dele e o troféu foi entregue a ele. Ele deu uma camisa ao Presidente Lula, foi certo ou errado? Vamos opinar? Não. A Igreja Católica Apostólica Romana recebe ajuda dos Governos Federal, Estaduais e Municipais. A Igreja Renascer em Cristo (freqüentada por Kaká e sua esposa), a Igreja Universal do Reino de Deus, as Igrejas Batista, a Igreja do Sétimo Dia não recebem ajuda dos governos e só tem os fiéis, aqueles que crêem no que essas Igrejas pregam para doar e mantê-las de portas abertas.
É um absurdo e de indignar a qualquer pessoa o que a Justiça brasileira e a mídia tem se prestado a fazer. Parabéns a Kaká por ser o melhor do mundo em que vivemos e será certamente o melhor do mundo por vir, para aqueles que crêem no mundo por vir. Fica aqui o repúdio ao promotor e a mídia.
Raça Negra
NEGRITUDE E EDUCAÇÃO
“Eu conheço nossa história, sempre trago na memória, as mentiras da escola, embrulhei e foi pro lixo...”. Edson Gomes.
A história do povo negro sempre foi contada conforme o “olhar branco”. Nunca na escola interessou-se a ensinar sobre os negros e as negras realmente. O que a escola nos ensina é que no dia 13 de maio a Princesa Isabel, imbuída de grande generosidade e cansada de ver os negros e as negras levando chibatadas, resolveu por assim dizer, liberta-los. Ora, “Santa” Isabel.
O Movimento Negro e seus ativistas rejeitam a data 13 de maio. Comemoram então a data 20 de novembro. Dia de Zumbi. E quem foi Zumbi? Nas escolas pouco se fala, e onde se fala, resume-se a um negro que fugiu da Senzala e levou consigo outros negros e negras e lá montaram o seu Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Por que falar de Zumbi? Ignoram. Negro e nordestino, realmente os “donos” da educação e da história acham que é desnecessário.
A questão racial passa inseparadamente pela discussão educacional. É na escola, que as crianças negras aprendem nos livros escolares sem desenhos e ou fotos de negros. Quando ouvem falar de negro é na aula de literatura onde ainda, infelizmente ensina-se Monteiro Lobato, o maior racista de nossa literatura e da literatura mundial (porque assim não o dizer?). Um sítio, onde uma velhinha boa e branca vive com seus netos brancos, com uma boneca falante que não perde a chance de humilhar a negra da história, a empregada, que generosamente é chamada de “tia”. A boneca que ganha vida é o centro das atenções e suas vontades têm que ser respeitada pela negra serviçal.
A implantação do ensino da história da África nas escolas públicas e privadas deste país é uma ação louvável conseguida assim como a libertação dos escravos graças ao povo negro e sua luta. Não foi Isabel quem deu o presente há anos atrás e da mesma forma não foi Lula quem deu hoje. Foi luta. O entendimento de que se deve olhar com especial atenção para a educação infantil é fundamental, pois, nessa fase surgem os apelidos, as brincadeiras preconceituosas e a “síndrome de inferioridade”. Crianças se acham inferior por sua cor, devido a professoras racistas e despreparadas que não dão a mínima para o que as crianças racistas, filhas de racistas fazem na sala de aula com os e as colegas.
Partindo de uma conscientização de igualdade racial na escola, pré-escola, colabora para que no ensino médio e universidade tenhamos pessoas negras conhecedoras de sua história e prontas para enfrentar o racismo que existe e que sofremos todos os dias, de segunda a sexta, incluindo sábados, domingos e feriados. O racismo não tira férias. O natal é racista, o carnaval é racista. Por esses motivos realmente não há educação plena sem educação racial, conscientização e ensino da real história dos negros e das negras. A história de Zumbi, de Martin Luther King, de Rosa Parckson, de Valdina Pinto, Luíza Mahim e tantos outros e outras do passado e contemporâneos.
OS LÍDERES E AS LÍDERES NEGR@S
“Deve ser legal, ser negão em Senegal” Chico César.
Zumbi dos Palmares é o maior referencial na galeria de líderes negros deste país e das Américas. A exemplo dele teve Luíza Mahim, Lélia Gonzáles ambas no Brasil, Rosa Parckson e o reverendo Pastor Martin Luther King Júnior nos Estados Unidos e temos Nelson Mandela na África.
Luíza Mahim - que lutou contra desigualdade racial na Cidade Baixa de Salvador. Rosa Parckson - mulher negra e corajosa que se negou a levantar do banco do ônibus para deixar o homem branco sentar, conforme era a “lei” e todos cumpriam. Rosa disse não. O ônibus então foi levado para a delegacia e Rosa presa. O povo negro foi às ruas e clamou pela libertação de Rosa que saiu e virou exemplo de luta. Dali para frente os negros e as negras passaram a pensaram muito antes de levantar do banco de um ônibus para deixar um homem branco ou uma mulher branca sentar. Era o grito de igualdade saindo das mentes e ecoando nas ruas, praças e avenidas. Igrejas, escolas e restaurantes. Subúrbios, bairros de luxo e nos guetos. Ecoou entre mulheres como Rosa e homens como Luther King. Ecoou entre jovens e idosos e crianças.
Mandela - Nelson Mandela, líder negro, homem preso, Presidente do povo, busto do bairro da Liberdade, bairro de maior população negra dentro de Salvador. Nem é preciso falar muito, a tirania teve que cair diante da humildade e carisma deste líder. Homem que o povo elegeu para mais do que presidir a Nação. Elegeu para pôr no maior posto do País, aquele que melhor poderia exercer tal tarefa.
Martin Luther King Júnior – Reverendo Pastor Evangélico das Igrejas Batistas Americanas, conhecidas por um alto número de fiéis negros e por sua música gospel forte e de melhor qualidade. Luther King ficou conhecido, pois assim como Gandhy, lutou sem armas. Quem não conhece a celebre frase proferida no discurso que fez diante de mais de cinqüenta mil pessoas “Eu tenho um sonho”. Quando depois de inúmeras agressões sofridas, todos esperavam que este homem revidasse. Convocasse as pessoas para a luta armada, “olho por olho dente por dente”. Mas ao invés disso, King disse ter um sonho, um sonho de igualdade. Um sonho de uma sociedade sem separação de cor. Dizia ele querer “que as crianças do Alabama (estado americano mais racista) negras e brancas dessem as mãos e vivessem em paz”. King morreu assassinado e não viu as crianças de cores diferentes crescerem unidas. Veremos nós em Salvador, na Bahia, no Brasil e no Mundo o sonho de Luther King realizado?
EXTERMÍNIO DO POVO E EM ESPECIAL DO JOVEM NEGRO
“... O guri no mato acha que rindo, acho que ta lindo de papo pro ar, desde o começo seu moço, eu não disse que ele chegava lá. Olha ai, olha ai é o meu guri olha ai.” Chico Buarque de Holanda.
Assistimos há anos atrás os grupos de extermínio da Bahia (embora existam os que acham que na Bahia não tem grupo de extermínio e crime organizado) matar o povo negro desta terra. Houve um tempo que parou e voltou agora? Não. Ele sempre esteve ai. Uma vez matando mais e outra vez matando menos. Mas sempre esteve do nosso lado. Bem perto.
Quem não conhece um amigo jovem negro que foi surrado pela polícia que o abordou, pediu documentos e depois só acharam o corpo. Dados estatísticos comprovam que até os 24 anos o jovem negro está em idade de risco e os que chegam e passam dos 25 são considerados sobreviventes. Iraque isso? Afeganistão? Estados Unidos da época de Luther King ou agora do governo Bush? Não! Isso é Brasil, Bahia, Salvador, terra negra, construída por negros. Com o sangue deste povo e agora, estão requerendo o sangue do povo negro de novo.
A juventude negra precisa de uma atenção voltada para si não por dó ou por caridade. A juventude negra precisa viver. Como qualquer ser humano independente de sua cor, raça, sexo, credo religioso, opção sexual ou orientação política. Como enfrentar a luta contra o extermínio do povo negro? Temos hoje no Estado da Bahia, uma nova força política que durante anos e anos esteve na oposição propondo ações e hoje está no governo. Temos uma Secretaria voltada para o povo negro, que é fantasma, pois seu orçamento é irrelevante para o tamanho da causa. Em Salvador, temos uma Secretaria semelhante. Criada na gestão Antônio Imbassahy, no último ano de governo do mesmo, pois soube que um dos planos do então candidato do Partido dos Trabalhadores, Nelson Pelegrino era justamente criar a secretaria de Combate ao Racismo. Imbassahy fez a da Reparação. João Henrique deu continuidade e sem orçamento a oferecer aos dois secretários que ocuparam a pasta nesses quatro anos de gestão JH, ou melhor, repassando a Secretaria a irrelevante quantia de quinze mil/mês.
Em 12 dias quatro jovens negros tiveram suas mortes levadas ao conhecimento de todos e todas pela imprensa baiana. Um em Pirajá, outro no Pela - Porco e agora um mais recente, artista circense e que por ironia do destino prestou serviços para o gabinete do Presidente da Comissão de Direitos Humanos Yulo Oiticica deputado estadual do PT da Bahia. Os crimes aumentaram com Wagner no poder? Não! Estão sendo publicisados com mais freqüência. Mais de fato, nem de longe a política de Segurança Pública do Governo Jacques Wagner corresponde às expectativas de vida dos seres desta terra. Temos uma Secretaria de Promoção da Igualdade, temos uma de Direitos Humanos (ou desumanos) e esta da Segurança que não assegura à população e nem segura seus policiais assassinos. Todos que vestem farda matam? Não! Mas muitos que matam vestem farda.
Com isso, esse Campo tem que fazendo jus ao seu próprio nome, Ousar Ser Diferente dos discursos de Direitos Humanos e Reparação racial existentes e agir. Convocando os manos e as minas das quebradas, guetos e ruelas, avenidas e bairros periféricos e populares, para juntos, mostrarmos a “coisa preta” para esta cidade e Estado. Para o Prefeito, Governador, secretários de Políticas Raciais e a sociedade como um todo. A sociedade que quer ver os negros e as negras em baixa tem que ver os pretos e as pretas no Alto... Alto da pomba, Alto do cruzeiro, Alto do Cabrito junto com os da Baixa... Cidade Baixa, Baixa da Égua, Baixa da Jia, Baixa do Soronha, Baixa de Quintas, Baixa do Sapateiro mostrando seu orgulho, sua raça, sua beleza na Liberdade, Centro, nas Cajazeiras, no sul e sudeste da Bahia, Nordeste e Norte desta terra e mostrando para o Brasil o início da Re-Evolução Racial, consciente de que podemos mais, podemos tudo, podemos sonhar e transforma-lo em realidade.
Law Araújo,
22 anos, Negro, Estudante Universitário, Soteropolitano, Baiano, Nordestino e Brasileiro.
“Eu conheço nossa história, sempre trago na memória, as mentiras da escola, embrulhei e foi pro lixo...”. Edson Gomes.
A história do povo negro sempre foi contada conforme o “olhar branco”. Nunca na escola interessou-se a ensinar sobre os negros e as negras realmente. O que a escola nos ensina é que no dia 13 de maio a Princesa Isabel, imbuída de grande generosidade e cansada de ver os negros e as negras levando chibatadas, resolveu por assim dizer, liberta-los. Ora, “Santa” Isabel.
O Movimento Negro e seus ativistas rejeitam a data 13 de maio. Comemoram então a data 20 de novembro. Dia de Zumbi. E quem foi Zumbi? Nas escolas pouco se fala, e onde se fala, resume-se a um negro que fugiu da Senzala e levou consigo outros negros e negras e lá montaram o seu Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Por que falar de Zumbi? Ignoram. Negro e nordestino, realmente os “donos” da educação e da história acham que é desnecessário.
A questão racial passa inseparadamente pela discussão educacional. É na escola, que as crianças negras aprendem nos livros escolares sem desenhos e ou fotos de negros. Quando ouvem falar de negro é na aula de literatura onde ainda, infelizmente ensina-se Monteiro Lobato, o maior racista de nossa literatura e da literatura mundial (porque assim não o dizer?). Um sítio, onde uma velhinha boa e branca vive com seus netos brancos, com uma boneca falante que não perde a chance de humilhar a negra da história, a empregada, que generosamente é chamada de “tia”. A boneca que ganha vida é o centro das atenções e suas vontades têm que ser respeitada pela negra serviçal.
A implantação do ensino da história da África nas escolas públicas e privadas deste país é uma ação louvável conseguida assim como a libertação dos escravos graças ao povo negro e sua luta. Não foi Isabel quem deu o presente há anos atrás e da mesma forma não foi Lula quem deu hoje. Foi luta. O entendimento de que se deve olhar com especial atenção para a educação infantil é fundamental, pois, nessa fase surgem os apelidos, as brincadeiras preconceituosas e a “síndrome de inferioridade”. Crianças se acham inferior por sua cor, devido a professoras racistas e despreparadas que não dão a mínima para o que as crianças racistas, filhas de racistas fazem na sala de aula com os e as colegas.
Partindo de uma conscientização de igualdade racial na escola, pré-escola, colabora para que no ensino médio e universidade tenhamos pessoas negras conhecedoras de sua história e prontas para enfrentar o racismo que existe e que sofremos todos os dias, de segunda a sexta, incluindo sábados, domingos e feriados. O racismo não tira férias. O natal é racista, o carnaval é racista. Por esses motivos realmente não há educação plena sem educação racial, conscientização e ensino da real história dos negros e das negras. A história de Zumbi, de Martin Luther King, de Rosa Parckson, de Valdina Pinto, Luíza Mahim e tantos outros e outras do passado e contemporâneos.
OS LÍDERES E AS LÍDERES NEGR@S
“Deve ser legal, ser negão em Senegal” Chico César.
Zumbi dos Palmares é o maior referencial na galeria de líderes negros deste país e das Américas. A exemplo dele teve Luíza Mahim, Lélia Gonzáles ambas no Brasil, Rosa Parckson e o reverendo Pastor Martin Luther King Júnior nos Estados Unidos e temos Nelson Mandela na África.
Luíza Mahim - que lutou contra desigualdade racial na Cidade Baixa de Salvador. Rosa Parckson - mulher negra e corajosa que se negou a levantar do banco do ônibus para deixar o homem branco sentar, conforme era a “lei” e todos cumpriam. Rosa disse não. O ônibus então foi levado para a delegacia e Rosa presa. O povo negro foi às ruas e clamou pela libertação de Rosa que saiu e virou exemplo de luta. Dali para frente os negros e as negras passaram a pensaram muito antes de levantar do banco de um ônibus para deixar um homem branco ou uma mulher branca sentar. Era o grito de igualdade saindo das mentes e ecoando nas ruas, praças e avenidas. Igrejas, escolas e restaurantes. Subúrbios, bairros de luxo e nos guetos. Ecoou entre mulheres como Rosa e homens como Luther King. Ecoou entre jovens e idosos e crianças.
Mandela - Nelson Mandela, líder negro, homem preso, Presidente do povo, busto do bairro da Liberdade, bairro de maior população negra dentro de Salvador. Nem é preciso falar muito, a tirania teve que cair diante da humildade e carisma deste líder. Homem que o povo elegeu para mais do que presidir a Nação. Elegeu para pôr no maior posto do País, aquele que melhor poderia exercer tal tarefa.
Martin Luther King Júnior – Reverendo Pastor Evangélico das Igrejas Batistas Americanas, conhecidas por um alto número de fiéis negros e por sua música gospel forte e de melhor qualidade. Luther King ficou conhecido, pois assim como Gandhy, lutou sem armas. Quem não conhece a celebre frase proferida no discurso que fez diante de mais de cinqüenta mil pessoas “Eu tenho um sonho”. Quando depois de inúmeras agressões sofridas, todos esperavam que este homem revidasse. Convocasse as pessoas para a luta armada, “olho por olho dente por dente”. Mas ao invés disso, King disse ter um sonho, um sonho de igualdade. Um sonho de uma sociedade sem separação de cor. Dizia ele querer “que as crianças do Alabama (estado americano mais racista) negras e brancas dessem as mãos e vivessem em paz”. King morreu assassinado e não viu as crianças de cores diferentes crescerem unidas. Veremos nós em Salvador, na Bahia, no Brasil e no Mundo o sonho de Luther King realizado?
EXTERMÍNIO DO POVO E EM ESPECIAL DO JOVEM NEGRO
“... O guri no mato acha que rindo, acho que ta lindo de papo pro ar, desde o começo seu moço, eu não disse que ele chegava lá. Olha ai, olha ai é o meu guri olha ai.” Chico Buarque de Holanda.
Assistimos há anos atrás os grupos de extermínio da Bahia (embora existam os que acham que na Bahia não tem grupo de extermínio e crime organizado) matar o povo negro desta terra. Houve um tempo que parou e voltou agora? Não. Ele sempre esteve ai. Uma vez matando mais e outra vez matando menos. Mas sempre esteve do nosso lado. Bem perto.
Quem não conhece um amigo jovem negro que foi surrado pela polícia que o abordou, pediu documentos e depois só acharam o corpo. Dados estatísticos comprovam que até os 24 anos o jovem negro está em idade de risco e os que chegam e passam dos 25 são considerados sobreviventes. Iraque isso? Afeganistão? Estados Unidos da época de Luther King ou agora do governo Bush? Não! Isso é Brasil, Bahia, Salvador, terra negra, construída por negros. Com o sangue deste povo e agora, estão requerendo o sangue do povo negro de novo.
A juventude negra precisa de uma atenção voltada para si não por dó ou por caridade. A juventude negra precisa viver. Como qualquer ser humano independente de sua cor, raça, sexo, credo religioso, opção sexual ou orientação política. Como enfrentar a luta contra o extermínio do povo negro? Temos hoje no Estado da Bahia, uma nova força política que durante anos e anos esteve na oposição propondo ações e hoje está no governo. Temos uma Secretaria voltada para o povo negro, que é fantasma, pois seu orçamento é irrelevante para o tamanho da causa. Em Salvador, temos uma Secretaria semelhante. Criada na gestão Antônio Imbassahy, no último ano de governo do mesmo, pois soube que um dos planos do então candidato do Partido dos Trabalhadores, Nelson Pelegrino era justamente criar a secretaria de Combate ao Racismo. Imbassahy fez a da Reparação. João Henrique deu continuidade e sem orçamento a oferecer aos dois secretários que ocuparam a pasta nesses quatro anos de gestão JH, ou melhor, repassando a Secretaria a irrelevante quantia de quinze mil/mês.
Em 12 dias quatro jovens negros tiveram suas mortes levadas ao conhecimento de todos e todas pela imprensa baiana. Um em Pirajá, outro no Pela - Porco e agora um mais recente, artista circense e que por ironia do destino prestou serviços para o gabinete do Presidente da Comissão de Direitos Humanos Yulo Oiticica deputado estadual do PT da Bahia. Os crimes aumentaram com Wagner no poder? Não! Estão sendo publicisados com mais freqüência. Mais de fato, nem de longe a política de Segurança Pública do Governo Jacques Wagner corresponde às expectativas de vida dos seres desta terra. Temos uma Secretaria de Promoção da Igualdade, temos uma de Direitos Humanos (ou desumanos) e esta da Segurança que não assegura à população e nem segura seus policiais assassinos. Todos que vestem farda matam? Não! Mas muitos que matam vestem farda.
Com isso, esse Campo tem que fazendo jus ao seu próprio nome, Ousar Ser Diferente dos discursos de Direitos Humanos e Reparação racial existentes e agir. Convocando os manos e as minas das quebradas, guetos e ruelas, avenidas e bairros periféricos e populares, para juntos, mostrarmos a “coisa preta” para esta cidade e Estado. Para o Prefeito, Governador, secretários de Políticas Raciais e a sociedade como um todo. A sociedade que quer ver os negros e as negras em baixa tem que ver os pretos e as pretas no Alto... Alto da pomba, Alto do cruzeiro, Alto do Cabrito junto com os da Baixa... Cidade Baixa, Baixa da Égua, Baixa da Jia, Baixa do Soronha, Baixa de Quintas, Baixa do Sapateiro mostrando seu orgulho, sua raça, sua beleza na Liberdade, Centro, nas Cajazeiras, no sul e sudeste da Bahia, Nordeste e Norte desta terra e mostrando para o Brasil o início da Re-Evolução Racial, consciente de que podemos mais, podemos tudo, podemos sonhar e transforma-lo em realidade.
Law Araújo,
22 anos, Negro, Estudante Universitário, Soteropolitano, Baiano, Nordestino e Brasileiro.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Marta Suplicy: 2008 e 2010
Sem dúvidas o futuro eleitoral do PT nas eleições de 2010, a primeira sem Lula, começa a ser decidido agora em 2008. E Marta Suplicy é peça fundamental neste tabuleiro e a mesma já começou a mexer nele.
Marta 2010!!!
O jogo de MartaA ministra do Turismo já decidiu que vai concorrer à Prefeitura de São Paulo e essa disputa pode definir a estratégia de 2010Por HUGO MARQUES
DISCRETA Marta evita discutir a candidatura em público para preservar cargo
A eleição para a Prefeitura de São Paulo este ano terá sapato alto, muita maquiagem e perfume francês. Marta Suplicy vem aí. A ministra do Turismo decidiu entrar na disputa para tentar retornar à prefeitura. “Eu sou candidata”, confirmou ela, dias atrás, em conversa reservada com a direção do Partido dos Trabalhadores. “Mas vamos esperar o momento certo para lançar a candidatura.” Marta pretende oficializar sua entrada na disputa no início de junho, quando termina o prazo de desincompatibilização do Ministério. Até lá, antes de se assumir, deve fazer de tudo para tentar se manter no armário. “Tenho até o dia 5 de junho para pensar”, disse à ISTOÉ, na quinta-feira 17. Com os gravadores desligados, contudo, os olhos azuis da ministra ganham novo brilho quando o assunto é prefeitura. Para garantir a eleição, Marta já articula nos bastidores do governo: envia emissários a possíveis aliados políticos, ensaia pactos com adversários, trabalha em dobro no Ministério para liberar o maior volume possível de verbas no menor espaço de tempo. “Nenhum outro candidato tem a mesma possibilidade de vitória que Marta”, avisa Tarso Genro, ministro da Justiça. “Ninguém vai confrontar com a popularidade dela.”
No Ministério do Turismo, Marta vem usando sua caneta Mont Blanc para fazer obras, fechar convênios e distribuir dinheiro para festas e eventos. Ela encerrou 2007 com execução orçamentária de 99%. Só para obras de infra- estrutura, liberou R$ 1,1 bilhão. Em convênios, foram assinados 750 em todo o País, 90 deles para São Paulo. A Associação da Parada do Orgulho dos Gays, Lésbicas e Transgêneros recebeu R$ 250 mil para o desfile de junho na avenida Paulista. O Centro de Tradições Nordestinas, de São Paulo, ganhou R$ 175 mil para o São João. Para a Festa da Mandioca de Santa Maria da Serra, R$ 46 mil. Outra dezena de prefeituras ganhou dinheiro para a Festa do Peão de Boiadeiro. Os convênios do Turismo somaram R$ 158 milhões. Elegante, como convém a uma Suplicy (por casamento), discretíssima, como se espera de uma neta do barão Smith de Vasconcellos, Marta proibiu a divulgação pelo Ministério da lista de convênios de seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Mas garante que houve aumento dos gastos desde que chegou à Pasta.
PUBLICAMENTE, MARTA DIZ QUE TEM ATÉ JUNHO PARA PENSAR. MAS ELA JÁ ARTICULA O APOIO DE PARTIDOS DA BASE ALIADA
Ora, se Marta está se saindo tão bem no governo, por que evita colocar sua candidatura na rua? Porque tem uma estratégia traçada com início, meio e fim. Agora ela tem um cargo a preservar. Se admitir que é candidata, disse a confidentes, inviabiliza sua gestão, criando um clima de constrangimento, por exemplo, nas inaugurações de obras de prefeituras de outros partidos. Marta também não pode ser candidata de si mesma. Ela vem de uma derrota sofrida; em 2004 perdeu a reeleição para José Serra. Agora precisa ser a candidata do PT. Necessita que o presidente Lula suba com vontade em seu palanque. Por isso vai esperar placidamente até que Lula lhe peça para entrar na luta. Ademais, Marta avalia que será uma eleição muito difícil, ou contra o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, ou contra o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM – ou ainda contra os dois ao mesmo tempo. Se perder em missão do partido, retorna para a Esplanada. Mas a razão principal para a protelação é política. Alckmin e Kassab estão se digladiando para saber quem será o candidato e essa briga pode implodir a tradicional aliança dos tucanos. Para Marta, quanto mais brigarem, melhor. Se oficializar sua candidatura agora, pode precipitar um acordo dos dois contra ela.
Qualquer que seja o cenário, a eleição paulistana será sangrenta. Pela última pesquisa do Ibope, de dezembro, Marta largaria na frente no primeiro turno, com 27% dos votos, contra 24% de Alckmin e 12% de Kassab. Mas na simulação do segundo turno, ela perderia feio para Alckmin, com 12 pontos percentuais de diferença, 50% contra 38%. A questão é que a batalha pela prefeitura paulistana é o fato político mais importante do ano. Seu resultado vai delinear a política brasileira dos próximos anos, até as eleições gerais de 2010. Quem vencer em São Paulo sairá em posição privilegiada para a grande disputa em jogo, o controle da Presidência da República. São Paulo tem oito milhões de eleitores e sua Prefeitura tem o terceiro maior orçamento do País. Hoje, o Estado de São Paulo inteiro é uma fortaleza de poder nas mãos da aliança de oposição a Lula, PSDB e DEM. Ganhando Alckmin ou Kassab, tanto faz, Serra terá uma catapulta à sua disposição em 2010. O PT, por sua vez, em 2006 levou uma surra dos eleitores paulistas e sulistas. Para o PT, é vital furar a resistência dos adversários e criar um encrave em São Paulo. Marta é a única petista com chances de vencer. “Essa eleição é o início do arranjo para a sustentação de um candidato de centro-esquerda que represente o presidente Lula”, avisa Tarso Genro.
Marta já colocou seu time de confiança em campo para fazer as articulações. No PT nacional, falam por ela os deputados federais Jilmar Tatto e Cândido Vacarezza. Em São Paulo, articulam no varejo o deputado estadual Rui Falcão e o vereador José Américo. O plano é garantir um grande arco de alianças ainda no primeiro turno. No momento, tentam abocanhar o “bloquinho de esquerda”: PSB, PDT e PCdoB. O bloquinho tem candidato: o deputado Aldo Rebello, do PCdoB. Marta pediu ajuda a Ciro Gomes, do PSB, para convencer Aldo a cerrar fileira com ela ainda no primeiro turno. Já lhe avisaram que será muito difícil. Aldo quer ir até o fim. Mas quem vai resolver a parada, na verdade, será o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. Ele é o vice de Aldo; e é só ele quem tem como arrumar dinheiro para financiar a campanha. “O objetivo agora é unificar em São Paulo os partidos da base do governo Lula”, diz o ministro da Previdência, Luiz Marinho.
Outro que está sendo cortejado é o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista. Tempos atrás, Marta declarou de público que Quércia “não é confiável”. Agora, está de olho nos quase cinco minutos que o PMDB terá no horário eleitoral. Como contrapartida, oferece o Ministério do Turismo para o ex-governador indicar algum aliado. Dois emissários de Marta procuraram Quércia. Perguntaram apenas se tem diálogo. “Tem”, respondeu. Nesta semana, Quércia conversa com Edinho Silva, presidente do PT paulista. “A situação com o PT não é boa”, avisa Quércia. “Eles não são santos do nosso altar.” Ele prefere fechar uma aliança com Kassab ou com Alckmin.
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab brigam para ver quem disputará a prefeitura. Marta assiste de camarote
Mas a indefinição entre tucanos e democratas deve prosseguir até junho. Como é público, Serra quer apoiar Kassab, enquanto Alckmin insiste em ser o candidato do PSDB. É inacreditável, mas até a noite da quinta-feira 17, Serra e Alckmin não haviam conversado uma única vez sobre a sucessão paulista. A um dirigente tucano, Serra disse que “já sabe da aspiração de Geraldo”, mas reclamou que “ele ainda não veio conversar comigo sobre isso”. Alckmin, por sua vez, reclama que Serra até agora não o convidou para discutir o assunto. Neste momento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen, do DEM, tentam negociar um bom acordo. A proposta deles é que Kassab seja candidacandidato a prefeito agora e Alckmin a governador em 2010 – e todos apóiem Serra para presidente da República. Alckmin disse que, a princípio, tudo bem. Mas exige que Serra lhe faça um convite oficial, com testemunhas. Disse que não confia em Serra e teme que, em 2010, acabe ungindo outro nome. Como se vê, uma eleição com muito salto alto. Depois que o Carnaval passar, FHC, Bornhausen e o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, planejam obrigar as partes a começar a dialogar. Pelos cálculos do trio, conseguirão arrancar um acordo por volta de maio ou junho. É justamente o tempo que Marta Suplicy precisa para preparar novos modelitos de campanha.
Extraído de:terra.com.br
Marta 2010!!!
O jogo de MartaA ministra do Turismo já decidiu que vai concorrer à Prefeitura de São Paulo e essa disputa pode definir a estratégia de 2010Por HUGO MARQUES
DISCRETA Marta evita discutir a candidatura em público para preservar cargo
A eleição para a Prefeitura de São Paulo este ano terá sapato alto, muita maquiagem e perfume francês. Marta Suplicy vem aí. A ministra do Turismo decidiu entrar na disputa para tentar retornar à prefeitura. “Eu sou candidata”, confirmou ela, dias atrás, em conversa reservada com a direção do Partido dos Trabalhadores. “Mas vamos esperar o momento certo para lançar a candidatura.” Marta pretende oficializar sua entrada na disputa no início de junho, quando termina o prazo de desincompatibilização do Ministério. Até lá, antes de se assumir, deve fazer de tudo para tentar se manter no armário. “Tenho até o dia 5 de junho para pensar”, disse à ISTOÉ, na quinta-feira 17. Com os gravadores desligados, contudo, os olhos azuis da ministra ganham novo brilho quando o assunto é prefeitura. Para garantir a eleição, Marta já articula nos bastidores do governo: envia emissários a possíveis aliados políticos, ensaia pactos com adversários, trabalha em dobro no Ministério para liberar o maior volume possível de verbas no menor espaço de tempo. “Nenhum outro candidato tem a mesma possibilidade de vitória que Marta”, avisa Tarso Genro, ministro da Justiça. “Ninguém vai confrontar com a popularidade dela.”
No Ministério do Turismo, Marta vem usando sua caneta Mont Blanc para fazer obras, fechar convênios e distribuir dinheiro para festas e eventos. Ela encerrou 2007 com execução orçamentária de 99%. Só para obras de infra- estrutura, liberou R$ 1,1 bilhão. Em convênios, foram assinados 750 em todo o País, 90 deles para São Paulo. A Associação da Parada do Orgulho dos Gays, Lésbicas e Transgêneros recebeu R$ 250 mil para o desfile de junho na avenida Paulista. O Centro de Tradições Nordestinas, de São Paulo, ganhou R$ 175 mil para o São João. Para a Festa da Mandioca de Santa Maria da Serra, R$ 46 mil. Outra dezena de prefeituras ganhou dinheiro para a Festa do Peão de Boiadeiro. Os convênios do Turismo somaram R$ 158 milhões. Elegante, como convém a uma Suplicy (por casamento), discretíssima, como se espera de uma neta do barão Smith de Vasconcellos, Marta proibiu a divulgação pelo Ministério da lista de convênios de seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Mas garante que houve aumento dos gastos desde que chegou à Pasta.
PUBLICAMENTE, MARTA DIZ QUE TEM ATÉ JUNHO PARA PENSAR. MAS ELA JÁ ARTICULA O APOIO DE PARTIDOS DA BASE ALIADA
Ora, se Marta está se saindo tão bem no governo, por que evita colocar sua candidatura na rua? Porque tem uma estratégia traçada com início, meio e fim. Agora ela tem um cargo a preservar. Se admitir que é candidata, disse a confidentes, inviabiliza sua gestão, criando um clima de constrangimento, por exemplo, nas inaugurações de obras de prefeituras de outros partidos. Marta também não pode ser candidata de si mesma. Ela vem de uma derrota sofrida; em 2004 perdeu a reeleição para José Serra. Agora precisa ser a candidata do PT. Necessita que o presidente Lula suba com vontade em seu palanque. Por isso vai esperar placidamente até que Lula lhe peça para entrar na luta. Ademais, Marta avalia que será uma eleição muito difícil, ou contra o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, ou contra o atual prefeito, Gilberto Kassab, do DEM – ou ainda contra os dois ao mesmo tempo. Se perder em missão do partido, retorna para a Esplanada. Mas a razão principal para a protelação é política. Alckmin e Kassab estão se digladiando para saber quem será o candidato e essa briga pode implodir a tradicional aliança dos tucanos. Para Marta, quanto mais brigarem, melhor. Se oficializar sua candidatura agora, pode precipitar um acordo dos dois contra ela.
Qualquer que seja o cenário, a eleição paulistana será sangrenta. Pela última pesquisa do Ibope, de dezembro, Marta largaria na frente no primeiro turno, com 27% dos votos, contra 24% de Alckmin e 12% de Kassab. Mas na simulação do segundo turno, ela perderia feio para Alckmin, com 12 pontos percentuais de diferença, 50% contra 38%. A questão é que a batalha pela prefeitura paulistana é o fato político mais importante do ano. Seu resultado vai delinear a política brasileira dos próximos anos, até as eleições gerais de 2010. Quem vencer em São Paulo sairá em posição privilegiada para a grande disputa em jogo, o controle da Presidência da República. São Paulo tem oito milhões de eleitores e sua Prefeitura tem o terceiro maior orçamento do País. Hoje, o Estado de São Paulo inteiro é uma fortaleza de poder nas mãos da aliança de oposição a Lula, PSDB e DEM. Ganhando Alckmin ou Kassab, tanto faz, Serra terá uma catapulta à sua disposição em 2010. O PT, por sua vez, em 2006 levou uma surra dos eleitores paulistas e sulistas. Para o PT, é vital furar a resistência dos adversários e criar um encrave em São Paulo. Marta é a única petista com chances de vencer. “Essa eleição é o início do arranjo para a sustentação de um candidato de centro-esquerda que represente o presidente Lula”, avisa Tarso Genro.
Marta já colocou seu time de confiança em campo para fazer as articulações. No PT nacional, falam por ela os deputados federais Jilmar Tatto e Cândido Vacarezza. Em São Paulo, articulam no varejo o deputado estadual Rui Falcão e o vereador José Américo. O plano é garantir um grande arco de alianças ainda no primeiro turno. No momento, tentam abocanhar o “bloquinho de esquerda”: PSB, PDT e PCdoB. O bloquinho tem candidato: o deputado Aldo Rebello, do PCdoB. Marta pediu ajuda a Ciro Gomes, do PSB, para convencer Aldo a cerrar fileira com ela ainda no primeiro turno. Já lhe avisaram que será muito difícil. Aldo quer ir até o fim. Mas quem vai resolver a parada, na verdade, será o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. Ele é o vice de Aldo; e é só ele quem tem como arrumar dinheiro para financiar a campanha. “O objetivo agora é unificar em São Paulo os partidos da base do governo Lula”, diz o ministro da Previdência, Luiz Marinho.
Outro que está sendo cortejado é o ex-governador Orestes Quércia, presidente do PMDB paulista. Tempos atrás, Marta declarou de público que Quércia “não é confiável”. Agora, está de olho nos quase cinco minutos que o PMDB terá no horário eleitoral. Como contrapartida, oferece o Ministério do Turismo para o ex-governador indicar algum aliado. Dois emissários de Marta procuraram Quércia. Perguntaram apenas se tem diálogo. “Tem”, respondeu. Nesta semana, Quércia conversa com Edinho Silva, presidente do PT paulista. “A situação com o PT não é boa”, avisa Quércia. “Eles não são santos do nosso altar.” Ele prefere fechar uma aliança com Kassab ou com Alckmin.
Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab brigam para ver quem disputará a prefeitura. Marta assiste de camarote
Mas a indefinição entre tucanos e democratas deve prosseguir até junho. Como é público, Serra quer apoiar Kassab, enquanto Alckmin insiste em ser o candidato do PSDB. É inacreditável, mas até a noite da quinta-feira 17, Serra e Alckmin não haviam conversado uma única vez sobre a sucessão paulista. A um dirigente tucano, Serra disse que “já sabe da aspiração de Geraldo”, mas reclamou que “ele ainda não veio conversar comigo sobre isso”. Alckmin, por sua vez, reclama que Serra até agora não o convidou para discutir o assunto. Neste momento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador Jorge Bornhausen, do DEM, tentam negociar um bom acordo. A proposta deles é que Kassab seja candidacandidato a prefeito agora e Alckmin a governador em 2010 – e todos apóiem Serra para presidente da República. Alckmin disse que, a princípio, tudo bem. Mas exige que Serra lhe faça um convite oficial, com testemunhas. Disse que não confia em Serra e teme que, em 2010, acabe ungindo outro nome. Como se vê, uma eleição com muito salto alto. Depois que o Carnaval passar, FHC, Bornhausen e o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, planejam obrigar as partes a começar a dialogar. Pelos cálculos do trio, conseguirão arrancar um acordo por volta de maio ou junho. É justamente o tempo que Marta Suplicy precisa para preparar novos modelitos de campanha.
Extraído de:terra.com.br
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Deu Sérgio em Feira de Santana
Depois de um longo dia de prévias finalmente saiu o melhor resultado para o PT feirense. Sérgio Carneiro, Deputado Federal, filho do Senador João Durval (ex-prefeito de Feira e ex-governador da Bahia), ganhou as prévias realizadas ontem.
Derrotando assim Zé Neto, uma "estrela solitária" que tenta sempre operar por cima e conforme seus interesses. Membro da DS, aliado do ex-Campo Majoritário, Zé Neto disse no site de Samuel Celestino a célebre frase: "Criou-se muitas expectativas a minha volta". Derrotado no processo, espero agora que como um bom militante e homem público, reconhecedor de que a vontade das urnas deve sempre ser respeitada, ele participe da campanha de Sérgio a Prefeitura de Feira. Que dê apoio e vista a camisa do PT, nesta disputa, que sem dúvidas, será pesada e dura, pois, todos estão de olho na cidade de Feira. O Presidente estadual do DEM, ex-governador Paulo Souto, já disse que "a virada do DEM vem por Feira".
Portanto, é necessário que o derrotado e o seu grupo não tentem nenhuma operação grotesca e muito menos no popular, sabotagens a campanha que com certeza é vitoriosa como é a campanha do companheiro e futuro Prefeito de Feira de Santana, Sérgio Carneiro.
Vivas ao PT de Feira!!!
Vivas ao PT da Bahia!!!
Derrotando assim Zé Neto, uma "estrela solitária" que tenta sempre operar por cima e conforme seus interesses. Membro da DS, aliado do ex-Campo Majoritário, Zé Neto disse no site de Samuel Celestino a célebre frase: "Criou-se muitas expectativas a minha volta". Derrotado no processo, espero agora que como um bom militante e homem público, reconhecedor de que a vontade das urnas deve sempre ser respeitada, ele participe da campanha de Sérgio a Prefeitura de Feira. Que dê apoio e vista a camisa do PT, nesta disputa, que sem dúvidas, será pesada e dura, pois, todos estão de olho na cidade de Feira. O Presidente estadual do DEM, ex-governador Paulo Souto, já disse que "a virada do DEM vem por Feira".
Portanto, é necessário que o derrotado e o seu grupo não tentem nenhuma operação grotesca e muito menos no popular, sabotagens a campanha que com certeza é vitoriosa como é a campanha do companheiro e futuro Prefeito de Feira de Santana, Sérgio Carneiro.
Vivas ao PT de Feira!!!
Vivas ao PT da Bahia!!!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Carta aberta a Átila!!!
Ano novo, vida nova.
Neste ano de 2008 iniciamos sem uma figura que quem conheceu melhor do que eu, sabe muito bem, era uma figura extraordinária. Um cara engraçado, prestativo, amigo de verdade.
Desprendido de besteiras, de vaidades. Conheci Átila durante o Encontro baiano d@s estudantes de Letras na Universidade Federal de Feira de Santana. Lá ri bastante com ele, principalmente quando Cassiano me pôs no comando do refeitório, ele chegou atrasado um dia e eu não o deixei jantar. Ele passou o resto do EBEL dizendo, "tem gente ruim, me deixou com fome".
Pegou meu sabonete para tomar banho, sumiu, não tomou o banho e quase não me deixava tomar o meu. Um cara atrapalhado? Não, engraçado. Conversamos pouco, nos conhecemos pouco, vivemos pouco tempo juntos, ou será que Átila que viveu pouco? Não, ele viveu o tempo que era para viver e alegrar o dia a dia de cada um dos que passaram por sua vida. Quem conheceu Átila, foi privilegiado (a), foi merecedor de estar com ele. Agradeço a Deus por ele ter existido, agradeço a ele im memória por ter participado ativamente do EBEL 2007. Agradeço mais uma vez a Coordenação do EBEL por ter me deixado participar, ajudar e assim, conviver com Átila.
Hoje, inciamos 2008 sem esse cabra retado de Feira de Santana. A cidade mais próxima de tudo segundo Bira do "Sexteto do Jô". Perto de Roma, de Paris, da Venezuela, do Iraque, da Conchicina. Perto do coração de Átila que nos deixou nos últimos dias de 2007.
Mas para sempre será lembrado por nós estudantes de Letras da Bahia, de Sergipe e por seus amigos e familiares.
Adeus Átila!!!!!
Vá ao encontro de Deus na certeza de que sua missão na terra foi certa. Não foi em vão!!!!
Fica o resistro neste "BLOG" de seu novo e curto amigo, Law Araújo!!!!
Saudades!!!!! Átila!!!!!!!
Neste ano de 2008 iniciamos sem uma figura que quem conheceu melhor do que eu, sabe muito bem, era uma figura extraordinária. Um cara engraçado, prestativo, amigo de verdade.
Desprendido de besteiras, de vaidades. Conheci Átila durante o Encontro baiano d@s estudantes de Letras na Universidade Federal de Feira de Santana. Lá ri bastante com ele, principalmente quando Cassiano me pôs no comando do refeitório, ele chegou atrasado um dia e eu não o deixei jantar. Ele passou o resto do EBEL dizendo, "tem gente ruim, me deixou com fome".
Pegou meu sabonete para tomar banho, sumiu, não tomou o banho e quase não me deixava tomar o meu. Um cara atrapalhado? Não, engraçado. Conversamos pouco, nos conhecemos pouco, vivemos pouco tempo juntos, ou será que Átila que viveu pouco? Não, ele viveu o tempo que era para viver e alegrar o dia a dia de cada um dos que passaram por sua vida. Quem conheceu Átila, foi privilegiado (a), foi merecedor de estar com ele. Agradeço a Deus por ele ter existido, agradeço a ele im memória por ter participado ativamente do EBEL 2007. Agradeço mais uma vez a Coordenação do EBEL por ter me deixado participar, ajudar e assim, conviver com Átila.
Hoje, inciamos 2008 sem esse cabra retado de Feira de Santana. A cidade mais próxima de tudo segundo Bira do "Sexteto do Jô". Perto de Roma, de Paris, da Venezuela, do Iraque, da Conchicina. Perto do coração de Átila que nos deixou nos últimos dias de 2007.
Mas para sempre será lembrado por nós estudantes de Letras da Bahia, de Sergipe e por seus amigos e familiares.
Adeus Átila!!!!!
Vá ao encontro de Deus na certeza de que sua missão na terra foi certa. Não foi em vão!!!!
Fica o resistro neste "BLOG" de seu novo e curto amigo, Law Araújo!!!!
Saudades!!!!! Átila!!!!!!!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
DS: Direita Socialista parte II
A antiga Democracia Socialista, hoje ao meu ver, Direita Socialista, fez essa opção não ontem, mais bem antes do Processo de Eleições Direitas 2007 (PED). A postura da DS tem sido sempre de dialogar comas forças externas PCdoB e PSB e só depois, e leia-se, quando suas pretenções fracassam, é que procuram, lembram das forças internas.
Não quero aqui pregar um casamento super-inter-mega-hiper fiel da DS conosco da EDP ou com os/as companheir@s da AE, BS, TM, O Trabalho, Movimento PT e demais correntes, incluindo a Articulação Unidade na Luta. Quero apenas lembrar, que como corrente interna do Partido dos Trabalhadores, a DS teria (uso o passado, pois os membros da DS não pensam assim, ou se pensam, não agem da mesma maneira) que primeiro dialogar com as forças do PT, visto que eles são do PT, embora comportem-se como não sendo e ainda tenham a cara de pau de falar dos companheiros e das companheiras da Corrente O Trabalho, julgando-os como "O Trabalho comporta-se como se não fosse do PT". E qual é mesmo a postura da DS?
Vemos isso no Movimento Sindical, Estudantil: Universitário e Secundaristas e nos demais movimentos sociais e populares. Eu quero lembrar que respeito a forma de agir e pensar da DS, até porque tem esse sireito de optar pelo centro ou pela Direita e até porque, eu graças a Deus, quando entrei no PT, embora tenha sido convidado a conhecer a DS, não optei por ela e dela nunca fui e jamais serei membro. Mas tem certas coisas que ficam feias para o Partido dos Trabalhadores. Unir-se nas eleições internas com a Unidade na Luta, Reencantar e 2 de Julho, pode!!!! Tudo bem e normal, até porque é uma eleição interna e eles tem esse e outros direitos. O que não dá é na rua, no movimento sindical, estudantil, de mulheres, de negros e negras, glbtt e outros a DS viver de procurar o PCdoB e na juventude/M.E Estudantil a UJS e quando dá errado querer correr atrás das forças internas. O primeiro debate, a primeira discussão, a primeira proposta de composição tem que ser com as forças do PT. Se não dá para compor, ai procura-se os aliados de fora.
Posicionar-se como inimigo dos que militam sobre o mesmo teto (legenda) e amigar-se com os de fora é complicado e pega mal para o partido. A DS mostrou quando o deputado federal Walter Pinheiro fez -no momento em que o Governo Lula mais precisava e estava sendo (perdoe-me pelo gerundismo) espancado e desqualificado- uma plenária para decidir se saia ou ficava no PT, a corrente disse: "Vá Walter Pinheiro, nós ficamos", Pinheiro logo fez uma reflexão e permaneceu no Partido. Uma corrente que diante de outra e diversos companheir@s que sairam permanece, até mesmo sob a ameaça de perder seu deputado federal, sua repersentação no Congresso Nacional, diz que vai ficar, deve mostrar mais carinho e real amor pelo partido que optou em permanecer.
Não me assusta a posição da DS e nem me amedrontam as caras feias, discursos agressivos que tenho sofrido por parte de pessoas da DS e de sua Juventude. Continuo na minha linha de racíocio e não tiro uma vírgula do que disse (escrevi) antes e do que digo (escrevo) agora. Pois democraticamente tenho o direito de assim fazê-lo, pois a Constituição me garante e vivemos numa democracia a qual a Corrente DS renega em sua "aureliana" explicação, pois age e tem sido mais com "D" de Direita do que de Democracia.
Agora para finalizar é bom deixar explicito que: a DS não tem depois deste PED a menor condição e moral para cobrar apoio por exemplo no caso do DCE UCSal, onde tem gerido de forma péssima, onde a Universidade Católica do Salvador passa por mais uma (e talvez mais séria) crise querer que nós da EDP e da AE e de O Trabalho sejamos seus aliados, quando uma vez preferiram rachar deste a composição conosco e sairam com os "sem-partido" e nós, EDP, AE, O Trabalho e Reencantar (leia-se Paula Guerra e Tanan) fizemos uma chapa para o DCE e 50º CONUNE. Não posso olhar na cara de meus diversos e de minhas diversas amig@s de UCSal, sejam do meu curso Letras ou campus Lapa, ou sejam os de Pituaçu e Federação e diga para eles "O DCE trabalha, o DCE é bom" porque não é verdade e mentir para amig@s é que não vou. Entendo ser necessário também desde já uma reflexão dentro do DCE UFBa de como ficará esta relação e onde mais estejamos em parceria assistindo a forma DS de administrar seja o que for.
PT Saudações!!!!!!!!!
"As leis não bastam,
Os lírios não nascem das leis.
Meu nome é tumuto,
Escreve-se na pedra."
Carlos Drummond de Andrade.
Não quero aqui pregar um casamento super-inter-mega-hiper fiel da DS conosco da EDP ou com os/as companheir@s da AE, BS, TM, O Trabalho, Movimento PT e demais correntes, incluindo a Articulação Unidade na Luta. Quero apenas lembrar, que como corrente interna do Partido dos Trabalhadores, a DS teria (uso o passado, pois os membros da DS não pensam assim, ou se pensam, não agem da mesma maneira) que primeiro dialogar com as forças do PT, visto que eles são do PT, embora comportem-se como não sendo e ainda tenham a cara de pau de falar dos companheiros e das companheiras da Corrente O Trabalho, julgando-os como "O Trabalho comporta-se como se não fosse do PT". E qual é mesmo a postura da DS?
Vemos isso no Movimento Sindical, Estudantil: Universitário e Secundaristas e nos demais movimentos sociais e populares. Eu quero lembrar que respeito a forma de agir e pensar da DS, até porque tem esse sireito de optar pelo centro ou pela Direita e até porque, eu graças a Deus, quando entrei no PT, embora tenha sido convidado a conhecer a DS, não optei por ela e dela nunca fui e jamais serei membro. Mas tem certas coisas que ficam feias para o Partido dos Trabalhadores. Unir-se nas eleições internas com a Unidade na Luta, Reencantar e 2 de Julho, pode!!!! Tudo bem e normal, até porque é uma eleição interna e eles tem esse e outros direitos. O que não dá é na rua, no movimento sindical, estudantil, de mulheres, de negros e negras, glbtt e outros a DS viver de procurar o PCdoB e na juventude/M.E Estudantil a UJS e quando dá errado querer correr atrás das forças internas. O primeiro debate, a primeira discussão, a primeira proposta de composição tem que ser com as forças do PT. Se não dá para compor, ai procura-se os aliados de fora.
Posicionar-se como inimigo dos que militam sobre o mesmo teto (legenda) e amigar-se com os de fora é complicado e pega mal para o partido. A DS mostrou quando o deputado federal Walter Pinheiro fez -no momento em que o Governo Lula mais precisava e estava sendo (perdoe-me pelo gerundismo) espancado e desqualificado- uma plenária para decidir se saia ou ficava no PT, a corrente disse: "Vá Walter Pinheiro, nós ficamos", Pinheiro logo fez uma reflexão e permaneceu no Partido. Uma corrente que diante de outra e diversos companheir@s que sairam permanece, até mesmo sob a ameaça de perder seu deputado federal, sua repersentação no Congresso Nacional, diz que vai ficar, deve mostrar mais carinho e real amor pelo partido que optou em permanecer.
Não me assusta a posição da DS e nem me amedrontam as caras feias, discursos agressivos que tenho sofrido por parte de pessoas da DS e de sua Juventude. Continuo na minha linha de racíocio e não tiro uma vírgula do que disse (escrevi) antes e do que digo (escrevo) agora. Pois democraticamente tenho o direito de assim fazê-lo, pois a Constituição me garante e vivemos numa democracia a qual a Corrente DS renega em sua "aureliana" explicação, pois age e tem sido mais com "D" de Direita do que de Democracia.
Agora para finalizar é bom deixar explicito que: a DS não tem depois deste PED a menor condição e moral para cobrar apoio por exemplo no caso do DCE UCSal, onde tem gerido de forma péssima, onde a Universidade Católica do Salvador passa por mais uma (e talvez mais séria) crise querer que nós da EDP e da AE e de O Trabalho sejamos seus aliados, quando uma vez preferiram rachar deste a composição conosco e sairam com os "sem-partido" e nós, EDP, AE, O Trabalho e Reencantar (leia-se Paula Guerra e Tanan) fizemos uma chapa para o DCE e 50º CONUNE. Não posso olhar na cara de meus diversos e de minhas diversas amig@s de UCSal, sejam do meu curso Letras ou campus Lapa, ou sejam os de Pituaçu e Federação e diga para eles "O DCE trabalha, o DCE é bom" porque não é verdade e mentir para amig@s é que não vou. Entendo ser necessário também desde já uma reflexão dentro do DCE UFBa de como ficará esta relação e onde mais estejamos em parceria assistindo a forma DS de administrar seja o que for.
PT Saudações!!!!!!!!!
"As leis não bastam,
Os lírios não nascem das leis.
Meu nome é tumuto,
Escreve-se na pedra."
Carlos Drummond de Andrade.
CPI DO GRAMPO
CPI DO GRAMPO
O deputado federal Nelson Pellegrino (PT) foi escolhido para relatar a CPI que vai investigar escutas telefônicas no Supremo Tribunal Federal (STF). Pellegrino, que acompanha atento os últimos momentos das eleições internas do PT, confirmou que o ponto de partida dos trabalhos é a denúncia da revista Veja. "A idéia é seguirmos esse roteiro original e termos uma primeira reunião com a ministra Ellen Gracie para conversarmos sobre o procedimento de audiências públicas com os ministros do STF", disse. Fontes ligadas ao deputado acreditam que Pellegrino vai propor uma frente de trabalho para investigar o mal resolvido caso de 2002, quando a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi acionada para grampear uma "amante", o namorado dela e dezenas de adversários políticos do então senador ACM.
(Daniel Pinto)
extraído de: www.samuelcelestino .com.br
O deputado federal Nelson Pellegrino (PT) foi escolhido para relatar a CPI que vai investigar escutas telefônicas no Supremo Tribunal Federal (STF). Pellegrino, que acompanha atento os últimos momentos das eleições internas do PT, confirmou que o ponto de partida dos trabalhos é a denúncia da revista Veja. "A idéia é seguirmos esse roteiro original e termos uma primeira reunião com a ministra Ellen Gracie para conversarmos sobre o procedimento de audiências públicas com os ministros do STF", disse. Fontes ligadas ao deputado acreditam que Pellegrino vai propor uma frente de trabalho para investigar o mal resolvido caso de 2002, quando a Secretaria de Segurança Pública do Estado foi acionada para grampear uma "amante", o namorado dela e dezenas de adversários políticos do então senador ACM.
(Daniel Pinto)
extraído de: www.samuelcelestino .com.br
Pelegrino defende pacto para solucionar impasse no PT
EXCLUSIVO: Pelegrino defende pacto para solucionar impasse no PT
O deputado federal Nelson Pelegrino disse que o PT precisa ter maturidade para construir um pacto que estabeleça um comando unitário para a legenda a partir de agora, independentemente do resultado eleitoral para as presidências estadual e municipal.
“O partido não pode continuar sangrando, se dilacerando publicamente. Não pode ficar neste nível de divisão”, disse o deputado a este Política Livre, defendendo uma negociação entre as tendências que disputam o comando do PT no plano estadual e municipal.
Para Pelegrino, é preciso reconhecer o direito à recontagem em Salvador e analisar os recursos “que estão aí” contra o resultado da eleição à presidência estadual. Ele disse que, no início do confronto, chegou a ligar para Rui Costa para defender uma negociação.
Secretário estadual de Relações Institucionais, Costa é apontado, na atualidade, como uma das principais forças petistas por trás das candidaturas presidenciais de Jonas Paulo, ao PT estadual, e da vereadora Wania Galvão, ao PT de Salvador.
Os dois são adversários de Marcelino Galo, atual presidente estadual e candidato à reeleição, e de Edísio Nunes - que perdeu a eleição ao PT municipal por um voto de diferença para a vereadora -, ambos ligados a Pelegrino.
Além de ter ligado para Costa, Pelegrino telefonou para o deputado federal Walter Pinheiro e para o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, que apóiam as candidaturas adversárias, propondo uma solução negociada.
“O partido tem que ter maturidade para sentar à mesa e, à luz da legalidade, tentar uma solução”, disse o parlamentar. Por trás da disputa, está principalmente a definição sobre se o PT terá ou não candidato a prefeito de Salvador, postulação cobiçada por Pelegrino.
Nova Executiva do PT mostra crescimento da esquerda do partido na Bahia
Apesar da indefinição com relação a quem vai comandar o PT baiano nos próximos dois anos, a nova correlação de forças internas do partido já foi estabelecida desde o primeiro turno do PED, onde a representação das chamadas esquerdas do partido aumentou em detrimento do ex-Campo Majoritário.
Desta forma, o grupo do atual presidente Marcelino Galo passou de três para cinco assentos na Executiva, onde as forças ligadas a Jonas Paulo, em torno de quem está agrupado o ex-Campo Majoritário, perderam duas vagas, ficando com quatro. A tendência Democracia Socialista, do deputado federal Walter Pinheiro, permaneceu com dois assentos.
Já o grupo do secretário estadual Rui Costa, o Coletivo Reencantar, cresceu de uma para duas vagas no colegiado. “A nova correlação de forças estabelecida no primeiro turno do PED mostra claramente o crescimento dos grupos de Marcelino Galo e de Rui Costa na Executiva, ao passo que um decréscimo do ex-Campo Majoritário”, diz uma fonte petista.
Extraído de: www.politicalivre. com.br
O deputado federal Nelson Pelegrino disse que o PT precisa ter maturidade para construir um pacto que estabeleça um comando unitário para a legenda a partir de agora, independentemente do resultado eleitoral para as presidências estadual e municipal.
“O partido não pode continuar sangrando, se dilacerando publicamente. Não pode ficar neste nível de divisão”, disse o deputado a este Política Livre, defendendo uma negociação entre as tendências que disputam o comando do PT no plano estadual e municipal.
Para Pelegrino, é preciso reconhecer o direito à recontagem em Salvador e analisar os recursos “que estão aí” contra o resultado da eleição à presidência estadual. Ele disse que, no início do confronto, chegou a ligar para Rui Costa para defender uma negociação.
Secretário estadual de Relações Institucionais, Costa é apontado, na atualidade, como uma das principais forças petistas por trás das candidaturas presidenciais de Jonas Paulo, ao PT estadual, e da vereadora Wania Galvão, ao PT de Salvador.
Os dois são adversários de Marcelino Galo, atual presidente estadual e candidato à reeleição, e de Edísio Nunes - que perdeu a eleição ao PT municipal por um voto de diferença para a vereadora -, ambos ligados a Pelegrino.
Além de ter ligado para Costa, Pelegrino telefonou para o deputado federal Walter Pinheiro e para o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, que apóiam as candidaturas adversárias, propondo uma solução negociada.
“O partido tem que ter maturidade para sentar à mesa e, à luz da legalidade, tentar uma solução”, disse o parlamentar. Por trás da disputa, está principalmente a definição sobre se o PT terá ou não candidato a prefeito de Salvador, postulação cobiçada por Pelegrino.
Nova Executiva do PT mostra crescimento da esquerda do partido na Bahia
Apesar da indefinição com relação a quem vai comandar o PT baiano nos próximos dois anos, a nova correlação de forças internas do partido já foi estabelecida desde o primeiro turno do PED, onde a representação das chamadas esquerdas do partido aumentou em detrimento do ex-Campo Majoritário.
Desta forma, o grupo do atual presidente Marcelino Galo passou de três para cinco assentos na Executiva, onde as forças ligadas a Jonas Paulo, em torno de quem está agrupado o ex-Campo Majoritário, perderam duas vagas, ficando com quatro. A tendência Democracia Socialista, do deputado federal Walter Pinheiro, permaneceu com dois assentos.
Já o grupo do secretário estadual Rui Costa, o Coletivo Reencantar, cresceu de uma para duas vagas no colegiado. “A nova correlação de forças estabelecida no primeiro turno do PED mostra claramente o crescimento dos grupos de Marcelino Galo e de Rui Costa na Executiva, ao passo que um decréscimo do ex-Campo Majoritário”, diz uma fonte petista.
Extraído de: www.politicalivre. com.br
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
A Esperança Vermelha venceu o medo no PT da Bahia
A Esperança venceu o medo no PT da Bahia: Vencemos o medo dos que estão presos a cargos. Vencemos o medo de Ousar e ousamos e por isso o Galo cantou mais uma vez e mais forte. Marcelino é a representação dos anseios da militância. Os militantes se veem na condução do PT por parte do companheiro Marcelino Galo. Ele não administra para si ou para alguns. Mas sim para o todo. O PT forte e unido que os adversários pregaram, só existe com Marcelino Presidente e isso foi o que os militantes quiseram e fizeram. Galo está Reeleito para o biênio 2008/2009 por vontade da militância petistas de verdade, que defendeu e assinou que o PT é para Petistas. A Esperança venceu o medo internamente. PT Saudações!!!!!!!!!!!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
DS: Direita Socialista
A DS já foi, se é que foi um dia, da esquerda. Agora é Direita Socialista. Na Bahia fecharam com a Unidade na Luta, os mensaleiros, para tentar derrotar a esquerda representada na Chapa "A Esperança é Vermelha", que é composta aqui por: Esquerda Democrática e Popular-EDP, Articulação de Esquerda-AE, Tendência Marxista-TM, Brasil Socialista-BS e mais o apoio da Corrente O Trabalho-OT.
Essas Correntes sim, são da Esquerda do PT. A DS não. Por cargos no Governo falido do Prefeito (ex-PDT) João Henrique do PMDB, empregado de Geddel "Transposição do rio São Francisco" Vieira Lima. Pediram curriculos de filiad@s prometendo emprego para quem votasse no PED na candidata dos mensaleiros. Renderam-se aos mandos do Governador Wagner, uma vez que eles tem duas secretarias.
Nacionalmente eu nem falo, a candidatura do "Planaltista" Zé Eduardo Cardozo e os demais Lulistas e "intelectuais" foi a besteira nacional que fizeram neste ano, e quando pensamos que vimos de tudo, eis que eles surpreendem votando em Berzoine e na Bahia com os aliados dele. A DS pode um dia ter sido de esquerda, mais a real é: quem ainda é de esquerda e está lá, saia enquanto é tempo e certamente na Bahia, vai ter racha, depois da união com o grupo do mensaleiro Josias Gomes. A DS é a cópia ainda mal feita da Unidade na Luta. Talvez aprimorem-se, talvez não tenham competência para isso, mas no campo da esquerda do partido, a Direita Socialista (DS) está fora.
Saudações de esquerda!!!!!!!!!!!!!!!!!
Essas Correntes sim, são da Esquerda do PT. A DS não. Por cargos no Governo falido do Prefeito (ex-PDT) João Henrique do PMDB, empregado de Geddel "Transposição do rio São Francisco" Vieira Lima. Pediram curriculos de filiad@s prometendo emprego para quem votasse no PED na candidata dos mensaleiros. Renderam-se aos mandos do Governador Wagner, uma vez que eles tem duas secretarias.
Nacionalmente eu nem falo, a candidatura do "Planaltista" Zé Eduardo Cardozo e os demais Lulistas e "intelectuais" foi a besteira nacional que fizeram neste ano, e quando pensamos que vimos de tudo, eis que eles surpreendem votando em Berzoine e na Bahia com os aliados dele. A DS pode um dia ter sido de esquerda, mais a real é: quem ainda é de esquerda e está lá, saia enquanto é tempo e certamente na Bahia, vai ter racha, depois da união com o grupo do mensaleiro Josias Gomes. A DS é a cópia ainda mal feita da Unidade na Luta. Talvez aprimorem-se, talvez não tenham competência para isso, mas no campo da esquerda do partido, a Direita Socialista (DS) está fora.
Saudações de esquerda!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Somos mais porque estamos junt@s!!!!!!!!
O PED do PT realmente separou o joio do trigo, a água do óleo. De um lado os mensaleiros, aloprados, corruptos, imbecieis que tentaram destruir o PT e querem hoje vender nosso Partido ao governismo exacerbado. Contam hoje com a Direita Socialista (DS), com o Reencantar (que antes de querer reencantar o PT, devem se reencatar) e o 2 de Julho que trai a data magna, mais importante desta terra.
Do outro lado temos os que prezam por cumprir o que falam. Praticar o discurso. EDP, BS, AE, TM e OT. Os que querem um PT do lado do povo. Dos movimentos sociais. Dos desfavorecidos desta terra. E o povo de Salvador, homens, mulheres, jovens, idosos, crianças, evangélicos e católicos, espiritas e candoblescista, ateus e livres pensadores, gays e héteros, pedem a ação do PT. O PT vivo e não morto. O PT vice não é cabível. Vice de um governo fraco, incoerente, incopetente. Fálido. Não pode.
Estamos juntos com Edízio Nunes e Marcelino Galo. Estamos juntos porque a Esperança de cada um de nós não morreu e nem morrerá. Está viva. É Vermelha como o sangue que circula em nossas veias e vermelha como a cor do SOCIALISMO, do COMUNISMO, da Rosa. Da ROSA cálida e exata. Estamos juntos e falo da ROSA "para não dizer que não falei das flores"!.
Dia 16 de Dezembro: O divisor de águas do PT será sacramentado.
Edízio Nunes Presidente Municipal.
Marcelino Galo Presidente Estadual.
Jilmar Tatto Presidente Nacional.
http://br.youtube.com/watch?v=D_cQz6IElgc&feature=related
Do outro lado temos os que prezam por cumprir o que falam. Praticar o discurso. EDP, BS, AE, TM e OT. Os que querem um PT do lado do povo. Dos movimentos sociais. Dos desfavorecidos desta terra. E o povo de Salvador, homens, mulheres, jovens, idosos, crianças, evangélicos e católicos, espiritas e candoblescista, ateus e livres pensadores, gays e héteros, pedem a ação do PT. O PT vivo e não morto. O PT vice não é cabível. Vice de um governo fraco, incoerente, incopetente. Fálido. Não pode.
Estamos juntos com Edízio Nunes e Marcelino Galo. Estamos juntos porque a Esperança de cada um de nós não morreu e nem morrerá. Está viva. É Vermelha como o sangue que circula em nossas veias e vermelha como a cor do SOCIALISMO, do COMUNISMO, da Rosa. Da ROSA cálida e exata. Estamos juntos e falo da ROSA "para não dizer que não falei das flores"!.
Dia 16 de Dezembro: O divisor de águas do PT será sacramentado.
Edízio Nunes Presidente Municipal.
Marcelino Galo Presidente Estadual.
Jilmar Tatto Presidente Nacional.
http://br.youtube.com/watch?v=D_cQz6IElgc&feature=related
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
MENSAGEM AOS PETISTAS E ÀS PETISTAS
MENSAGEM AOS PETISTAS E ÀS PETISTAS
Companheiras e companheiros,
Em 2005, lançamos a primeira candidatura de Marcelino Galo para Presidente do PT. Apontávamos a necessidade de mudanças no partido, mudanças de conteúdo, de métodos e, sobretudo de direção política. Na pauta destas mudanças constava a reaproximação com os movimentos sociais, com os princípios do nosso manifesto de fundação e com a luta do povo. Enfim, a retomada da trajetória histórica do PT recolocando o nosso partido no seu papel de instrumento de emancipação da classe trabalhadora.
Era um momento conturbado de esgotamento de uma estratégia moderada do ex-campo majoritário/CNB. Estratégia que foi suficiente para dar conta da tarefa de ganharmos a presidência da república, vários governos e mandatos mas que não foi capaz de assegurar, uma vez no governo, que o nosso partido construísse uma estratégia de poder. Foi a opção pela conciliação com as elites, pelo afastamento dos movimentos sociais, pela destruição da democracia interna, que levou o nosso partido as más companhias, nunca companheiras.
Mas se é certo que a direita aproveitou dos nossos erros para tentar nos destruir, é certo também que os erros aconteceram. Nossa memória não será seletiva, e precisamos sempre lembrar que estes erros foram cometidos por um jeito, um método de dirigir o PT, que a partir de uma maioria presumida, implodiu as instâncias de decisões democráticas.
Aconteceu que mesmo diante do vendaval, a militância petista soube ser a luz que nos guiou para a saída e decidiu de forma soberana recompor a correlação de forças dentro do partido. Acabamos com a maioria monolítica e estabelecemos um equilíbrio de forças no diretório nacional.
Na Bahia este movimento foi mais profundo. Além da derrota eleitoral do ex-campo majoritário/CNB tivemos também a vitória de um militante da base partidária, o companheiro Marcelino Galo, para a presidência do PT.
Neste PED de 2007, a militância do PT mais uma vez dá sua parcela de contribuição. Mais petistas participaram do processo. Maior será também a presença na próxima direção, dos setores que levaram a vitória de Marcelino Galo, no segundo turno do PED de 2005. Ao mesmo tempo, nenhuma das chapas, sozinha, será maioria no partido, o que exige que o clima de permanente diálogo e a construção coletiva se perpetue nesta próxima gestão.
Todas as candidaturas à presidência estadual, apresentam traços valorosos da nossa construção partidária: o companheiro Hipólito que trouxe o debate racial como marca fundamental para o partido pautando a necessidade de combater o racismo institucional presente em nossas organizações; a companheira Edenice, mulher negra de opção socialista e revolucionária, histórica e inegavelmente combativa guerreira petista; a companheira Neusa que traz na sua bagagem a força das administrações petistas, do semi-árido, da luta feminista; o companheiro Pery, que foi nesta gestão um incansável dirigente político, a serviço do PT e que novamente disputou com dignidade e competência a presidência do Partido. Por fim, o companheiro Jonas Paulo, petista histórico, hoje com a tarefa de ser gestor público de um órgão importante do governo federal, candidato da tendência interna Unidade na Luta, rebatizado como Construindo um Novo Brasil, com o qual disputaremos neste segundo turno.
Isso significa que nosso adversário é candidato de um setor do ex-campo majoritário, setor este recheado de contradições e de histórias que ficarão marcadas na nossa memória. Setor que tanto nacionalmente quanto aqui no estado deram diversas demonstrações de falta de cuidado com nosso patrimônio histórico, com nosso Partido. O PT sofreu sim nos tempos de hegemonia deste ex-campo majoritário.
Sofreu internamente, tanto do ponto de vista administrativo quanto do ponto de vista político quando a pluralidade das forças políticas que compõem o PT foi sufocada e uma maioria cristalizada comprometia o exercício da democracia nas decisões partidárias.
Sofreu e teve desgastada sua imagem pública quando envolveu nosso partido em ações ilegais e imorais não apenas do ponto de vista ético mas, sobretudo do ponto de vista político porque revelava um método equivocado onde os interesses econômicos se sobrepuseram aos interesses de luta contra a hegemonia burguesa e das elites desse país.
Sofreu quando deixou de pautar o socialismo como horizonte estratégico perdendo com isso o rumo, o norte realmente transformador das desigualdades sociais em que vivemos. Desigualdades que só nós, trabalhadores e trabalhadoras sentimos na pele e que, portanto temos a tarefa de combater. Não são as elites, amigas ou aliadas de última hora que cuidará dos nossos interesses. Não podemos terceirizar a luta pelas nossas bandeiras. Temos de tomar nas nossas mãos o poder de transformar essa sociedade.
Para isso é fundamental que o PT prossiga neste caminho de defesa e apoio aos movimentos sociais. É preciso lembrar que este direção eleita em 2005 assumiu uma postura muito diferente da direção anterior a ela. Uma direção que abriu as portas e incentivou a construção dos setoriais, que esteve ao lado, em diversos momentos, da luta no campo, na cidade, das mulheres, da juventude, dos negros e das negras deste estado. Não foi a tôa que estivemos com os estudantes no episódio da desocupação da reitoria da UFBA, que estivemos ao lado dos sem terra quando ocuparam latifúndios produtores de eucalipto, quando estivemos ao lado das mulheres lançando a campanha do laço banco em que homens pedem pelo fim da violência contra as mulheres.
É fundamental também que tenhamos um PT capaz de entrar nas divididas que virão com força em 2008 nas eleições municipais. Sabemos que a ampliação da base de sustentação do governo Wagner é fundamental para garantir a governabilidade institucional. Mas não podemos com isso, comprometer o apoio ao maior número de candidaturas petistas para prefeitos/as e vereadores/as em cada uma das 417 cidades. Ocupar espaços institucionais é mais uma trincheira de batalha que nós petistas devemos ocupar para implementar uma outra forma de fazer política e para ajudar na organização da classe trabalhadora. Lula e Wagner provaram que para fazer mudanças na vida do povo é preciso estar ao lado povo, ser parte dele.
Finalmente, todas as companheiras e companheiros que disputaram o primeiro turno representam o que há de melhor na pluralidade do PT. E a militância resolveu colocar em debate dois projetos distintos. Não é a apenas a conduta ética de Marcelino Galo, a sua opção socialista ou a sua reconhecida capacidade dirigente que está em debate. Para, além disso, está em jogo decidir se a Direção do PT da Bahia dará continuidade à transição iniciada em 2005, se defenderá primordialmente os interesses dos/as petistas e se pavimentará o caminho para reeleger nosso projeto em 2010.
O PT não pode ficar refém de quem acha normal, o dólar na cueca, nem dos “aloprados” que quase inviabilizaram a reeleição do presidente Lula. Aqueles que ao traírem o nosso Presidente traíram também a todos os petistas.
Esse é a escolha que está colocada neste segundo turno, continuar avançando na direção de um partido de síntese ou retroceder para os tempos do rolo compressor, do abandono das bases partidárias, da falta de dialogo interno, do divórcio com a luta social. A voz das urnas nos colocou nesta quadra da história, cabe agora a você militante que constrói o PT, decidir que rumo vai tomar daqui para diante. Com a palavra, a valorosa militância petista.
MARCELINO GALO 320
A ESPERANÇA É VERMELHA
Companheiras e companheiros,
Em 2005, lançamos a primeira candidatura de Marcelino Galo para Presidente do PT. Apontávamos a necessidade de mudanças no partido, mudanças de conteúdo, de métodos e, sobretudo de direção política. Na pauta destas mudanças constava a reaproximação com os movimentos sociais, com os princípios do nosso manifesto de fundação e com a luta do povo. Enfim, a retomada da trajetória histórica do PT recolocando o nosso partido no seu papel de instrumento de emancipação da classe trabalhadora.
Era um momento conturbado de esgotamento de uma estratégia moderada do ex-campo majoritário/CNB. Estratégia que foi suficiente para dar conta da tarefa de ganharmos a presidência da república, vários governos e mandatos mas que não foi capaz de assegurar, uma vez no governo, que o nosso partido construísse uma estratégia de poder. Foi a opção pela conciliação com as elites, pelo afastamento dos movimentos sociais, pela destruição da democracia interna, que levou o nosso partido as más companhias, nunca companheiras.
Mas se é certo que a direita aproveitou dos nossos erros para tentar nos destruir, é certo também que os erros aconteceram. Nossa memória não será seletiva, e precisamos sempre lembrar que estes erros foram cometidos por um jeito, um método de dirigir o PT, que a partir de uma maioria presumida, implodiu as instâncias de decisões democráticas.
Aconteceu que mesmo diante do vendaval, a militância petista soube ser a luz que nos guiou para a saída e decidiu de forma soberana recompor a correlação de forças dentro do partido. Acabamos com a maioria monolítica e estabelecemos um equilíbrio de forças no diretório nacional.
Na Bahia este movimento foi mais profundo. Além da derrota eleitoral do ex-campo majoritário/CNB tivemos também a vitória de um militante da base partidária, o companheiro Marcelino Galo, para a presidência do PT.
Neste PED de 2007, a militância do PT mais uma vez dá sua parcela de contribuição. Mais petistas participaram do processo. Maior será também a presença na próxima direção, dos setores que levaram a vitória de Marcelino Galo, no segundo turno do PED de 2005. Ao mesmo tempo, nenhuma das chapas, sozinha, será maioria no partido, o que exige que o clima de permanente diálogo e a construção coletiva se perpetue nesta próxima gestão.
Todas as candidaturas à presidência estadual, apresentam traços valorosos da nossa construção partidária: o companheiro Hipólito que trouxe o debate racial como marca fundamental para o partido pautando a necessidade de combater o racismo institucional presente em nossas organizações; a companheira Edenice, mulher negra de opção socialista e revolucionária, histórica e inegavelmente combativa guerreira petista; a companheira Neusa que traz na sua bagagem a força das administrações petistas, do semi-árido, da luta feminista; o companheiro Pery, que foi nesta gestão um incansável dirigente político, a serviço do PT e que novamente disputou com dignidade e competência a presidência do Partido. Por fim, o companheiro Jonas Paulo, petista histórico, hoje com a tarefa de ser gestor público de um órgão importante do governo federal, candidato da tendência interna Unidade na Luta, rebatizado como Construindo um Novo Brasil, com o qual disputaremos neste segundo turno.
Isso significa que nosso adversário é candidato de um setor do ex-campo majoritário, setor este recheado de contradições e de histórias que ficarão marcadas na nossa memória. Setor que tanto nacionalmente quanto aqui no estado deram diversas demonstrações de falta de cuidado com nosso patrimônio histórico, com nosso Partido. O PT sofreu sim nos tempos de hegemonia deste ex-campo majoritário.
Sofreu internamente, tanto do ponto de vista administrativo quanto do ponto de vista político quando a pluralidade das forças políticas que compõem o PT foi sufocada e uma maioria cristalizada comprometia o exercício da democracia nas decisões partidárias.
Sofreu e teve desgastada sua imagem pública quando envolveu nosso partido em ações ilegais e imorais não apenas do ponto de vista ético mas, sobretudo do ponto de vista político porque revelava um método equivocado onde os interesses econômicos se sobrepuseram aos interesses de luta contra a hegemonia burguesa e das elites desse país.
Sofreu quando deixou de pautar o socialismo como horizonte estratégico perdendo com isso o rumo, o norte realmente transformador das desigualdades sociais em que vivemos. Desigualdades que só nós, trabalhadores e trabalhadoras sentimos na pele e que, portanto temos a tarefa de combater. Não são as elites, amigas ou aliadas de última hora que cuidará dos nossos interesses. Não podemos terceirizar a luta pelas nossas bandeiras. Temos de tomar nas nossas mãos o poder de transformar essa sociedade.
Para isso é fundamental que o PT prossiga neste caminho de defesa e apoio aos movimentos sociais. É preciso lembrar que este direção eleita em 2005 assumiu uma postura muito diferente da direção anterior a ela. Uma direção que abriu as portas e incentivou a construção dos setoriais, que esteve ao lado, em diversos momentos, da luta no campo, na cidade, das mulheres, da juventude, dos negros e das negras deste estado. Não foi a tôa que estivemos com os estudantes no episódio da desocupação da reitoria da UFBA, que estivemos ao lado dos sem terra quando ocuparam latifúndios produtores de eucalipto, quando estivemos ao lado das mulheres lançando a campanha do laço banco em que homens pedem pelo fim da violência contra as mulheres.
É fundamental também que tenhamos um PT capaz de entrar nas divididas que virão com força em 2008 nas eleições municipais. Sabemos que a ampliação da base de sustentação do governo Wagner é fundamental para garantir a governabilidade institucional. Mas não podemos com isso, comprometer o apoio ao maior número de candidaturas petistas para prefeitos/as e vereadores/as em cada uma das 417 cidades. Ocupar espaços institucionais é mais uma trincheira de batalha que nós petistas devemos ocupar para implementar uma outra forma de fazer política e para ajudar na organização da classe trabalhadora. Lula e Wagner provaram que para fazer mudanças na vida do povo é preciso estar ao lado povo, ser parte dele.
Finalmente, todas as companheiras e companheiros que disputaram o primeiro turno representam o que há de melhor na pluralidade do PT. E a militância resolveu colocar em debate dois projetos distintos. Não é a apenas a conduta ética de Marcelino Galo, a sua opção socialista ou a sua reconhecida capacidade dirigente que está em debate. Para, além disso, está em jogo decidir se a Direção do PT da Bahia dará continuidade à transição iniciada em 2005, se defenderá primordialmente os interesses dos/as petistas e se pavimentará o caminho para reeleger nosso projeto em 2010.
O PT não pode ficar refém de quem acha normal, o dólar na cueca, nem dos “aloprados” que quase inviabilizaram a reeleição do presidente Lula. Aqueles que ao traírem o nosso Presidente traíram também a todos os petistas.
Esse é a escolha que está colocada neste segundo turno, continuar avançando na direção de um partido de síntese ou retroceder para os tempos do rolo compressor, do abandono das bases partidárias, da falta de dialogo interno, do divórcio com a luta social. A voz das urnas nos colocou nesta quadra da história, cabe agora a você militante que constrói o PT, decidir que rumo vai tomar daqui para diante. Com a palavra, a valorosa militância petista.
MARCELINO GALO 320
A ESPERANÇA É VERMELHA
Sobrevivência do PT ou dos Petistas com cargos?
O Partido dos Trabalhadores, PT realizou neste último dia 2 de dezembro o seu Processo de Eleições Diretas, PED. Um PED na Bahia, em especial Salvador bem distante de ser uma disputa ideologica, de quem conduziará o PT a ser o Partido Socialista 100%, quem fará com as demandas do povo, mulheres, homens, idos@s, jovens, negr@s, gays e todos os cidadãos e cidadãs desta terra tenha seus sonhos, dos mínimos aos máximos realizados pr um governo legitimamente Petista.
A dipsuta em Salvador se dá em cima da sobrevivência daqueles que se apegaram aos cargos. Um grupo que está na Prefeitura de Salvador não pelo bem deste cidade, mas pelo bem de seus bolsos. Vemos hoje, Democracia Socialista (DS), Reencantar, 2 de Julho (grupos independestes e comprometidos) juntos com a Unidade na Luta, o Campo ex-majoritário. A galera do mensalão (que eles preferem chamar de caixa 2). Vimos uma companheiro séria que é a companheira Neusa Cadore e o companheiro sério Edson Miranda fazendo tímidas campanhas. Sem saber se defendiam ou não o governo falido de João Henrique e Geddel. Não acerditamos, quem ouve, não acredita, Neusa e Jonas juntos? Edson e Vânia Galvão juntos? Isso mesmo. O que diria a revolucionária, guerreira Heloísa Helena, ao ver sua DS na Bahia e em Salvador fechando com a Unidade na Luta? A DS não é mais a mesma. Ou será que nunca foi o que dizia ser?
A Esquerda Democrática e popular (EDP), a Brasil Socialista (BS), a Tendência Marxista (TM) , a Articulação de Esquerda (AE) e O Trabalho (OT) estão do mesmo lado. Do lado do povo, do PT ético, honesto, sem desvio de condutas. DO PT do povo. Do PT de uma Salvador e Bahia livres e boa de se viver e morar.
Os companheiros e as companheiras não estão presos a cargos públicos, porque os memso só tem sentido quando servem ao público e não é o caso com Gilmar na Secretaria do "EnGov= SEGOV); Dorinha na SEDES, Antônia na Reparação. Só um governo do PT pode realmente prestar um serviço a esta cidade, fazer a Reparação devida e que não foi feita com Imbassahy e nem com JH.
Precisamo olhar a sobrevivência do PT e não destes Petsitas que na véspera do PED liga para filiad@s eleitores de Edízio Nunes e Marcelino Gallo para pedir curriculo seja para o governo municipal ou estadual. Os governos passam, mas os companheiros e as companheiras ainda não entenderam isso. Certamente, em plano estadual, a DS está com Jonas porque Wagner deve ter chamado os secretários capas-pretas da corrente (Afonso SEDUR e Robinson AGECOM) no eixo e os cargos, o poder, o salário falou mais alto que a coerência. O mesmo no mucipio, porque só mesmo num governo falido que nem o de João Henrique para Gilmar virar Secretário de Governo, porque isso é a mior piada do ano. Gimar na SEGOV e um outro cara mandando no cargo.
Os/as companheir@s precisam refletir sobre o que pregam e sobre o que fazem.
Vamos ao 2º turno, tod@s contra agente. Edízio e Marcelino Presidentes!!!!!!!!!
A Esperança é Vermelha e sempre será!!!!!!!!!!!!!
Por candidatura própria em Salvador e por um PT para Petistas.
PT Saudações!!!!!!!!!!!!!!!!!
A dipsuta em Salvador se dá em cima da sobrevivência daqueles que se apegaram aos cargos. Um grupo que está na Prefeitura de Salvador não pelo bem deste cidade, mas pelo bem de seus bolsos. Vemos hoje, Democracia Socialista (DS), Reencantar, 2 de Julho (grupos independestes e comprometidos) juntos com a Unidade na Luta, o Campo ex-majoritário. A galera do mensalão (que eles preferem chamar de caixa 2). Vimos uma companheiro séria que é a companheira Neusa Cadore e o companheiro sério Edson Miranda fazendo tímidas campanhas. Sem saber se defendiam ou não o governo falido de João Henrique e Geddel. Não acerditamos, quem ouve, não acredita, Neusa e Jonas juntos? Edson e Vânia Galvão juntos? Isso mesmo. O que diria a revolucionária, guerreira Heloísa Helena, ao ver sua DS na Bahia e em Salvador fechando com a Unidade na Luta? A DS não é mais a mesma. Ou será que nunca foi o que dizia ser?
A Esquerda Democrática e popular (EDP), a Brasil Socialista (BS), a Tendência Marxista (TM) , a Articulação de Esquerda (AE) e O Trabalho (OT) estão do mesmo lado. Do lado do povo, do PT ético, honesto, sem desvio de condutas. DO PT do povo. Do PT de uma Salvador e Bahia livres e boa de se viver e morar.
Os companheiros e as companheiras não estão presos a cargos públicos, porque os memso só tem sentido quando servem ao público e não é o caso com Gilmar na Secretaria do "EnGov= SEGOV); Dorinha na SEDES, Antônia na Reparação. Só um governo do PT pode realmente prestar um serviço a esta cidade, fazer a Reparação devida e que não foi feita com Imbassahy e nem com JH.
Precisamo olhar a sobrevivência do PT e não destes Petsitas que na véspera do PED liga para filiad@s eleitores de Edízio Nunes e Marcelino Gallo para pedir curriculo seja para o governo municipal ou estadual. Os governos passam, mas os companheiros e as companheiras ainda não entenderam isso. Certamente, em plano estadual, a DS está com Jonas porque Wagner deve ter chamado os secretários capas-pretas da corrente (Afonso SEDUR e Robinson AGECOM) no eixo e os cargos, o poder, o salário falou mais alto que a coerência. O mesmo no mucipio, porque só mesmo num governo falido que nem o de João Henrique para Gilmar virar Secretário de Governo, porque isso é a mior piada do ano. Gimar na SEGOV e um outro cara mandando no cargo.
Os/as companheir@s precisam refletir sobre o que pregam e sobre o que fazem.
Vamos ao 2º turno, tod@s contra agente. Edízio e Marcelino Presidentes!!!!!!!!!
A Esperança é Vermelha e sempre será!!!!!!!!!!!!!
Por candidatura própria em Salvador e por um PT para Petistas.
PT Saudações!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
A madrugada
A madrugada é interesante amiga dos "sem sono".
É a fiel companheira de quem passa a madrugada de olhos abertos enquento muitos dormem.
Seja num momento de insônio ou de puro não estou com sono, você pode ver e perceber a maravilha que é a madrugada, seu silêncio, sua calma e serenidade...
Inexplicavél.
Estou agora às 3:14 da madrugada de um feriadão da Proclamação da República escrevendo porque nunca escrevi de madrugada. Aqui escrevo talvez, meio sem nexo, mas escrevo de madrugada e isso me alegra.
O poder escrever na madrugada, com o silêncio como companheiro, embora alguém num outro computador der risadinas, algum e-mail que está lendo, alguma baixaria, sei lá...
É isso, não estou só nesta madrugada. Você nunca está só no silêncio da madrugada. Alguém está acordado. Um operador de call center, um médico, uma médica e enferemeira. O vigia da empresa e do prédio... Enfim, escrevo à madrugada e para os seus e suas amantes.
Olá madrugada, prazer, obrigado por seu silêncio e sua paz que logo ao raiar do sol se vai...
Mas outra madrugada há de vir...
Graças a Deus por isso.
(Law Araújo, texto escrito durante o EBEL em Feira de Santana na Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, 15/11/2007, texto iniciado às 3:14 e concluído às 3:20)
É a fiel companheira de quem passa a madrugada de olhos abertos enquento muitos dormem.
Seja num momento de insônio ou de puro não estou com sono, você pode ver e perceber a maravilha que é a madrugada, seu silêncio, sua calma e serenidade...
Inexplicavél.
Estou agora às 3:14 da madrugada de um feriadão da Proclamação da República escrevendo porque nunca escrevi de madrugada. Aqui escrevo talvez, meio sem nexo, mas escrevo de madrugada e isso me alegra.
O poder escrever na madrugada, com o silêncio como companheiro, embora alguém num outro computador der risadinas, algum e-mail que está lendo, alguma baixaria, sei lá...
É isso, não estou só nesta madrugada. Você nunca está só no silêncio da madrugada. Alguém está acordado. Um operador de call center, um médico, uma médica e enferemeira. O vigia da empresa e do prédio... Enfim, escrevo à madrugada e para os seus e suas amantes.
Olá madrugada, prazer, obrigado por seu silêncio e sua paz que logo ao raiar do sol se vai...
Mas outra madrugada há de vir...
Graças a Deus por isso.
(Law Araújo, texto escrito durante o EBEL em Feira de Santana na Universidade Estadual de Feira de Santana, UEFS, 15/11/2007, texto iniciado às 3:14 e concluído às 3:20)
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Governo Wagner, Banco do Brasil e o Bradesco
O Governador da Bahia Jaques Wagner, do Partido dos Trabalhadores (PT), acertadamente resolveu retirar do Banco privado Bradesco, toda a conta do Governo estadual e transferir para um Banco público, no caso o Banco do Brasil.
O que está por detrás, é um rolo antigo feito pelo grupo "Carlista", que vendeu o Banco do Estado da Bahia, BANEB para o Bradesco por mixaria, levando por debaixo do pano sabe-se Deus quanto. O BANEB foi dado de "mão-beijada" para eles e assim as contas dos servidores e das servidoras ficaram no Bradesco. Primeiro erro do grupo do antigo Faraó, ACM, foi pôr na rede privada as contas do Estado, tinhamos um banco estadual, e não havia motivos para ser vendido, ou melhor, dado de presente ao Bradesco.
Agora, com um novo e democrático governo, as contas voltam a um banco público. Mas óbvio, o Bradesco não ia largar o "osso" assim tão fácil. Já correram para a mídia com propagandas de "servidores e servidoras" que não querem mudar de banco, uma diz que no Bradesco não é 'tratada como idosa e sim como gente', como se ser idosa fosse ser animal. E uma outra diz: 'não vou mudar, não quero mudar, não me preguntarão se eu queria mudar'. E perguntarão quando venderão o BANEB? Óbvio que não.
O Bradesco, agora põe no ar, artistas da Bahia como Lázaro Ramos e Wagner Moura com as desculpas de que os funcionários e as funcionárias do Estado não precisam mudar de banco, uma vez que o Governo da Bahia já convocou todos e todas para fazerem o cadastro no BB e ainda apresentando o argumento de que "o Bradesco está há 30 anos do lado da Bahia e dos baianos, da cultura e das crianças da Bahia", parece até o dito cujo do Faraó falando em suas campanhas, quando dizia que "a vida dele era a Bahia e os baianos". Quanta hipocrisia do Bradesco e vejamos há que ponto chegaram Lázaro Ramos (que gosta de se prestar aos papéis mais ridiculos, visto "Foguinho") e Wagner Moura. Moura até podemos entender, está desempregado desde o fim da novela "Quem matou Thaís?", a Record até quis contratar e pagar R$ 40 mil, mas ele recusou, agora aceitou fazer essa mediocre propaganda para o Bradesco, afim de confundir os servidores e as servidoras e tentar difamar a imagem do Governo do Estado.
Parabéns ao Governo do Estado, ao Secretário da Fazenda e ao Excelentíssimo Governador Jaques Wagner. Dinheiro público tem que estar em Banco público!
O que está por detrás, é um rolo antigo feito pelo grupo "Carlista", que vendeu o Banco do Estado da Bahia, BANEB para o Bradesco por mixaria, levando por debaixo do pano sabe-se Deus quanto. O BANEB foi dado de "mão-beijada" para eles e assim as contas dos servidores e das servidoras ficaram no Bradesco. Primeiro erro do grupo do antigo Faraó, ACM, foi pôr na rede privada as contas do Estado, tinhamos um banco estadual, e não havia motivos para ser vendido, ou melhor, dado de presente ao Bradesco.
Agora, com um novo e democrático governo, as contas voltam a um banco público. Mas óbvio, o Bradesco não ia largar o "osso" assim tão fácil. Já correram para a mídia com propagandas de "servidores e servidoras" que não querem mudar de banco, uma diz que no Bradesco não é 'tratada como idosa e sim como gente', como se ser idosa fosse ser animal. E uma outra diz: 'não vou mudar, não quero mudar, não me preguntarão se eu queria mudar'. E perguntarão quando venderão o BANEB? Óbvio que não.
O Bradesco, agora põe no ar, artistas da Bahia como Lázaro Ramos e Wagner Moura com as desculpas de que os funcionários e as funcionárias do Estado não precisam mudar de banco, uma vez que o Governo da Bahia já convocou todos e todas para fazerem o cadastro no BB e ainda apresentando o argumento de que "o Bradesco está há 30 anos do lado da Bahia e dos baianos, da cultura e das crianças da Bahia", parece até o dito cujo do Faraó falando em suas campanhas, quando dizia que "a vida dele era a Bahia e os baianos". Quanta hipocrisia do Bradesco e vejamos há que ponto chegaram Lázaro Ramos (que gosta de se prestar aos papéis mais ridiculos, visto "Foguinho") e Wagner Moura. Moura até podemos entender, está desempregado desde o fim da novela "Quem matou Thaís?", a Record até quis contratar e pagar R$ 40 mil, mas ele recusou, agora aceitou fazer essa mediocre propaganda para o Bradesco, afim de confundir os servidores e as servidoras e tentar difamar a imagem do Governo do Estado.
Parabéns ao Governo do Estado, ao Secretário da Fazenda e ao Excelentíssimo Governador Jaques Wagner. Dinheiro público tem que estar em Banco público!
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